Negócio arriscado.

mercadoriaTrabalhar com o futebol não é nada fácil. Além de envolver a paixão dos torcedores, o que dificulta a razão, os dirigentes estão à mercê de vários fatores determinantes para o sucesso da equipe, poucos desses sob seu controle.

Contratar jogadores e formar uma equipe é um negócio arriscado. Engana-se quem pensa que formar um time de futebol competitivo é tão fácil quanto comprar jogadores no Football Manager (FM, CM, Elifoot, ou qualquer outro do gênero). As contratações, muitas vezes, são apostas, e como tais correm o grande risco de darem errado.

Vamos à prática. No Brasil, financeiramente, praticamente inexiste a “compra e venda” de jogadores. Primeiro porque jogador não é mercadoria e é ele quem decide se quer ou não se transferir. Segundo porque nenhum clube tem dinheiro para contratar, ou se busca um atleta desconhecido que seja promessa, ou se espera o contrato do atleta terminar, ou toma-se emprestado de outros clubes.

Clubes como o São Paulo, o Internacional e outros, garimpam seus atletas ainda jovens, o que parece ser a melhor saída. Os clubes de Pernambuco, por sua vez, contratam atletas livres ou tomam emprestados os reservas de outros clubes. O Internacional, por exemplo, tem um elenco muito grande, por isso empresta atletas a vários clubes brasileiros, como Derlei e Guto, a Náutico e Sport, respectivamente.

Além de terem poucos atletas à disposição para contratar, os dirigentes correm o grande risco de apostar errado. Quem diria que Paulo Baier sairia “chutado” da Ilha? Quem diria que Daniel González, festejado como uma vitória sobre o rival, acabaria sendo dispensado dos Aflitos?

Por mais que o atleta seja encarado como uma grande contratação, o sucesso depende de vários fatores, desde a adaptação à cidade e ao grupo, até a forma física e clínica do jogador. No papel, o time pode parecer muito bom, mas é na prática que surge a cruel realidade, é em campo que descobrimos se aquele grupo de jogadores é mesmo um time vencedor.

O caminho para o sucesso parece ser a manutenção de uma base sólida, para diminuir o número de apostas, permanecendo aqueles atletas que se destacarem no clube. Nesse quesito, a missão mais difícil é do Santa Cruz, que além de disputar uma Série D sem prestígio, com restrições financeiras, ainda está formando um grupo quase do zero.

Torcedor, entenda só uma coisa, contratar atletas é um negócio arriscado, depende muito menos dos dirigentes e mais dos próprios jogadores. Mas, “pegar no pé” deles é direito seu.

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Paulo Henrique e Santos, um super contrato.

Já escrevi aqui no extracampo.com que o salário dos atletas de futebol sofreu uma grande inflação. Hoje, tem muito jogador mediano ganhando acima de R$ 50 mil. O salário alto só se justifica para ter uma multa contratual também alta, é o caso de Paulo Henrique.

O meia do Santos já começa a ser sondado por clubes europeus. Por isso, o Peixe vai renovar o contrato do atleta, aumentando seu salário para chegar a uma multa de R$ 96,5 milhões. Vamos, então, calcular o provável salário do atleta.

O valor máximo da cláusula penal é de cem vezes a remuneração anual do atleta. Então, dividindo os R$ 96,5 milhões por cem, depois por 12 (meses), concluímos que o novo salário de Paulo Henrique será, no mínimo, R$ 80 mil.

É um salário bastante alto para um jogador tão novo. A justificativa é a multa. Mas, no meu entendimento, está alta demais, sem necessidade. As transferências mais caras do futebol brasileiro não chegam nem perto desse valor. A multa de quase cem milhões de reais é um exagero, assim como o salário desse e de outros atletas do Santos.

O clube da Vila faz bem ao renovar o contrato dos jovens valores e aumentar seus salários, mas parece estar exagerando um pouco na dose.

Fonte: Globoesporte.

Olympikus, Flamengo e Adriano (o camisa 9?).

A Olympikus apresentou o novo uniforme do Flamengo, iniciando definitivamente o investimento no futebol. Na apresentação da camisa rubro-negra, também foi revelado o novo número de Adriano, escolhido em votação na internet. Adriano será o camisa 9 do Flamengo. Ou não?

Por incrível que pareça, depois de toda “resenha” com a constante troca de número do atleta, aguardando o final da votação do público, nada está definido. Pois é, o atleta disse que não gosta do número 9 e quer a camisa 10. O Flamengo, depois da apresentação oficial, disse que nada estava definido.

Eu pergunto: Como assim não está definido? Houve votação, houve apresentação oficial, tudo. Então, por que a polêmica?

O problema é que Adriano disse ter azar com a camisa 9. Mas, se o atleta já havia afirmado que queria a 10 e não a 9, então, por que fizeram essa votação? Por que fizeram a apresentação oficial com a camisa 9? E como fica a Olympikus, que já fabrica as camisas com o nome do craque acima do número 9?

O Flamengo é mesmo impressionante. Quando a gente pensa que está tudo correndo bem, aprontam uma dessas. Comparem o amadorismo da incerteza flamenguista com a apresentação de Kaká no Real Madrid. Na verdade, é melhor não comparar.

A camisa 10, por enquanto, é de Petkovic, que, segundo a fonte, teria um acordo com o clube para usar o número. Essa notícia me surpreende ainda mais. Petkovic chegou com a “pompa” de uma dívida milionária, ninguém entendeu a contratação e agora ele ainda tem direito à camisa 10, que um dia foi de Zico. Volta aquela pergunta: por que fizeram a tal votação na internet?

Dá para entender?

Fonte: Globoesporte

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