O torcedor e o profissional.

Quem trabalha diretamente com o futebol, jornalistas, empresários, comentaristas, patrocinadores, treinadores e jogadores, na maioria das vezes, ou quase sempre, é apaixonado pelo esporte. E quem se apaixona por futebol normalmente tem um time de coração. Mas, o torcedor que quer ser profissional do esporte deve deixar de lado a paixão em prol do trabalho.

Comigo foi assim, quem me conhece sabe que hoje não levo a sério meu lado torcedor. Como profissional presto serviço a diversos clubes, até mesmo alguns rivais. Seja como blogueiro, comentarista, advogado ou consultor, tento ser imparcial e esquecer a paixão clubística. Quem quer ser profissional do futebol deve mesmo deixar de lado o torcedor e se concentrar apenas no esporte.

Um episódio reflete bem a dificuldade em separar o torcedor do profissi0nal. A empresa Locaweb fechou uma parceria com o São Paulo para dois jogos, mas o comentário de um funcionário da empresa pode ter prejudicado a relação. Alex Glikas, diretor comercial da Locaweb, publicou a seguinte mensagem no Twitter depois da vitória do Corinthians por 4 a 3 sobre o São Paulo: “Vamos LOCAWEB!!!!!!! Chupaaaaaaa bambizada!!!!!!!! TIMÃO eoooooo!!!!!!”.

Depois de muita polêmica, a empresa emitiu nota afirmando que a opinião do funcionário não reflete a opinião da empresa. O próprio Gilkas, depois do ocorrido, apagou a mensagem do Twitter, pediu desculpas à torcida do São Paulo e escreveu: “O torcedor tomou conta do profissional”.

Pois é, viram o que acontece quando o torcedor toma conta do profissional?

Então, se você pensa em trabahar com o futebol, a não ser que você seja empregado do seu clube de coração, comece a exercitar a imparcialidade e o profissionalismo. Ser torcedor pode atrapalhar bastante o profissional.

Fonte: Máquina do Esporte

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O que fazer durante a Copa do Mundo?

Os clubes de futebol terão um bom tempo de paralisação devido à Copa do Mundo. A grande questão agora é: o que fazer nesse tempo? Temos três opções: dar férias ao elenco, ficar treinando ou disputar torneios.

Dar férias ao elenco não parece ser uma boa idéia, já que todos têm férias coletivas em dezembro, após o Campeonato Brasileiro. Com as férias, os atletas ficariam mais descansados, mas perderiam forma física e ritmo de jogo. Então, dar férias ao elenco só se for por um curto período.

Ficar treinando pode ser importante para reforçar a preparação física e dar mais entrosamento ao grupo. É normal que nesse período surjam novos contratados, então, essa seria uma boa chance de integrá-los ao grupo. Já que os clubes não conseguem fazer uma verdadeira pré-temporada devido aos campeonatos estaduais, o período da Copa do Mundo seria bom para investir na preparação física dos atletas.

Disputar torneios é, na minha opinião, a melhor opção. Fala-se em 45 ou 50 dias de paralisação, então, além de um torneio, haveria tempo para investir nos treinamentos, que também são indispensáveis.

A Copa do Nordeste pode renascer nesse período. Os clubes já conversam para tentar incluir o torneio nessas datas. Já os clubes do G4 paulista, São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos, cogitam disputar torneios na América do Norte ou Europa, ou até mesmo organizar uma competição aqui no Brasil com convidados estrangeiros.

Esses torneios, além de serem úteis para manter os atletas em forma e com ritmo de jogo, seriam extremamente interessantes para os clubes, pois seriam fontes de receita, seja com patrocínio, TV ou bilheteria. Sem competições, o período da Copa deve gerar prejuízos aos clubes, que podem reverter a situação e buscar mais receitas nesse mesmo período.

É isso que querem os clubes paulistas, usar esse torneio para se capitalizar. O Corinthians já torce para que Ronaldo não vá mesmo à Copa e possa ser usado nesse torneio, atraindo mais investidores. O problema é que a final da Copa Libertadores é depois da paralisação, assim, caso algum desses chegue à final, pode optar por permanecer treinando ou enviar os reservas para o torneio.

Então, férias só se forem curtas, treinar é essencial, mas disputar torneios pode ser bom não só para o ritmo de jogo dos atletas como também, e principalmente, para os cofres dos clubes.

Audiência do Corinthians

A medição da audiência do Campeonato Brasileiro tem revelado algumas surpresas. Primeiro os números da Globo estavam em queda, enquanto na Band estavam em alta. Agora, um jogo “nada a ver” entre Vitória e Corinthians é recorde de audiência. Alguém explica?

O crescimento da audiência da Band em detrimento da Rede Globo pode se justificar pela simpatia que alguns têm pelos comentaristas da Band, ou pela antipatia com os narradores da Globo. Fato é que, ao que tudo indica, tem gente mudando de canal na hora do futebol.

O que eu não entendi foi a audiência recorde, 30 pontos, para o jogo entre Vitória e Corinthians, que além de não valer coisa alguma para o desfecho do campeonato, acontecia na mesma hora de São Paulo e Internacional, em confronto direto pelo título.

