Departamento de “scout”: exemplo do Coritiba para o resto do Brasil.

Esse é o tipo de notícia que me deixa bastante animado:

“O Coritiba anunciou nessa terça-feira a criação do departamento de Scout no clube. Segundo o coordenador de futebol do Coxa, Felipe Ximenes, o objetivo desse novo setor, muito comum no futebol europeu, é observar adversários e também buscar jogadores que possam reforçar o time”. Do Blog do Torcedor.

binoculoA observação de adversários já é algo comum no futebol brasileiro, a maioria dos clubes destacam profissionais para analisar os jogos dos rivais. Mas, isso ficou ainda mais facilitado com a transmissão de todos os jogos da Série A no “pay-per-view”. A diferença está exatamente em se analisar um adversário ao vivo, no estádio, ou pela TV. Para isso servem esses scouts.

Porém, na minha opinião, a principal função desses scouts é observar jogadores. Isso serve tanto para buscar jovens promissores, como para encontrar talentos desconhecidos, perdidos por esse país enorme, ou ainda analisar um atleta que esteja sendo pretendido. Acredito que esse seja o caminho certo para se montar uma equipe de sucesso.

Hoje, no Brasil, gasta-se muito com contratações que acabam se revelando equivocadas. Além disso, os clubes têm estado reféns dos “empresários”, alguns sem qualquer credibilidade, que trazem atletas para os clubes, além, claro, do interesse financeiro de alguns dirigentes. Com um departamento de scout analisando o atleta antes da contratação, haverá mais chance de acerto e aumenta também a probabilidade de se encontrar um talento escondido.

Espero que o Coritiba tenha sucesso nessa iniciativa e que os outros clubes acordem para a importância de se ter no quadro de funcionários pessoas capazes de analisar atletas antes da contratação. Eu sempre defendi como melhor opção para os clubes a busca pelos talentos ainda jovens. Com isso, os clubes gastariam menos com contratações e lucrariam mais com transferências. Para que isso dê certo, claro, é preciso ter uma boa equi pe de “olheiros” ou scouts, para ser mais moderno.

D’Alessandro suspenso por 60 dias (metade da pena)

O jogador argentino do Internacional, o meia D’Alessandro, foi punido com uma suspensão de 60 dias pela Comissão  Disciplinar. O atleta foi denunciado no art. 253 do CBJD, que prevê uma pena de 120 a 540 dias de suspensão. Muitos questionam: por que o atleta foi suspenso por 60 dias se a pena mínima é 120 dias?

Na verdade, o meia não chegou a agredir o adversário, mas tentou. Por isso, a infração não foi consumada, foi tentada. Segundo o CBJD, pune-se a tentativa com a mesma pena da infração consumada, reduzida pela metade. Vejam o art. 157, especialmente o §1º:

Art. 157 Diz-se a infração:

I -consumada, quando nela se reúnem todos os elementos de sua definição;

II -tentada quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.

III-dolosa, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo;

IV-culposa, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.

§ 1º Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente à infração consumada, reduzida da metade.

§ 2º Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se a infração.

Respondida a questão.

Agora, o Internacional deve entrar com um recurso, que pode ter efeito suspensivo, autorizando o atleta a disputar os jogos até ser julgado pelo Pleno do STJD. Em outra oportunidade eu esclareço o que é esse tal efeito suspensivo.


Espanha: futebol às 15h para japonês ver.

Na Espanha vem se discutindo a criação de um novo horário para as partidas de futebol, às três da tarde. O objetivo é conquistar o mercado asiático, que transmitiria partidas ao vivo no horário nobre, nove da noite.

Os catalães, Barcelona e Espanyol, encabeçam o movimento. A idéia é ter ao menos uma partida da rodada nesse horário. A inspiração vem da Inglaterra, que já realiza partidas à uma da tarde para se encaixar no horário asiático.

A razão para isso é muito clara, o poder financeiro dos consumidores asiáticos. Há tempos que os clubes europeus tentam explorar esse mercado, seja com excursões, com jogos em horários ingratos ou até mesmo contratando atletas orientais. O Espanyol, por exemplo, acaba de assinar com o japonês Nakamura.

