Empresário de jogador ajuda ou atrapalha?

Os empresários de jogadores são alvos de críticas dos torcedores, da imprensa, dos dirigentes, que vêem nessas pessoas um mal ao futebol. Mas, será que eles são tão prejudiciais assim? E, afinal, estão prejudicando quem?

Os agentes ou empresários (dessa vez não vou destacar a diferença entre o agente credenciado e o empresário irregular) atuam em nome dos atletas e são prestadores de serviço a estes. São os empresários que buscam oportunidades para os jogadores, que os levam para clubes de outros estados, que negociam contratos e procuram as melhores oportunidades para os atletas. Muitos futebolistas nem conseguiria emprego se não fosse o trabalho do empresário.

Para o jogador de futebol o empresário é essencial, sem ele seria difícil conseguir clube para jogar, além de ter que se preocupar com a negociação dos contratos, um desgaste que atrapalha o rendimento em campo. Quando o atleta outorga ao empresário o poder de negociar ele dá a uma pessoa especializada o comando das negociações. Até certo ponto isso é bom para o atleta, pois consegue melhores condições de trabalho, principalmente financeiras, mas quando a ganância se sobressai pode ser extremamente prejudicial ao jogador.

Fernandinho, atacante que estava no Barueri, entrou em negociações com o Corinthians, que se revoltou com o andamento do negócio e resolveu fechar as portas do clube para o jogador. Sem entender nada, Fernandinho disse: “Não entendi. Juro que fiquei chocado quando os repórteres me contaram que o presidente disse isso. Eu não estou fazendo leilão, nada. Se alguém está fazendo, não sou eu. O mais prejudicado nessa história toda sou eu”.

Quando a ganância é demais, aquele que deveria ser beneficiado pelo trabalho do empresário acaba sendo o maior prejudicado. Cabe aos próprios atletas pesquisar e procurar agentes ou empresários com referência, que tenham currículo, credibilidade e boa reputação.

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