O massagista goleiro.

Nesse fim de semana, em partida válida pela Série D do Campeonato Brasileiro, o massagista do Aparecidense evitou o que seria o terceiro gol do Tupi, o gol da vitória e da classificação para a fase seguinte da competição. Como o massagista é um corpo estranho no gramado, não era possível que o árbitro validasse o gol, por isso a partida terminou mesmo em 2 a 2.  A “defesa” do massagista garantiu a classificação do seu time.

Contudo, é possível que a partida seja anulada, de acordo com o previsto no art. 243-A, parágrafo único do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). O STJD deve analisar o caso em breve, uma vez que o procurador geral já declarou que fará a denúncia com base no artigo citado. Assim, os times podem ser obrigados a jogar novamente, e o massagista deve ser punido com um mínimo de 12 partidas de suspensão.

Art. 243-A. Atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente.

PENA: multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais), e suspensão de seis a doze partidas, provas ou equivalentes, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, ou pelo prazo de cento e oitenta a trezentos e ses- senta dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código; no caso de reincidência, a pena será de eliminação.

Parágrafo único. Se do procedimento atingir-se o resultado preten- dido, o órgão judicante poderá anular a partida, prova ou equivalente, e as penas serão de multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais), e suspensão de doze a vinte e quatro partidas, provas ou equivalentes, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, ou pelo prazo de trezentos e sessenta a setecentos e vinte dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código; no caso de reincidência, a pena será de eliminação.

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