Além dessa ideia, já se discute na Europa o horário das partidas. Afinal, assim como ocorre no Brasil, o horário nobre da TV é muito tarde, 22h. Se é bom para a TV, em contrapartida, é ruin para o público.

O site Sport.es, que traz a notícia, afirma que apesar da renda obtida através dos sócios e torcedores estar perdendo espaço para os patrocínios e direitos de TV, são aqueles que sustentam o clube com a sua paixão. Apesar do horário ser bom para assistir futebol na TV, não há nada mais triste que um estádio vazio.

E você, torcedor, o que pensa das partidas às 22h na quarta-feira?

Eu digo logo, ultimamente tenho dormido no intervalo.

A sugestão de Aderval Barros: “tirar Sérgio China”.

Ontem, no programa do canal 14, o PRORROGAÇÃO, onde participamos todos os domingos eu, Zé do Carmo e Aderval Barros, surgiu uma grande discussão sobre o Sérgio China. Para Aderval, o Santa Cruz deveria tirocar o atual comandante por um treinador mais experiente.

Na opinião de Aderval, assim como de muitos dos 45 mil torcedores que estiveram no Arruda neste sábado, o empate em 2 a 2 com o Central foi culpa do comandante coral. Os maiores erros de Sérgio China teriam sido as saídas dos laterais para dar lugar a volantes, o que culminou com os gols dos caruaruenses, exatamente em bolas cruzadas pela lateral direita, que ficou bastante exposta.

Para Aderval, Sérgio China ainda é inexperiente e isso atrapalha o seu trabalho. O Implacável “indicou” os nomes de Givanildo Oliveira, Maurício Simões e Fito Neves. Essa foi a gota d’água. Fito Neves? O mesmo que esteve aqui no ano passado? Aí Aderval foi longe demais. Isso rendeu uma boa discussão no programa.

MINHA OPINIÃO: Tirar Sérgio China do comando seria um erro. Por mais que ele tenha se equivocado nas substituições, ele demonstrou ter qualidade e, principalmente, comando do time. Todos treinadores estão sujeitos a erro, todas as substituições acabam sendo criticadas por alguns, o torcedor nunca está satisfeito.

Sérgio China está à frente desse grupo desde os primeiros amistosos, que não foram lá essas coisas, mas tudo bem. Na Série D o time tem uma vitória fora de casa e um empate em casa. Uma campanha ainda boa, apesar da decepção dos milhares de tricolores presentes no estádio.

Por que eu digo que seria um erro tirar Sérgio China? Porque a competição é muito curta, a primeira fase tem apenas seis jogos, agora restam quatro. Outro treinador, se chegasse agora, teria pouco tempo para conhecer o grupo, armar a equipe e dar um “padrão de jogo” ao time. Sérgio já conhece os atletas, já conhece o grupo e já está “dando uma cara” ao time, tirá-lo agora seria jogar fora os meses de trabalho.

Por mais que se critique o Sérgio China, acredito que tirá-lo do cargo não é uma boa opção no momento. O Santa Cruz arriscou ao colocar um treinador inexperiente à frente da equipe, mas em uma competição tão curta não há tempo para mudar, ou corre-se o risco de pôr tudo a perder.

E você, tricolor, o que acha? Manteria Sérgio China ou buscaria logo um treinador mais experiente para o resto da competição? Deixe seu comentário.

As etapas do Brasileirão.

puloO Campeonato Brasileiro da Série A é de pontos corridos, não tem fases. Ao menos, não aparentemente. Na verdade, o campeonato é bem dividido.

Eu poderia dividir o campeonato só em duas fases, preparatória e reta final. Na preparatória os clubes acumulam o maior número de pontos para se “classificar” para a disputa do título, de uma vaga na libertadores ou contra o rebaixamento. A “reta final” nem preciso falar, é quando começamos a fazer contas para saber quantos pontos precisamos para atingir o objetivo.

Por enquanto, nessa fase preparatória, ainda é difícil dizer quais clubes disputarão o título e quais brigarão para não cair, apesar de já termos uma certa ideia. Ainda faltam muitos jogos, há tempo para se recuperar e há tempo para cair de produção. O importante é somar pontos agora para poder brigar por coisas melhores no fim. Na reta final é mais difícil sair do grupo de baixo e brigar pelo título.

