Saídas noturnas dos jogadores de futebol.

O caso de Ronaldo do Corinthians, que andou se divertindo nas boates paulistanas, lembra vários outros casos semelhantes. Aliás, essa é uma polêmica antiga. Hoje é comum vermos atletas serem multados por isso. Uma questão surge: o poder disciplinar do empregador (clube) pode ir além do horário de trabalho para punir os empregados (atletas) por condutas extra-laborais?
 
A atitude do atleta é uma falta? Por que?
 
Bom, o atleta tem o dever legal (art. 35, II da Lei 9.615/98) de manter a melhor forma física para a prática do futebol. Portanto, a falta de sono e a ingestão de bebidas alcoólicas pode acabar sendo considerada uma verdadeira falta.
 
Por outro lado, o que costumamos ver é a punição por ter o atleta chegado atrasado. Seguindo a teoria dos efeitos reflexos, o que se pune não é a saída noturna, mas o atraso, não é a ingestão de álcool, mas a queda no rendimento físico.
 
As punições aos atletas devem ser encaradas com ressalvas. Mesmo em se tratando de uma profissão onde o corpo é ferramenta de trabalho, deve-se observar ao máximo o princípio da não ingerência do empregador na vida privada do empregado.

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As implicações jurídicas das saídas noturnas dos atletas é mais um tema que iremos abordar no Curso de Direito Desportivo. Participe. Dias 6, 7, 14 e 15 de abril. Para fazer a pré-inscrição acesse o site da ESA. O programa está aqui. Apenas 40 vagas, garanta já a sua.

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