O patrocínio à arbitragem e as normas da FIFA.

Já é possível ver em vários campeonatos estaduais que os uniformes dos árbitros agora vêm com patrocínio. Enquanto a iniciativa pode parecer interessante pelo lado financeiro, ajudando as federações e os próprios árbitros, é preciso ressaltar que a FIFA tem normas a esse respeito, que não estão sendo respeitadas.

Segundo as normas da FIFA, é permitida a inclusão de patrocinadores apenas nas mangas das camisas da equipe de arbitragem e com espaço restrito. Outro artigo do regulamento ainda diz que “publicidade nas camisas dos árbitros será permitida apenas se ela não criar conflito de interesses com a publicidade vestida pelos dois times”.

Primeiro, sobre o espaço utilizado pelos árbitros para estampar o patrocínio, é fácil ver a violação à regra. Em Pernambuco e em vários outros estados há patrocínio estampado nos calções dos árbitros e também nas camisas.

A segunda regra é ainda mais importante, pois visa preservar a imparcialidade da arbitragem. O patrocínio aos árbitros não pode gerar conflito com patrocinadores de clubes. Mas, em Minas Gerais, por exemplo, a equipe de arbitragem estampa a marca do BMG, que também patrocina os três maiores clubes do estado, América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro. No Campeonato Pernambucano é importante destacar que a marca estampada nos calções dos árbitros, LUPO, é a fornecedora de materiais esportivos do Náutico.

As federações estaduais alegam que não estam sujeiotas às normas da FIFA, que são aplicáveis apenas às competições organizadas pela CBF. Mas, o regulamento disciplinar afirma que ele deve ser aplicado a todas associações (no caso do Brasil, a CBF) e seus respectivos filiados.

O caso pode gerar problemas às federações e principalmente à CBF, mas até agora a FIFA não parece ter notado a irregularidade e as federações esperam que assim permaneça.

Fonte: Universidade do Futebol

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