Flamengo, Campeão Brasileiro de 1987 em 2011.

A CBF decidiu, depois de vinte e quatro anos, reconhecer o Flamengo como campeão brasileiro de 1987, título que pertencia apenas ao Sport. Agora, os dois clubes são considerados campeões daquele ano.

Sinceramente, não tenho mais paciência para essa discussão, porque não importa o que se diga, não importa as ações na justiça já transitadas em julgado, no final, quem vence é a política e não o direito.

Os fatos são incontroversos, o Flamengo disputou uma competição nacional organizada pelo Clube dos 13, que reunia o que, na época, consideravam-se os maiores clubes do país. O Sport disputou um campeonato brasileiro organizado pela CBF, com os mlehores que não haviam entrado naquela competição do C13. Não se pode considerar isso como Série A e B, eram mesmo duas competições autônomas. A CBF exigiu que os vencedores de cada campeonato se enfrentassem para decidir o verdadeiro “campeão brasileiro”. Flamengo e Internacional se recusaram a enfrentar Sport e Guarani, com isso a CBF reconheceu o Sport como Campeão Brasileiro. Esse é o resumo da história.

Agora, por que reconhecer, tantos anos depois, o título do Flamengo? Lembrando que a própria CBF declarou, no ano passado, que o Flamengo não era campeão e que o Sport era o único campeão de 1987. Se ano passado a decisão parecia política, uma espécie de represália eleitoral, esse ano não parece outra coisa…

Porém, o reconhecimento do título do Flamengo é “justo”. Simplesmente porque a CBF resolveu unificar títulos anteriores a 1971 como campeonatos brasileiros. Ora, o reconhecimento dos títulos da Taça Brasil e do Robertão, anteriores a 71 tinham um fundamento: eram campeonatos nacionais que davam ao campeão, na época, o status de campeão brasileiro. Seguindo essa lógica, deve-se reconhecer o Flamengo também como campeão brasileiro, pois apesar do campeonato que o mesmo venceu não ter sido organizado pela CBF, era nacional e deu ao rubro-negro o status de campeão brasileiro na época.

Esse reconhecimento, porém, é coisa para ficar nos livros, pois esportivamente foi o Sport quem venceu, quem disputou a Libertadores de 1988, quem tem a taça das bolinhas na sua sala de troféus e disfrutou durante todos esses anos do reconhecimento do título.

O título de 1987 não deve ser dividido, como muitos estão afirmando. Há dois campeões inteiros de torneios diferentes e não dois meio-campeões do mesmo campeonato.

Ao Flamengo, meus parabéns atrasado…

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Adequação do calendário do futebol brasileiro ao europeu.

A adequação do calendário do futebol brasileiro ao europeu já é assunto em todas as rodas de discussão futebolísticas há um bom tempo. Até o presidente Lula, insatisfeito com as saídas dos jogadores no meio do Campeonato Brasileiro, disse que queria fazer uma lei proibindo a “venda” de jogadores no meio do ano, ou adequando o calendário ao europeu.

Bom, uma lei não poderia fazer isso, pois seria inconstitucional. Mas, há alguém que pode: a CBF. O presidente Ricardo Teixeira admitiu que vai sim adequar o calendário brasileiro ao europeu o mais rápido possível. O melhor de tudo é que o mandatário da CBF não vai fazê-lo com uma canetada, vai ouvir os interessados e discutir as propostas.

Isso é ótimo, é disso que precisamos, debate. As mudanças não podem ser impostas, nem por lei nem por canetada da CBF, devem ser discutidas e aprovadas por todos os interessados, a TV, os clubes, os atletas e as federações estaduais (será que vão ouvir os torcedores?). Agora é a hora de apresentar propostas e alterar para melhor o nosso futebol.

A principal exigência é haver uma abertura no meio do ano para que os clubes possam participar de competições internacionais e o Brasil possa, inclusive, receber clubes estrangeiros para competições de pré-temporada. Isso renderá boas receitas aos nossos clubes tão carentes, além de instituir um bom período de preparação, coisa que não existe no Brasil.

O Campeonato Brasileiro, então, deverá se iniciar no segundo semestre para encerrar no ano seguinte, com isso a janela de transferência principal será antes da competição e não durante. Isso é bom para o planejamento. Assim, adequaremos nosso campeonato ao calendário da FIFA, evitando que os clubes brasileiros fiquem desfalcados de jogadores que servem a Seleção.

Outra questão a ser discutida, e a hora é essa, quando se revê o calendário, é a diminuição dos estaduais e a volta dos regionais. Não parece que esse assunto esteja em pauta, mas é bom que se discuta agora, para que nosso calendário se solidifique e não precise ser alterado novamente.

Vamos ao debate.

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Cai a proibição e volta a regra dos seis jogos.

A CBF voltou atrás na decisão de proibir a transferência de atletas entre clubes da mesma divisão após disputada uma única partida. A nova regra, que fora instituída no Regulamento Geral das Competições de 2009, foi criticada por dirigentes de clubes, o que fez a entidade rever o dispositivo.

No post de ontem, quando noticiei a mudança, critiquei a regra por ser prejudicial aos atletas. De fato, a proibição, além de dificultar o planejamento dos clubes, limitava a liberdade de trabalho dos atletas, o que é mais preocupante.

Agora, volta a regra anterior, o atleta pode disputar até seis partidas por um clube antes de se transferir para outro da mesma divisão. Com isso, os clubes terão um período de adaptação e negociação para estruturação definitiva do elenco.

Lembrando que a regra não impede transferências após a sexta rodada, impede apenas que um atleta que já tenha disputado seis partidas por um clube se transfira para outro da mesma divisão, independente da rodada.

