Reclamar da arbitragem dá em quê?

árbitro de basquetebolNada mais comum no nosso futebol do que reclamar das decisões (ou omissões) dos árbitros. Mas, isso gera o que? A arbitragem melhora por causa disso? E quem reclama, sofre o que?

Vejam o que ocorreu nos Estados Unidos: o técnico Phil Jackson, do Los Angeles Lakers, foi multado em 25.000 dólares por haver criticado a arbitragem. O clube foi punido com mais 25.000 dólares pelas declarações do seu técnico.

No Brasil, reclamar da arbitragem pode gerar, ao jogador, uma pena de 1 a 4 partidas (art. 251 do CBJD). Se a reclamação consistir em ofensa moral, a pena é de 2 a 6 partidas (art. 252). Vejam que só reclamar já deveria gerar uma punição, independente de haver ofensa moral, mas não é o que acontece na prática. As reclamações quanto à arbitragem são constantes e poucos são punidos por isso.

O técnico, no Brasil, por sua vez, pode ser punido com uma suspensão de 30 a 180 dias por uma manifestação desrespeitosa contra o árbitro (art. 188 do CBJD). Essa pena seria aumentada caso as declarações fossem feitas perante a imprensa (pena de 60 a 360 dias).

Erros de arbitragem há, e sempre haverão. Mas, as reclamações não trazem melhoras, trazem, outrossim, uma insegurança quanto à atividade dos mesmos. A imagem dos árbitros está profundamente abalada, muito por conta das constantes reclamações.

A pena de multa aos técnicos, jogadores e clubes, como aconteceu nos EUA, poderia ser interessante, evitaria, pois, um prejuízo à imagem dos árbitros. Deixar de reclamar, porém, não resolveria o problema das más arbitragens, mas essa cultura de reclamar de tudo também só prejudica as competições.

Essa postura de constantes reclamações após as partidas deve ser revista, pois em nada contribui, muito pelo contrário, só prejudica.  

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