Maconha não deveria ser doping, diz a FIFPro.

A FIFPro, sindicato mundial dos jogadores profissionais de futebol, está criticando a inclusão da maconha como substância dopante pela WADA (Agência Mundial Anti-Doping). Para o sindicato, a cannabis prejudica o rendimento atlético em vez de melhorar, razão pela qual não deve ser considerada doping.

O caso vei à tona por causa da suspensão do atleta uzbeque Anzur Ismailov, que foi suspenso pela FIFA por 3 meses devido ao uso da substância.

A FIFPro enfatiza que pesquisas científicas já provaram que o uso de maconha é prejudicial à performance atlética na maioria dos esportes. A Autoridade Anti-Doping da Holanda (NADO) levou o pedido à WADA para retirar a substância da lista proibitiva.

“O cannabis é prejudicial ao rendimento desportivo e não deveria estar incluído na lista de substâncias dopantes”, assinalou a FIFPro.

Na minha opinião, maconha é droga e não tem lugar dentro do esporte. Mas, concordo com o sindicato. A partir do momento que a substância não traz ganho atlético, não pode ser considerada doping. Se o consumo é proibido, repreensível ou moralmente não recomendável, é uma coisa, ser uma substância dopante já é outra estória.

Segundo a matéria publicada, quase metade dos casos recentes de doping no futebol profissional estão relacionados ao uso da maconha.

Por outro lado, o médico brasileiro, Eduardo Rose, membro da WADA, é favorável à manutenção da maconha como doping. Segundo ele:

A canabis não está na lista por ajudar ou prejudicar o rendimento. A definição moderna de doping depende de três aspectos e, quando dois deles estão presentes, ele já pode ser considerado. O primeiro diz respeito à performance, o segundo à saúde e o terceiro a ser contra a ética do esporte. A canabis não é proibida por modificar a performance, mas por prejudicar a saúde e ser contra a ética. Por isso esse argumento não tem valor.

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