O companheiro blogueiro do Olhar Crônico Esportivo, porém, dividiu esse campeonato em 4 fases, vejam:

1ª – 9 de maio a 8 de julho – fase das copas – quando os clubes ainda dividem as atenções entre o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Libertadores.

2ª – 1º de julho a 31 de agosto – fase da janela – quando os clubes europeus buscam seus reforços e desfalcam os brasileiros. É agora, também, onde os atletas completam as 7 partidas por um clube e ficam impedidos de se transferir para outro da Série A. Nesse momento os elencos começam a se definir.

3ª – 11 de julho a 23 de agosto – fase dos jogos sem descanso – nessa fase, os clubes já devem estar “arrumados”, pois com jogos domingo e quarta não terão tempo para muitos treinamentos. Essa fase é crítica, quem estiver mal pode acabar ficando no grupo que vai lutar para não cair.

4ª – 29 de agosto a 6 de dezembro – fase final – depois de acumular o maior número de pontos possíveis, os clubes descobrem se vão disputar o título, uma vaga na Libertadores ou contra o rebaixamento. A partir daqui é muita conta e muita luta.

Quando chegarem na reta final saberemos o que os clubes de Pernambuco vão buscar nessa competição? Ainda é cedo para dizer que brigam por vaga na sul-americana ou contra a queda. Depois dos “jogos sem descanso” saberemos qual será o papel deles na realmente.

O campeonato é muito disputado, quem não conseguir uma boa posição até a fase final terá dificuldades, pois será mais difícil subir na tabela. A briga será muito boa e o campeonato muito disputado, essa é a maior qualidade do Brasileirão.

Na  minha opinião, metade dos times irá brigar para não cair, a outra metade por uma vaga na Libertadores e apenas dois ou três disputarão o título. E aí, em qual grupo seu time vai ficar?

Portugueses lucram com a transferência de jogadores.

Parece que os portugueses descobriram o seu papel no mercado da bola. Ja que disputar contra os grandes ingleses, espanhois e italianos ainda é muito difícil, precisam aproveitar sua condição para gerar lucro. Assim, descobriram que podem formar bons atletas, além de negociar atletas extra comunitários e com isso lucrar bastante.

O ponto mais significativo, ao meu ver, é a forma como esses clubes conseguem lucrar “comprando” e depois “vendendo” determinados jogadores. Exemplo, Anderson, transferiu-se do Grêmio para o Porto e depois de lá para o Manchester, o que encheu os cofres do Dragão. Ramires é outro que deve gerar um bom lucro, assim eu espero. Contratado barato pelo benfica, o atleta, caso se destaque, pode se transferir por uma verba muito maior para outro clube europeu.

Interessante é que o desempenho desportivo está intimamente ligado ao sucesso financeiro, e os três clubes devem ser analisados de formas diferentes. Primeiro, vejam os números trazidos pelo Futebol Finance:

FC Porto
Aquisições: 155 milhões de Euros / Vendas: 305 milhões de Euros / Lucro: 150 milhões de Euros
Maior investimento em jogadores em 04/05 com 50 milhões de Euros;
Maior receita na venda de jogadores em 04/05 com 98 milhões de Euros.

SL Benfica
Aquisições: 115 milhões de Euros / Vendas: 125 milhões de Euros / Lucro: 10 milhões de Euros
Maior investimento em jogadores em 07/08 com 37 milhões de Euros;
Maior receita na venda de jogadores em 07/08 com 48 milhões de Euros.

Sporting CP
Aquisições: 60 milhões de Euros / Vendas: 110 milhões de Euros / Lucro: 50 milhões de Euros
Maior investimento em jogadores em 07/08 com 10 milhões de Euros;
Maior receita na venda de jogadores em 07/08 com 33 milhões de Euros.

O FC Porto é o clube com os melhores resultados esportivos. Além de campeão da Liga dos Campeões em 2004, o clube é tetra campeão português. Por isso mesmo o pessoal de azul consegue lucrar mais que os rivais. Com o sucesso esportivo da equipe, os jogadores acabam se destacando também individualmente, o que facilita as negociações.

