O acesso ao estádio e a cultura do brasileiro.

Todo mundo sabe que o brasileiro tem a cultura de deixar tudo para a última hora, de chegar atrasado e só entrar no estádio na hora do jogo. Isso ficou ainda mais evidente com a proibição de venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios. Mas, será que essa cultura é um problema, e tem como ser resolvido?

Essa semana, o advogado do Santa Cruz, Miguel Moura, pediu desculpas pelo fato de só ter dois portões abertos para a torcida e de todos os torcedores, incluindo do programa Todos com a Nota, terem entrado por esse local. Mas, o diretor jurídico foi além e criticou a postura dos torcedores:

“Sabemos que erramos e vamos corrigir esse erro. Garanto que não vai mais acontecer, mas temos que rever nossos costumes. O torcedor quer chegar no estádio apenas na hora do jogo e não pode ser assim”.

No atual estágio de evolução do futebol, do profissionalismo e do respeito aos torcedores (que precisa melhorar muito), não cabe criticar a torcida que quer entrar no estádio em cima da hora. O torcedor que compra o ingresso não tem o dever de chegar duas horas antes do jogo e tem o direito de entrar no estádio em qualquer momento. Os estádios precisam de mais estrutura e os clubes de mais organização. Se houvesse um número suficiente de portões para entrada, ninguém passaria por sufoco nem ficaria de fora do estádio.

Os clubes precisam se adequar à nova realidade, de profissionalismo e eficiência. E os torcedores, por sua vez, devem cobrar de seus clubes o respeito aos consumidores, ao Estatuto do Torcedor e às normas de Direito do Consumidor.

Fonte: Blog do Torcedor

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