Patrocínios pontuais.

Quem assiste futebol pela televisão já está se acostumando com os patrocínios pontuais, aqueles feitos para apenas uma ou duas partidas, comum em finais de campeonato e outros jogos importantes.

Esse tipo de patrocínio pode ser uma verba fácil e rápida, além de bastante justa, já que depende do desempenho do time. Hoje, chegar a uma final de campeonato gera a possibilidade de negociar tais patrocínios, que contribuem bastante para as finanças dos clubes.

Apesar de parecer extremamente vantajoso, há clubes negando tais patrocínios. Ao ler o artigo de Emerson Gonçalves no Olhar Crônico Esportivo fiquei impressionado ao ver grandes clubes, que como a maioria dos outros sofrem com a falta de dinheiro, negando patrocínios pontuais extremamente vantajosos.

O Flamengo, que está sem patrocinador, recusou um patrocínio pontual em torno de R$ 700 mil. A alegação é de que o clube quer manter a expectativa pelo novo ptrocinador principal. Diferente do que fez o Corinthians, muito mais “esperto”, que negociou diversos patrocínios pontuais para a camisa antes de fechar de vez com a Batavo.

O outro clube que dispensou o patrocínio foi o Atlético Mineiro, que recusou cerca de R$ 500 mil pelos dois jogos da final do Campeonato Mineiro. A recusa prejudicou também o Cruzeiro, já que a empresa queria patrocinar os dois ao mesmo tempo, acabou sem nenhum.

Exemplos como esses é que nos faz entender melhor o porquê da eterna crise financeira que vive o futebol brasileiro.

Atlético-MG desiste do marketing.

aatletico_mineiroO novo presidente do Clube Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, decidiu retirar o marketing da pauta do clube por enquanto. Segundo o dirigente, neste momento o clube precisa se concentrar em outras áreas, como as finanças e o futebol.

“Eu peguei uma terra arrasada. O clube tem três meses de salários atrasados, eu tenho de planejar o futebol para 2009. É complicado. Eu não posso pensar em marketing agora”, disse o dirigente, em entrevista exclusiva à Máquina do Esporte.

A verdade é que sem um time de futebol competitivo fica difícil de fazer um bom trabalho de marketing. Apesar de estar no ano do centenário, o clube não rendeu o que a torcida esperava, isso prejudica até mesmo um bom trabalho de marketing.

Infelizmente, esta é a lógica do marketing no futebol, sem um bom rendimento do time em campo, o marketing também não rende fora dele. Mas, hoje em dia é preciso investir em ações de marketing para aumentar as receitas, outro grande problema dos clubes brasileiros.

Tudo bem que o clube precisa se concentrar em outras áreas no momento, mas esquecer totalmente o marketing pode prejudicar as finanças do clube. Depois de resolvidos os problemas mais urgentes, então, será hora de voltar a investir no marketing do Galo Mineiro.

Atlético-MG: Jogadores demitidos por justa causa.

Três atletas do Clube Atlético Mineiro resolveram aproveitar a noite de São Paulo na véspera da partida contra o Palmeiras.  Os laterais Mariano e Calisto e o atacante Lenílson só retornaram à concentração às 5h da manhã, no dia do jogo. Os três foram demitidos e precisaram de escolta policial para deixar a sede do clube mineiro.

Os atos de indisciplina ou insubordinação constituem falta grave (art. 482, h, da CLT), que dá direito ao empregador de extinguir o contrato por culpa do empregado. E a fuga da concentração, combinada com uma noitada, logo na véspera da partida, constitui sim uma falta bastante grave, não sendo necessária uma punição mais leve antes da demissão.

As condutas extra-laborais não podem ser punidas pelo empregador, mas sim os seus reflexos no rendimento do atleta. No caso, a fuga da concentração foi uma falta, e a perda de rendimento pelas poucas horas de sono foi outra falta. É dever do atleta manter a forma física ideal para a prática do esporte. Por isso, a demissão é justa, e deve servir de exemplo para todos os atletas baladeiros desse país.

Torcedor perde ação na justiça.

Um torcedor do Atlético-MG entrou com ação na justiça contra a CBF após a derrota do seu time para o Botafogo, na Copa do Brasil de 2007. A reclamação do torcedor é quanto à atuação do árbitro Carlos Eugênio Simon, especialmente um pênalti não marcado em favor do Atlético. O autor alega serviço defeituoso decorrente da não marcação de um pênalti CLARÍSSIMO, segundo a sua petição inicial.

Mas, o autor não conseguiu convencer o juízo, que decidiu pela improcedência do pedido. Destaco alguns trechos da decisão:

“A questão que se põe, contudo, como primordial é a de que se o fornecimento da atividade desportiva em questão abrange uma arbitragem livre totalmente de falhas. Parece-me que não.”

“Durante os noventa minutos de jogo, é certo que a atividade do árbitro deve consistir no fiel cumprimento das leis que o regem, o que, em nenhuma hipótese, determina a ausência de falhas no seu atuar. Concluir-se em sentido diverso afigura-se inevitável afronta ao próprio direito que o autor torcedor quer ver respeitado com a presente lide: uma arbitragem isenta de pressões, já que não há maior pressão que a da exigência da perfeição”.

“Ademais, ao tratarmos das conseqüências da não marcação de um pênalti, nos mantemos no terreno das probabilidades, tendo a responsabilização civil como pressuposto a ocorrência efetiva de um dano”.

Concordo com a justiça. Seria o começo do caos se o judiciário começasse a conceder indenizações aos torcedores por erro dos árbitros. Errar é humano, e em uma partida de futebol esses erros ficam expostos a câmeras de TV e milhares de espectadores presentes. A solução é profissionalizar os árbitros, mas nem assim poderemos exigir uma perfeição ou uma ausência total de erros.

Vejam o vídeo da partida no Youtube.

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