Mundial de natação – os maiôs.

swimsuitNão sou nenhum especialista em natação, que é um esporte pouco explorado pelo extracampo.com. Mas, eu estava assistindo o mundial de Roma e uma coisa continua me chamando atenção: os maiôs ou “the swimsuits”. É evidente que essas roupas e a sua tecnologia têm sido responsáveis pelas constantes quebras de recordes, o que já vem ocorrendo há um tempo.

A FINA – Fédération Internationale de Natation – tomou decisões acerca desse material e deve realizar um maior controle sobre essa tecnologia.

Particularmente, eu sou contra essas roupas, porque claramente aumenta muito a performance dos atletas. Se aumentasse um pouco eu até poderia aceitar, mas as roupas têm tido influência demais. O grande problema é que, apesar de todos terem acesso a elas, algumas roupas são feitas sob medida, enquanto outras são tamanhos regulares (p, m, g). Isso afeta a competitividade, o que é inaceitável.

Eu gostaria que as coisas voltassem a ser como antes, maiôs e sungas. Assim, apenas a capacidade atlética seria decisiva para as vitórias e os recordes. Não posso aceitar que o poder econômico seja decisivo para o esporte. Espero que as novas decisões da FINA restrinjam o uso, a forma ou a tecnologia desse equipamento para diminuir a distância entre os atletas.

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Debate Blog 8

Mais uma edição do Debate Blog. Mais uma vez eu não estou presente porque ainda estou em Coimbra. Semana que vem estarei de volta para ocupar minha cadeira. Enquanto isso, fiquem com Marcelo Cavalcante e Adethson Leite falando sobre a situação dos clubes pernambucanos.

Leão demitido. (Quebra de hierarquia ou falta de respeito mesmo?)

Todos já sabem que o treinador Emerson Leão foi demitido do Sport na manhã de hoje. Todos já devem saber também qual foi o motivo. O time não conseguiu bons resultados, está na zona de rebaixamento e empatou o clássico em casa, isso, por si só, já seria motivo suficiente. Mas, além dos maus resultados existe a total falta de educação do técnico, o desrespeito aos jornalistas, à torcida e aos superiores hierárquicos.

Acredito que o caso de Leão é bem semelhante com o que aconteceu com Luxemburgo. O Palmeiras alegou quebra de hierarquia quando o treinador extrapolou nas declarações. O caso de Leão foi ainda mais grave, além de extrapolar os limites da sua competência, o treinador foi extremamente desrespeitoso com seus empregadores.

Pois é, treinadores como Emerson Leão, que pensam ter o “rei na barriga”, esquecem que são, na verdade, empregados do clube, e como tais devem obedecer as ordens, agir com diligência e, principalmente, respeito. Ora, quem decide se vai contratar um atleta não é o treinador, é o diretor. O papel do treinador é, no máximo, indicar ou consultar, nem sequer cabe a ele aprovar, deve mesmo é aceitar.

Eu tenho posicionamentos e críticas sobre esse sistema de indicações do treinador, mas vou deixar para um outro artigo. Este é só para lembrar ao Sr. Emerson Leão e todos os outros treinadores que devem respeitar a hierarquia. Devem lembrar que são empregados e não patrões. Mas, acima de tudo, e isso vale para todas as pessoas, lembrar que respeitar os outros é uma questão de educação, e é requisito básico para se viver em sociedade.

O Brasileirão merecia mais.

Eu sou fã do Campeonato Brasileiro, uma competição disputada, com resultados imprevisíveis e uma briga sempre acirrada pelas melhores posições na tabela. Os times são nivelados, ninguém desponta, e a cada jogo você sabe que pode ganhar ou perder. É diferente, por exemplo, dos campeonatos nacionais na Europa, onde já se sabe quais times brigam pelo título, e são poucos.

No nosso Brasileirão não tem favorito absoluto, não tem time que ganha todas nem tem resultado garantido. O lanterna vence o líder, um time que não vence há vários jogos bate um favorito, times ganham dentro ou fora de casa, há viradas espetaculares e belos gols. Com o retorno de alguns craques ao Brasil o campeonato ficou ainda mais interessante.

Mas, uma coisa vem estragando o campeonato: a arbitragem.

