Clássicos no Engenhão.

O clássico Botafogo 1 x 1 Fluminense, realizado no último domingo no Engenhão, foi marcado por confusões entre as torcidas do lado de fora do estádio, houveram bombas e tiros na saída do metrô. Dentro do estádio, torcedores do Fluminense quebraram cerca de 200 cadeiras, prejuízo de R$16 mil ao Botafogo, que tem seguro.

 Antes do jogo o extracampo.com levantou a questão dos clássicos no estádio do Engenhão, já que o jogo entre Botafogo e Flamengo deve ser realizado no Maracanã, mesmo com o mando de campo alvi-negro. A Polícia Militar já avisava sobre o acesso do estádio, que parece não suportar duas torcidas rivais. O Estádio do Engenhão, apesar de ter uma boa esterutura física interna, não oferece segurança aos torcedores em suas mediações. 

Mas na verdade estas confusões também ocorrem nas imediações do Maracanã, são comuns em dias de clássicos. O maior problema ainda é cultural,apesar da estrutura física e organização precisarem de melhoras. Esta situação só mudará com uma intervenção forte do Estado, punindo os criminosos.

Cariocas, deixem seus relatos. Como é ir a um clássico no Rio de Janeiro?

Sem clássicos no Engenhão.

Como pode um estádio de R$400 milhões não servir para um clássico? Pois é, a preocupação com a segurança dos torcedores fez com que a partida entre Botafogo e Flamengo (9-11) fosse transferida para o Maracanã. Tudo bem que a localização e o acesso favorecem o Maracanã, mas ainda é absurdo ver que um estádio olímpico não pode abrigar um clássico do futebol carioca.

A notícia está no Blog do Calçade, que se pergunta:

O problema é que o Engenhão custou quase R$ 400 milhões e não serve para um clássico.

Tudo bem? E ninguém vai preso?

O estádio, apesar de milionário, ainda tem muitos defeitos, tanto que não poderia ser usado na Copa do Mundo de 2014, precisaria de reformas. Agora, quero ver quem é que explica um estádio de R$400 milhões não servir para a Copa do Mundo, pior, não servir nem para um clássico nacional. Como é que se gasta uma fortuna para fazer um estádio sem se preocupar com as exigências da Fifa? O Engenhão é mais uma “obra de arte” do nosso governo.

EMENDA.

A partida entre Botafogo e Fluminense será realizada no Engenhão. O Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) confirmou um efetivo de 200 policiais. São esperadas 40 mil pessoas. Mas, o major Busnello não confirmou o local do jogo entre Botafogo e Flamengo. Segundo ele, tudo depende da colocação dos times. O major elogiou o estádio do Engenhão, mas criticou o acesso, e diz que a parte de fora precisa ser melhorada.

O G4 do futebol brasileiro.

Botafogo, Corinthians, Flamengo e São Paulo se uniram para formar um grupo que visa discutir as questões desportivas. O grande objetivo do grupo é melhorar os resultados econômicos. Os quatro, e mais outros que devem se unir ao grupo no futuro, discutirão temas como os direitos de marketing, publicidade, captação, exibição e transmissão de jogos.

A intenção, ao que parece, é dar aos clubes mais força e inteligência nas negociações. Unidos, os clubes terão mais condições de conquistar melhorias e avanços no mundo desportivo, especialmente nos negócios do futebol. Este grupo deve debater as questões relativas ao extra campo e levará estas discussões ao Clube dos 13 e à CBF.

O G4, ou G “quantos forem”, será uma voz forte no cenário nacional e suas determinações devem guiar outros clubes e ditar a forma de fazer negócios no futebol brasileiro. Afinal, vejam os clubes que fazem parte desse grupo, as duas maiores torcidas do país (Flamengo e Corinthians), o clube mais profissional do Brasil (São Paulo) e um clube que melhora seus rendimentos a cada dia graças ao trabalho fora do campo (Botafogo).

Confira a ”Declaração do Morumbi” em globoesporte.com.

Hora de renovar os contratos.

Os clubes devem começar logo as renovações de contrato dos seus principais atletas. Muitos têm contrato apenas até o fim do ano, por isso, faltando menos de seis meses para o fim dos seus contratos atuais, a hora de renovar é agora.

O Botafogo, por exemplo, já começou este processo de renovações. Os alvinegros temem que algum atleta possa assinar pré-contrato com outro clube, como aconteceu com Joílson, que assinou com o São Paulo no meio do Brasileirão 2007. Entre as prioridades do clube carioca estão o zagueiro Renato Silva, o lateral Alessandro e o meia Lúcio Flávio. Assim, o clube se protege contra os assédios do mercado e já começa um planejamento para 2009.

