Futebol sem fronteiras.

Esse artigo não é sobre a saída de atletas brasileiros para clubes europeus, até mesmo porque o êxodo tem diminuído. Engraçado é que os clubes que antes reclamavam do assédio a seus jogadores, hoje reclamam do fraco mercado que
não lhes permite lucrar. Esse artigo, na verdade, é para falar sobre três notícias recentes:

1. Flamengo e Corinthians podem jogar na Palestina.

Fiquei feliz com essa notícia, com a possibilidade de ver o futebol promovendo mais do que alegria a seus torcedores, levando paz a zonas de conflito. Se o esporte pode mesmo fazer algo tão importante, temos que incentivar, abraçar a idéia e fazer o possível para que os clubes brasileiros contribuam com um bem maior. E para os clubes a exposição na
mídia seria sensacional (é pensar em boas ações sem esquecer os frutos que podem ser colhidos).

2. Corinthians e Palmeiras querem jogar nos EUA.

Essa notícia já não tem nada a ver com a paz mundial, nem mesmo tem aquela conotação de boa ação, de humanitarismo. A questão aqui é apenas comercial e deve ser encarada dessa forma. A expansão dos mercados consumidores para os clubes brasileiros é de extrema importância. Vejam o exemplo dos europeus, que há tempos realizam suas pré-temporadas na Ásia. Precisamos levar o nome dos nossos clubes e do nosso campeonato para além das fronteiras. Outra opção, caso a viagem internacional não vingue, seria levar o clássico para outro estado brasileiro. Essa também seria uma excelente opção, pois a expansão dos mercados, de forma mais modesta, também seria interessante dentro do país. Os clubes não são apenas paulistas, são brasileiros e têm torcidas em outros estados, como no Amazonas, Piauí, etc. Seria uma expansão mais viável  e ainda assim bastante interessante.

3. Bruno, goleiro do Flamengo, quer jogar pela seleção portuguesa.

Essa notícia não é nova, mas volta a ser veiculada. Em minha opinião, parece que o lobby para que ele integrasse a seleção brasileira não deu certo e por isso estão buscando outra opção. A favor dele há o fato da FIFA ter extinguido o limite de idade para a troca de nacionalidade. Mesmo assim, a pretensão é patética. O jogador nunca atuou em Portugal e a federação portuguesa nunca demonstrou interesse na sua convocação. Sinceramente, ele não é tão bom goleiro assim e Portugal tem bons profissionais no país, não há a necessidade de recorrer a um lobista.

Definitivamente, esse nosso futebol não tem fronteiras.

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