“Vender” é preciso.

A lucratividade da transferência de jogadores foi destaque até na revista Veja desta semana. Já não é mais novidade que “vender” jogadores se tornou um negócio extremamente rentável, tanto para clubes como para investidores que apostam nesse ramo.

Mas, temos que destacar, também, que a “venda” de jogadores tem se tornado NECESSÁRIA. A receita que advém dessas transações tem sido essencial para a saúde financeira dos clubes. Hoje, os clubes admitem que é preciso “vender” ao menos um jogador por ano para equilibrar as finanças.

Até mesmo o poderoso São Paulo, sempre citado como exemplo de administração no futebol brasileiro, precisa desta receita para fechar o ano no “azul”. O presidente do Cruzeiro também admitiu a necessidade de se negociar um jogador esse ano, e afirma que não irá repor a peça.

Tudo bem que essa receita faz parte do futebol, mas não é uma receita segura, não é estável, não é constante. De novo o São Paulo como exemplo: depois de Breno, não conseguiu uma receita igual com transferência. Hernanes era a grande esperança, mas a crise tem atrapalhado as negociações. O tricolor corre o risco de fechar o ano no “vermelho”.

Sim, “vender” é preciso, só com essa receita os clubes conseguem o desejado equilíbrio financeiro. Mas, essa receita é instável e apostar sempre nela para manter as contas em dia é extremamente arriscado. Hoje, buscar outras fontes de renda é mais importante para a estabilidade dos clubes. A “venda” de jogadores tem que ser tratada mais como um bônus, como lucro, pois como “receita fixa” é extremamente traiçoeira.

Obs.: O termo “venda” vem sempre entre aspas, pois o atleta não pode ser vendido, não é mercadoria. O atleta não se vende nem se compra, ele simplesmente se transfere, e dessa transação pode vir lucro. Mas, uma transferência nunca pode ser tratada como um negócio de compra e venda, afinal, estamos falando de pessoas e não de objetos.

Patrocínios pontuais.

Quem assiste futebol pela televisão já está se acostumando com os patrocínios pontuais, aqueles feitos para apenas uma ou duas partidas, comum em finais de campeonato e outros jogos importantes.

Esse tipo de patrocínio pode ser uma verba fácil e rápida, além de bastante justa, já que depende do desempenho do time. Hoje, chegar a uma final de campeonato gera a possibilidade de negociar tais patrocínios, que contribuem bastante para as finanças dos clubes.

Apesar de parecer extremamente vantajoso, há clubes negando tais patrocínios. Ao ler o artigo de Emerson Gonçalves no Olhar Crônico Esportivo fiquei impressionado ao ver grandes clubes, que como a maioria dos outros sofrem com a falta de dinheiro, negando patrocínios pontuais extremamente vantajosos.

O Flamengo, que está sem patrocinador, recusou um patrocínio pontual em torno de R$ 700 mil. A alegação é de que o clube quer manter a expectativa pelo novo ptrocinador principal. Diferente do que fez o Corinthians, muito mais “esperto”, que negociou diversos patrocínios pontuais para a camisa antes de fechar de vez com a Batavo.

O outro clube que dispensou o patrocínio foi o Atlético Mineiro, que recusou cerca de R$ 500 mil pelos dois jogos da final do Campeonato Mineiro. A recusa prejudicou também o Cruzeiro, já que a empresa queria patrocinar os dois ao mesmo tempo, acabou sem nenhum.

Exemplos como esses é que nos faz entender melhor o porquê da eterna crise financeira que vive o futebol brasileiro.

A crise e as transferências internacionais.

Escrevi na semana passada que a crise estava “ajudando” os clubes brasileiros, já que os estrangeiros estavam sem cacife para contratar. Mas, há quem não goste desta situação, uma vez que a venda de jogadores é uma importante fonte de receita.

O Cruzeiro se deu bem nesta janela, conseguiu faturar cerca de R$ 7,2 milhões com a venda de Guilherme e o empréstimo de Rômulo e Thiago Martinelli. Mas, muitos clubes que esperavam lucrar neste período não tiveram tanta sorte.

O Internacional, por exemplo, tem a venda de jogadores como parte do planejamento. O clube conta com esta verba para gerar riquezas. O “produto” da vez é o meia Alex, mas o jogador não teve nehuma proposta da Europa. Se houvesse, o clube faria negócio.

Enquanto a crise ajuda a manter os atletas no Brasil, também atrapalha quem quer lucrar com a transferência dos atletas.

TV Cruzeiro.

O Cruzeiro lançou nesta terça-feira a sua TV, que funciona no site do clube . Diferente de algumas outras TVs de clubes via internet, a da Raposa é gratuita, basta se cadastrar no site. O presidente do clube, Alvimar Perrella, justifica a demora dizendo que: “Queríamos algo de qualidade, por isso avaliamos nossos concorrentes para não repetir seus erros”.

Este tipo de recurso já é bem usado na Europa. Mas, lá há canais de TV de verdade também, não só via internet. No Brasil ainda estamos caminhando, a internet é o primeiro passo, a TV a cabo é o segundo. Mas, eu gostaria de testar a audiência deste tipo mídia.

Enquete:
TV do seu clube.
a. meu clube não tem TV.
b. Tem mas não assisto porque tem que pagar.
c. Tem mas não assisto apesar de gratuita.
d. Tem, eu assisto e pago.
e. Tem, eu assisto de graça.

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