Renovar os contratos com uma antecedência mínima de seis meses é essencial para a proteção do clube, além de prestigiar o atleta que fica mais satisfeito com esta segurança oferecida. O mais importante é que o planejamento para 2009 começa agora, renovando ou não os contratos dos atletas, já pensando no grupo que jogará o próximo ano e as carências da equipe.

Hoje, com a Lei Pelé, quem não se protege através de bons contratos acaba perdendo seus atletas. Mas, a lei já está aí há dez anos, se os dirigentes ainda não se acostumaram é por incompetência própria e não por culpa da legislação.

Fonte: http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro/2008/interna/0,,OI3155270-EI11421,00.html

Torcida adversária no Morumbi.

O programa da Rede Globo, Profissão Repórter, mostrou o sufoco que torcedores do Botafogo passaram no Morumbi, quando o time enfrentou o Corinthians pela semi-final da Copa do Brasil. Este mesmo sofrimento foi sentido pelos torcedores do Sport na primeira partida da final da competição.

Além de ficarem no pior lugar do estádio, com uma visibilidade horrível, ainda tiveram que aguentar cuspes e bombas de urina vindos da torcida adversária. Como se não bastasse todo o sofrimento, a polícia, no fim do jogo, tenta tirar os botafoguenses do estádio debaixo de cacetetes.

O vídeo vem provar o que a maioria dos torcedores já sabiam, mas alguns comentaristas faziam questão de não ver. Esse tratamento que visitantes sofrem nos estádios brasileiros é vergonhoso, uma realidade que precisa ser mudada urgentemente.

Vídeo: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM842888-7823-TORCIDAS+DO+CORINTHIANS+E+DO+BOTAFOGO+PASSAM+POR+APERTO+NO+MORUMBI,00.html

A repercussão na imprensa.

A imprensa pernambucana culpa o jogador e diz que a policia agiu corretamente. Enquanto isso, o resto do Brasil critica a ação da polícia e faz o atleta de vítima. Mas, pior do que não reconhecerem que houve erros dos dois lados é o extremismo de alguns. Uns dizem que o atleta deveria ter sido preso, ao invés de pagar as 25 cestas básicas, enquanto outros culpam o estado de Pernambuco, querendo proibir os jogos em Recife.

A imprensa pernambucana não pode fechar os olhos e dizer que o atleta foi quem causou toda a confusão, dando razão à atitude dos policiais. Ora, ele agiu errado, mas a forma como a polícia tratou o caso foi o que gerou todo o tumulto. A prisão do atleta em campo era desnecessária, bem como a forma truculenta como os policiais “enfrentaram” os jogadores do Botafogo.

A imprensa nacional deu outra ênfase ao caso, tratando Zé Luis como vítima e os policiais como os verdadeiros agressores. Mas, o ponto de vista não é o pior, mas comentários maldosos e, por vezes oportunistas, é que mancham a imagem do futebol pernambucano. Após ter assistido às cenas editadas da TV, Abel Braga declarou que a PM deveria se preocupar com a prostituição em Boa Viagem. Enquanto, Luxemburgo, que sequer viu a confusão, disse que “estão acontecendo coisas estranhas no Recife”.

O pior é que há jornalistas defendendo o fim dos jogos em Recife, a interdição dos estádios, etc. A irresponsabilidade de uns pode acabar prejudicando o futebol do estado. A atitude da polícia foi reprovável, mas não há motivos para interdições ou qualquer receio por parte dos adversários em visitar a cidade. O que aconteceu foi um acaso, algo que poderia ter acontecido em qualquer cidade, mas foi aqui.

Quando a polícia entra em campo.

Quando a polícia militar de Pernambuco entrou no gramado do Estádio dos Aflitos, formou-se uma confusão de tais proporções que foi noticiada até na Itália e em outros países. Os noticiários de todas as emissoras brasileiras concentraram-se no caso, dando repercussão instantânea.

Enquanto alguns jornalistas criticavam a polícia, mais especificamente a de Pernambuco, outros defendiam os policiais e culpavam o atleta pelo incidente. Foi quando deu-se adeus à imparcialidade, julgando o caso segundo convicções pessoais. A imprensa do Sul critica a polícia, enquanto os jornalistas pernambucanos culpam o jogador.