O Benfica é clube que menos lucrou nesse período. Os encarnados têm gasto muito com transferências sem, contudo, conseguir um retorno nas “vendas”. Os maus resultados em campo levam a isso. Agora, a contratação de Ramires, que ao meu ver foi bastante barata, pode gerar um bom lucro ao Benfica, basta que o time tenha sucesso e o atleta se destaque individualmente.

O Sporting é um caso à parte, os leões priorizam as categorias de base e a formação de jogadores. Vejam que é o clube que menos gasta, mas tem um lucro maior que o rival de Lisboa. A Academia do Sporting é considerado um dos melhores centros de treinamento da Europa, lá surgiram grandes jogadores como Figo, Nani e Cristiano Ronaldo. Enquanto os rivais gastam bastante com a contratação de jogadores, o Sporting “fabrica” os seus craques em casa. Isso, porém, tem um custo, pois com equipes sempre jovens o clube não tem onseguido o sucesso desportivo desejado.

Os portugueses já descobriram seu papel dentro do mercado europeu, sabem que não têm condições de brigar financeiramente com os grandes, aproveitam, então, para lucrar como formadores ou intermediários. Agora, o Brasil precisa se encontrar. Nada de querer proibir a transferência de atletas, precisamos é formar melhores jogadores para que possam ser cada vez mais caros e assim gerar lucros maiores aos nossos clubes. Chega de nadar contra a maré.

Jogador não tem dono.

Apesar da atuação cada vez mais constante dos empresários, apesar da, cada vez mais comum, compra e venda de direitos econômicos, apesar da imprensa repetir constantemente que tal jogador “pertence” a um determinado clube ou, pior, um empresário, que fique bem claro: JOGADOR NÃO TEM DONO.

Quem está fazendo questão de levantar isso agora é o meio-campo Elias, do Corinthians. Cansado das especulações sobre o seu futuro, o jogador deixou claro que não tem dono e que é ele mesmo quem decide seu futuro.

“Vou deixar bem claro, eu não tenho empresário. Quem cuida das minhas coisas é a minha família, meu pai e meu tio. O pessoal está achando que é meu dono, eu só saio se eu quiser e se o Corinthians quiser”, disse o volante.

“Eles (Traffic) acreditaram no meu futebol quando eu estava na Ponte, agradeço muito. Mas quem assina os contratos sou eu. E eu quero ficar aqui no Corinthians”, completou.

A lei é bastante clara quanto a isso, para que se concretize uma transferência é preciso a anuência do atleta. Ele não pode ser obrigado a jogar em determinado clube só porque os “investidores” querem lucrar na transferência. Apesar da multa ser em favor do clube e uma grande parte ficar com a Traffic, isso não os torna donos do atleta.

Lei 9.615/98 (Lei Pelé):

Art. 38. Qualquer cessão ou transferência de atleta profissional ou não-profissional depende de sua formal e expressa anuência.

Quando a Traffic adquiriu parte dos direitos econômicos do atleta garantiu o direito de receber uma porcentagem sobre o valor da indenização a ser paga ao Corinthians em uma transferência. Mas, a Traffic não adquiriu uma porcentagem do atleta, nem o direito de dizer-lhe onde deve jogar.

O jogador não pode ser tratado como um objeto, como um bem que se compra, vende ou empresta. Jogador de futebol é um trabalhador e como tal tem a liberdade de escolher onde quer trabalhar. Só se Elias quiser se transferir é que o Corinthians receberá alguma coisa, e só assim a Traffic terá a sua parte. Ninguém pode obrigá-lo a nada.

Que isso fique bem claro.

Fonte: Blog do Torcedor.

Náutico, finalmente, rompe com a Champs.

náutico e champsOutros clubes patrocinados pela fornecedora de materiais esportivos, Champs, já haviam tomado o mesmo rumo. O Náutico, assim como os outros, sofreu com a falta de pagamento e também com a falta de materiais. A Champs descumpriu o contrato e agora vai arcar com as consequências.