Tudo bem que a torcida do Corinthians é grande e a audiência é medida em São Paulo, mas achar que é a torcida do Timão responsável por tudo isso (o aumento da audiência de Neto, comentarista da Band, e o recorde em um jogo sem sal) talvez seja moral demais. Mas, ao que tudo indica, é iso mesmo.

Fato é que as maiores audiências são mesmo do time de Ronaldo. A maior de todas é a final da Copa do Brasil. Talvez a audiência explique a escolha das emissoras em transmitir os jogos do Corinthians no lugar de partidas mais interessantes para o campeonato.

Fonte: Máquina do Esporte

Corinthians usa atletas em propaganda.

A maioria dos torcedores já sabe que os clubes de futebol costumam firmar com os atletas, além de um contrato de trabalho, um contrato de cessão de uso da imagem do jogador. Mas, historicamente, esse contrato de direitos de imagem é usado apenas para pagar menos impostos. Pagando o atleta através desse meio o clube se esquiva de encargos trabalhistas e pode remunerar melhor o jogador.

Mas, mesmo com esse contrato, que dá direito ao clube de usar a imagem do atleta, poucos realmente o fazem. Esse contrato acaba se tornadno apenas uma forma de pagar menos impostos. Ora, se é para pagar pela imagem do jogador, por que não usá-la então?

Nem mesmo clubes com grandes ídolos, como o São Paulo de Rogério Ceni ou o Palmeiras de Marcos, aproveitam a existência desse contrato de direitos de imagem para promover o clube. O Corinthians, pensando na Copa Libertadores de 2010, resolveu usar a imagem dos seus atletas e produziu esse vídeo, confiram:

Leiam também o excelente post de Erich Beting. Clique aqui.

Debate Blog

O assunto de hoje é a transferência do meia-atacante Edno da Portuguesa para o Corinthians. Fica a questão: será que os clubes pernambucanos têm condições de realizar negócios dessa proporção? Afinal, por que os clubes nordestinos não conseguem lucrar tanto quanto os paulistas na transferência de jogadores?

Empresário de jogador ajuda ou atrapalha?

Os empresários de jogadores são alvos de críticas dos torcedores, da imprensa, dos dirigentes, que vêem nessas pessoas um mal ao futebol. Mas, será que eles são tão prejudiciais assim? E, afinal, estão prejudicando quem?

Os agentes ou empresários (dessa vez não vou destacar a diferença entre o agente credenciado e o empresário irregular) atuam em nome dos atletas e são prestadores de serviço a estes. São os empresários que buscam oportunidades para os jogadores, que os levam para clubes de outros estados, que negociam contratos e procuram as melhores oportunidades para os atletas. Muitos futebolistas nem conseguiria emprego se não fosse o trabalho do empresário.

Para o jogador de futebol o empresário é essencial, sem ele seria difícil conseguir clube para jogar, além de ter que se preocupar com a negociação dos contratos, um desgaste que atrapalha o rendimento em campo. Quando o atleta outorga ao empresário o poder de negociar ele dá a uma pessoa especializada o comando das negociações. Até certo ponto isso é bom para o atleta, pois consegue melhores condições de trabalho, principalmente financeiras, mas quando a ganância se sobressai pode ser extremamente prejudicial ao jogador.

Fernandinho, atacante que estava no Barueri, entrou em negociações com o Corinthians, que se revoltou com o andamento do negócio e resolveu fechar as portas do clube para o jogador. Sem entender nada, Fernandinho disse: “Não entendi. Juro que fiquei chocado quando os repórteres me contaram que o presidente disse isso. Eu não estou fazendo leilão, nada. Se alguém está fazendo, não sou eu. O mais prejudicado nessa história toda sou eu”.

Quando a ganância é demais, aquele que deveria ser beneficiado pelo trabalho do empresário acaba sendo o maior prejudicado. Cabe aos próprios atletas pesquisar e procurar agentes ou empresários com referência, que tenham currículo, credibilidade e boa reputação.

Náutico “deve” estrear novo uniforme contra o Corinthians.

O departamento de marketing do Náutico já está trabalhando para lançar o novo uniforme na próxima quarta-feira, quando o Timbu enfrenta o Corinthians. Mesmo sem Ronaldo em campo, o clube paulista ainda é uma força midiática, tem bastante exposição e gera interesse das redes de TV. Por isso mesmo é o jogo perfeito para iniciar qualquer campanha de marketing, especialmente o lançamento de um novo uniforme.

Digo “DEVE” estrear por dois motivos. Um porque é mesmo a data prevista pelos dirigentes, dois porque é  o momento certo para isso. Depois de muitos transtornos com a antiga fornecedora de materiais esportivos, espera-se que o Náutico seja mais feliz com a Lupo.

A Lupo já era patrocinadora do clube e de tantos outros. Há tempos que a empresa investe no futebol como meio de divulgação da marca. Agora, a aventura é outra, a empresa deixa de ser apenas patrocinadora para realmente fabricar os materiais. Por ser estreante, espero que a Lupo tenha o cuidado de elaborar bem esses uniformes, para que entre com o pé deireito no ramo.

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