Sinceramente, neste caso o mais difícil é encontrar um inocente. O primeiro errado é o atleta, pela garrafa que chutou e pelos gestos que mostrou à torcida, e depois por ter ofendido os policiais. O atleta mostrou muito descontrole emocional e falta de profissionalismo.

Mas, é difícil dar razão à polícia. Com sua forma truculenta de agir, com força excessiva, agressões e ameaças, os policiais criaram uma confusão muito maior do que seria necessário. Tentar imobilizar e deter o atleta dentro de campo, usar spray de pimenta, ameaçar os atletas, isso tudo poderia ter sido evitado.

Só espero que tudo isso sirva de lição, aos atletas para terem mais calma e à policia também. Estes incidentes prejudicam o futebol, o espetáculo, o campeonato e seus participantes. O incidente mancha a imagem da polícia, da cidade do Recife e do futebol brasileiro, já exaustivamente criticado pela falta de profissionalismo.

Os incidentes de Náutico x Botafogo.

A confusão do jogo entre Nautico e Botafogo nos Aflitos repercutiram bastante na imprensa e entre as torcidas. E cada um que expresse sua opinião, seja a favor do atleta ou dando razão aos policiais.

Primeiro, quanto à expulsão, prefiro não comentar. Apesar de achar que o atleta tenha tocado primeiro na bola, a interpretação e o julgamento cabem ao árbitro e se ele viu um lance digno de cartão, quem sou eu para discutir. Mas os fatos relevantes são os que se seguem após a expulsão.

O atleta, bastante exaltado, chutou uma garrafa de água que foi na direção da torcida, depois fez gestos obcenos para os torcedores. Como havia sido expulso, ele não poderia ficar no banco de reservas, deveria se dirigir diretamente ao vestiário. Ao sair do banco, em direção ao vestiário, o atleta foi cercado por policiais que tentaram imobilizá-lo. Revoltado, o jogador soltou-se da policial e foi protegido por seus companheiros.

Ao chegar na porta do vestiário, o atleta viu o cadeado que o impedia de entrar. Em segundos os policiais voltaram a cercá-lo. Neste momento as câmeras mostram a policial afirmando que estava dando voz de prisão ao jogador por agressão (a garrafa chutada por ele) e gestos obcenos, além de ter desacatado os policiais.

Com a porta fechada, os policias decidiram retirá-lo do estádio pela torcida do Náutico, encaminhando o atleta e o presidente do Clube para o Juizado Especial. Lá, eles foram ouvidos e o atleta acordou pagar 25 cestas básicas ao Hospital do Câncer, enquanto o presidente do Botafogo preferiu responder ao processo e apresentar sua defesa.

Vejam o vídeo da confusão:

Torcedor perde ação na justiça.

Um torcedor do Atlético-MG entrou com ação na justiça contra a CBF após a derrota do seu time para o Botafogo, na Copa do Brasil de 2007. A reclamação do torcedor é quanto à atuação do árbitro Carlos Eugênio Simon, especialmente um pênalti não marcado em favor do Atlético. O autor alega serviço defeituoso decorrente da não marcação de um pênalti CLARÍSSIMO, segundo a sua petição inicial.

Mas, o autor não conseguiu convencer o juízo, que decidiu pela improcedência do pedido. Destaco alguns trechos da decisão:

“A questão que se põe, contudo, como primordial é a de que se o fornecimento da atividade desportiva em questão abrange uma arbitragem livre totalmente de falhas. Parece-me que não.”

“Durante os noventa minutos de jogo, é certo que a atividade do árbitro deve consistir no fiel cumprimento das leis que o regem, o que, em nenhuma hipótese, determina a ausência de falhas no seu atuar. Concluir-se em sentido diverso afigura-se inevitável afronta ao próprio direito que o autor torcedor quer ver respeitado com a presente lide: uma arbitragem isenta de pressões, já que não há maior pressão que a da exigência da perfeição”.

“Ademais, ao tratarmos das conseqüências da não marcação de um pênalti, nos mantemos no terreno das probabilidades, tendo a responsabilização civil como pressuposto a ocorrência efetiva de um dano”.

Concordo com a justiça. Seria o começo do caos se o judiciário começasse a conceder indenizações aos torcedores por erro dos árbitros. Errar é humano, e em uma partida de futebol esses erros ficam expostos a câmeras de TV e milhares de espectadores presentes. A solução é profissionalizar os árbitros, mas nem assim poderemos exigir uma perfeição ou uma ausência total de erros.

Vejam o vídeo da partida no Youtube.

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