Reclamando da arbitragem do fim de semana.

A oitava rodada do Cameponato Brasileiro ficou marcada pelos erros da arbitragem. Um assistente anulou um golaço legítimo de Obina do Palmeiras. Outro assistente validou um gol absurdamente impedido do Santo André contra o Sport. E Djalma Beltrami, a estrela das lambanças, depois de terminar o jogo antes do tempo, voltar atrás e mandar continuar, anulou o gol de empate do Santos por uma falta que só ele viu.

Mas, esse final de semana não chega a ser atípico, afinal, erros de arbitragem há em todas as rodadas. Mas, a questão é, de que adianta a gente reclamar se nada muda? Agora os assistentes estão afastados, mas em breve estarão de volta. Essas constantes reclamações não têm melhorado a qualidade da arbitragem brasileira.

Durante o jogo, reclamar chega a ser instintivo. O jogador está no calor da partida, fica difícil se conter diante de tantos absurdos. Mas, devo lembrar aos atletas que essa reclamação pode render uma punição.

Art. 251 Reclamar, por gestos ou palavras, contra as decisões da arbitragem ou desrespeitar o árbitro e seus auxiliares.
PENA: suspensão de 1 (uma) a 4 (quatro) partidas, provas ou equivalentes.

Reclamar de casos absurdos como esses da oitava rodada é inevitável. O que não pode continuar acontecendo é a constante reclamação dos perdedores quanto à arbitragem, como uma forma de tirar o foco sobre a sua derrota. Fato indiscutível é que precisamos de melhoras urgentes. Essa prática de colocar os árbitros na “geladeira” não tem funcionado.

Talvez, em vez de pensarmos em punição aos árbitros, devessemos pensar em treinamento, preparação e renovação dos quadros.

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