O Náutico já acionou a justiça para não ter qualquer problema futuro. A Champs foi a responsável pela rescisão, pois deixou de cumprir muito do que estava no contrato. A falta de pagamento das parcelas talvez nem fosse o maior problema, mas a empresa deixou de enviar os materiais ou os enviou errado, isso era o núcleo do acordo, então, não havia outra saída para o clube.

“A Champs vinha apresentando falhas há muito tempo. Não vinha enviando um número certo de material. E, quando mandava, era o errado. Para se ter uma ideia, as camisas que chegaram estavam sem número e nem com a estampa dos patrocinadores. Tivemos que nos virar. A equipe de juniores, que vai disputar a Copa BH, em Belo Horizonte, vai usar uma camisa que mandamos fazer, sem a estampa da Champs, lógico”, explica o vice-presidente de marketing alvirrubro, Roberto Varela.

O Náutico já anunciou a Lupo como nova patrocinadora, mas o acordo só será oficializado após o fim do processo judicial contra a Champs, em breve. Segundo os dirigentes do clube, o novo fornecedor mostrou um material de qualidade que agradou a diretoria.

Boa sorte à Lupo, que está entrando no mercado esportivo. E boa sorte ao Náutico, que espero seja mais feliz com o novo patrocinador.

Fonte: Blog do Torcedor

O caso da Champs já vinha sendo discutido há algum tempo aqui no extracampo.com, confira:

Náutico x Champs.

O que ocorre com a Champs?

Todos se queixam da Champs.

Debate Blog 6

Sem o Adethson Leite nesta edição, eu e Marcelo Cavalcante conversamos sobre a esteia do Santa Cruz na Série D e sobre as “fases” do Campeonato brasileiro da Série A. Confira:

Estádios da Copa: quem vai pagar essa conta?

arena da copaFaltam menos de quatro anos para a Copa das Confederações no Brasil. Faltam menos de cinco anos para a tão sonhada Copa do Mundo. Apesar das sedes já estarem confirmadas e dos projetos já terem sido aprovados, ainda não sabemos de onde virá tanta “grana”. Teoricamente, os estádios serão reformados ou construídos através de parcerias público-privadas. Ainda teoricamente, sabe-se que a inciativa privada cuidará dos estádios enquanto a infra-estrutura das cidades será de responsabilidade do governo.

Todos dizem que o dinheiro virá da iniciativa privada, mas até agora não se sabe quem serão esses investidores. Nesse período de recessão, estádios de alto custo podem não ter o apoio necessário. Por isso, projetos megalomaníacos devem ser revistos.

cidade da copaParticularmente, o projeto de Recife, a “Cidade da Copa”, me preocupa, pois prevê a construção não só de um estádio, mas de uma cidade inteira. Sinceramente, duvido que em cinco anos exista mesmo uma cidade no local. Acredito que teremos um belo estádio, mas não cercado por uma cidade como querem os organizadores.

O site Futebol Finance traz uma lista dos custos desses estádios. Vejam o nível dos investimentos e pensem: de onde virá tanta “grana”?

  • Belo Horizonte – Estádio Mineirão – 70.000 lugares – Remodelado – Sem custo definido;
  • Brasília – Estádio Nacional – 70.000 lugares – Novo – R$ 520 milhões;
  • Cuiabá – Estádio Verdão – 45.000 lugares – Novo – R$ 400 milhões;
  • Curitiba – Arena da Baixada – 41.000 lugares – Remodelado – Sem custo definido;
  • Fortaleza – Estádio Castelão – 53.000 lugares – Remodelado – R$ 300 milhões;
  • Manaus – Arena Manaus – 42.000 lugares – Novo – R$ 500 milhões;
  • Natal – Arena das Dunas – 45.000 lugares – Novo – R$ 300 milhões;
  • Porto Alegre – Estádio Beira-Rio – 62.000 lugares – Remodelado – Sem custo definido;
  • Recife – Arena Cidade da Copa – 46.000 lugares – Novo – R$ 500 milhões;
  • Rio de Janeiro – Estádio Maracanã – 90.000 lugares – Remodelado – R$ 430 milhões;
  • Salvador – Estádio Fonte Nova – 55.000 lugares – Remodelado – R$ 400 milhões;
  • São Paulo – Estádio Morumbi – 62.000 lugares – Remodelado – R$ 136 milhões;