Não vou enumerar os erros dos árbitros nem comentar as falhas absurdas. Também não vou reclamar e pedir árbitros estrangeiros. Nem mesmo vou ficar lamentando pontos perdidos, gols anulados ou cartões mal aplicados. Não vou xingar assistentes nem árbitros, nem tampouco dizer que eles estão de má-fé.

Vou apenas lamentar. Quero apenas dizer que estou triste pelo que tenho visto. Estou triste porque vejo que as partidas não estão sendo decididas pelos jogadores. Não são os craques que conquistam os pontos com belos gols, nem são os pernas-de-pau que entregam as partidas. Não são os treinadores que vencem com “nó tático”, nem são os goleiros que salvam as equipes. São os árbitros, hoje, os principais responsáveis pelos resultados das partidas, infelizmente.

Hoje, não consigo ter o mesmo prazer, a mesma alegria, ao assistir uma partida de futebol. Porque, no fim, percebo que não foram as atuações dos times que determinaram o resultado, foram os erros daqueles que deviam passar despercebidos que implicaram em uma derrota, um empate ou uma vitória.

Infelizmente, assim como eu, muitos torcedores vão perder o interesse pelo campeonato, e isso será extremamente prejudicial. Se continuar assim, os torcedores deixarão de ir a campo, deixarão de comprar as partidas no pay-per-view e deixarão de acompanhar seus times. Com menos espectadores haverá menos patrocínio, menos dinheiro e, consequentemente, menos futebol.

Espero que essa visão apocalíptica não se concretize. Mas, para isso é preciso melhorar a qualidade dos nossos árbitros. Algo precisa ser feito, URGENTE!

A janela assusta sim.

Quem disse que a janela de transferências não ia assustar os clubes brasileiros?

Eu disse.

Assim como a maioria das pessoas, eu acreditava que a crise mundial ajudaria os clubes brasileiros a manter seus jogadores. Mas, a crise já não é mais a mesma e os clubes começaram a perder seus atletas. Agora, a janela está assustando sim, e os elencos devem mudar bastante para o restante da competição.

Fato é que os jogadores brasileiros são “baratos”, a nossa moeda vale muito menos que o euro, por isso fica fácil para os clubes europeus levarem nossos melhores jogadores. Na verdade, com a crise, fica até mais fácil buscar atletas na América do Sul do que em outros países europeus.

Afinal, o que é 20 milhões de reais? Nada mais do que, apenas, 7 milhões de euros, aproximadamente. Isso não é muito para um clube europeu. E o que é R$ 700 mil (a multa de Weldon)? Algo em torno de €250 mil, aproximadamente. Isso sim é irrisório.

Solução? Não tem solução. Enquanto a nossa moeda for tão desvalorizada frente ao euro, enquanto os clubes europeus lucrarem muito mais do que os brasileiros (que se afundam em dívidas), não haverá solução. O jeito é contornar. Buscar atletas para as posições carentes e investir na base, formando novas estrelas.

O Campeonato Brasileiro sofre bastante com a janela, mas isso é inevitável. O jeito é torcer para que apareçam novos bons jogadores para ocupar o lugar dos que se foram. Uma opção é repatriar os veteranos, que perdem espaço na Europa. Talvez seja essa a solução, transformar essa auto-estrada em uma via de mão dupla, enquanto uns se vão, outros devem voltar.

Enquanto a janela não se fecha, porém, nos resta correr atrás de reforços para ocupar o lugar dos que estão saindo e torcer para que nenhum outro deixe nosso país.

Debate Blog 8

Caros internautas, desde já eu justifico a minha ausência no Debate Blog, bem como a minha ausência aqui no extracampo, que anda um pouco desatualizado. Estou em Coimbra, Portugal, para defender minha dissertação de mestrado sobre o contrato de trabalho do atleta profissional. Estarei de volta a Recife no fim do mês, então voltarei a escrever com a frequência que vocês estão acostumados. Enquanto isso, aproveitem o Debate Blog com Marcelo Cavalcante e Adethson Leite.

Debate Blog

O Debate Blog 7ª edição chegou um pouco atrasado, mas aí vai.

Hoje o debate é sobre as campanhas de Náutico e Sport e sobre as várias demissões de técnicos nesse Brasileirão. Quem apresenta o Debate Blog hoje é Breno Pires.

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