Mesmo com todas as críticas, a CBF anunciou que irá mesmo implantar a nova regra, mas apenas em 2010. Isso dará tempo aos clubes para se adaptarem. Apesar da nova regra já estar estabelecida há um bom tempo, só agora os clubes tomaram conhecimento, pois foi divulgada pela confederação em seminário recente.

Diálogo, foi isso que faltou à CBF. A entidade impôs uma restrição à mobilidade dos atletas sem consultar os clubes. Agora, felizmente, ouvindo tantas críticas, voltou atrás, mas, mesmo assim, já anuncia que irá pôr a nova regra em prática, independente do que pensam os dirigentes dos clubes.

Fonte: Blog do Torcedor.

É proibido mudar de clube durante o Brasileirão.

(07.05.2009 – Cai a proibição e volta aregra de seis jogos)

É o que diz o novo regulamento geral das competições da CBF para 2009. Até o ano passado, um jogador poderia atuar até 6 vezes por um clube antes de se transferir. Com a nova determinação, o atleta que atuar por uma partida apenas já não poderá mais se transferir para outro clube da mesma divisão.

Art. 37 – O atleta inscrito por um clube não poderá competir por outro, na mesma competição, caso já tenha atuado nessa competição.
§ 1° – O atleta cujo nome constar da súmula na qualidade de substituto e não participar da partida, poderá transferir-se para outro clube, na mesma competição, desde que, mesmo como substituto, não tenha sido apenado na competição.

Essa nova regra restringe bastante a contratação de atletas, o que exigirá dos dirigentes mais planejamento para o elenco antes de começada a competição. Agora, se um clube quiser contratar um reforço durante o torneio terá de buscar nas outras divisões ou em outros países.

Claro, a proibição só existe para atletas que efetivamente atuarem por uma equipe. Se o atleta permanecer no banco de reservas não perderá o direito de se transferir.

Vale a pena lembrar, também, uma outra regra das competições: Um jogador só pode atuar por dois clubes diferentes durante a temporada. Caso se transfira para um terceiro, esse atleta não terá condição de jogo.

Clubes, fiquem atentos à nova regra!

Veja o Regulamento Geral das Competições.

PS.: A regra, no fim, parece ser mais prejudicial aos atletas do que aos clubes. Com essa nova determinação, caso um atleta seja demitido no início do campeonato, terá de buscar clubes de outras divisões ou estrangeiros para poder continuar atuando. Ou então permanecerá o resto do ano sem jogar, só treinando.

CBF X FBA: Quem vai ficar com a Série B?

fba-x-cbfAté hoje, quem administrava a competição era a FBA (Futebol Brasil Associados), empresa presidida pelo ex-presidente do Santa Cruz, José Neves. A empresa era a responsável pelas negociações dos direitos de transmissão do campeonato com as emissoras de TV, bem como com patrocinadores da competição. Assim, cabia à empresa, também, o dever de distribuir as cotas entre os clubes participantes.

Agora, a CBF, após se reunir com os 20 clubes participantes da competição, decidiu assumir o controle de 100% do campeonato, já a partir desse ano. Com isso, o direito de negociar as transmissões e patrocínios, bem como o dever de distribuir as cotas, passaria à Confederação.

José Neves, atual presidente da FBA, porém, afirma que não foi comunicado da decisão e que tem contrato até 2010, inclusive com contratos fechados até lá. A decisão da CBF não pode contrariar direitos adquiridos, seja da FBA, seja dos patrocinadores que já garantiram seu lugar no evento.

Vamos esperar para ver se a mudança será mesmo confirmada, já que Zé Neves promete ir à justiça para garantir os direitos da FBA. Caso a mudança se confirme, devemos ficar na torcida para que a divisão das cotas permaneça justa. Seria revoltante se a CBF, após assumir a competição, aplicasse um sistema absurdamente desigual como acontece na Série A do Campeonato Brasileiro.

Nova legislação da FIFA precisa ser regulamentada pela CBF.

Entre outros pontos, a nova legislação estabelece que nenhum clube pode ter atraso de pagamento nos salários, na transferências de atletas ou nos impostos com o governo até o final do ano anterior ao licenciamento dos times. Também os obriga a declarar seus donos ou acionistas. E impede que pessoas físicas ou empresas tenham controle ou interferência sobre mais de um time na mesma competição. Outra exigência é que o clube tenha um estádio próprio ou que estabeleça um contrato de concessão para poder usar um que pertença a um terceiro. Esses critérios são obrigatórios pela Fifa, que proíbe a participação em campeonatos sem seu cumprimento. Há outras exigências esportivas, administrativas e legais. A recomendação da entidade é aplicá-las para todos os times da primeira divisão de cada país.

Para que estas exigências entrem em vigor no Brasil é preciso que a CBF as regulamente. Mas, algumas alterações devem ser feitas para adaptar estas regras à realidade brasileira. A nova legislação, apesar de desconhecida da maioria dos clubes, já começa a gerar polêmicas. Hoje nenhum clube estaria apto a disputar o Campeonato Brasileiro, se estas regras estivessem valendo. Até mesmo o São Paulo, exemplo de profissionalismo, disse ter que se adequar em alguns pontos para ficar dentro das determinações da FIFA.

Agora imaginem, será que estas normas virão mesmo para o Brasil? Será que a CBF irá regulamentá-las? E se o fizer, será que as regras serão respeitadas? Até hoje existem muitas regras da FIFA, já regulamentadas pela CBF, que não são aplicadas, são mesmo desrespeitadas pelos clubes e federações. Assim, vejo uma grande dificuladade em aplicar estas novas regras no nosso país, pelo menos dessa forma, a esperança é que sejam feitas mudanças para adaptar à realidade, mas mantendo uma rigidez que possa fazer alguma diferença no profissionalismo do futebol brasileiro.

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