Liga de basquete só para brancos causa polêmica nos EUA.

A “All-American Basketball Alliance”, ou AABA, é uma liga de basquete que só aceita atletas nascidos nos Estados Unidos com descedência da raça caucasiana.

O prefeito da cidade de Augusta, que seria sede de um dos times, já disse que não vai apoiar a iniciativa.

“Como um entusiasta do esporte, eu sempre apoiei atividades esportivas aqui. Contudo, isto é algo que não posso apoiar em sã consciência, de trazer um time que não se encaixa no espírito de inclusão”, afirmou Deke Copenhaver.

Enquanto isso, o presidente da AABA, Don Lewis, disse que a ideia não possui ódio racial. Para ele, por serem hoje minoria, os brancos nascidos nos EUA devem se unir. O presidente da nova liga ainda citou um incidente onde um atleta negro levou uma arma para o vestiário e disse que os jogadores brancos estão fugindo da NBA.

A iniciativa deve ser repudiada, os argumentos do criador da liga dão a exata dimensão do contexto racial da ideia. É inadmissível que, nos dias atuais, onde o combate ao racismo tem grande importância, vejamos iniciativas desse tipo. Em contrapartida, no futebol, as atitudes racistas têm sido punidas e mesmo as manifestações racistas ou xenófobas das torcidas não passam sem punição.

Que o basquete americano siga o caminho trilhado nessas últimas décadas, permitindo que toda e qualquer pessoa, com talento esportivo, possa disputar competições, independente de cor, raça, credo, nacionalidade, etc.

Fonte: Terra Esportes.

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Reclamar da arbitragem dá em quê?

árbitro de basquetebolNada mais comum no nosso futebol do que reclamar das decisões (ou omissões) dos árbitros. Mas, isso gera o que? A arbitragem melhora por causa disso? E quem reclama, sofre o que?

Vejam o que ocorreu nos Estados Unidos: o técnico Phil Jackson, do Los Angeles Lakers, foi multado em 25.000 dólares por haver criticado a arbitragem. O clube foi punido com mais 25.000 dólares pelas declarações do seu técnico.

No Brasil, reclamar da arbitragem pode gerar, ao jogador, uma pena de 1 a 4 partidas (art. 251 do CBJD). Se a reclamação consistir em ofensa moral, a pena é de 2 a 6 partidas (art. 252). Vejam que só reclamar já deveria gerar uma punição, independente de haver ofensa moral, mas não é o que acontece na prática. As reclamações quanto à arbitragem são constantes e poucos são punidos por isso.

O técnico, no Brasil, por sua vez, pode ser punido com uma suspensão de 30 a 180 dias por uma manifestação desrespeitosa contra o árbitro (art. 188 do CBJD). Essa pena seria aumentada caso as declarações fossem feitas perante a imprensa (pena de 60 a 360 dias).

Erros de arbitragem há, e sempre haverão. Mas, as reclamações não trazem melhoras, trazem, outrossim, uma insegurança quanto à atividade dos mesmos. A imagem dos árbitros está profundamente abalada, muito por conta das constantes reclamações.

A pena de multa aos técnicos, jogadores e clubes, como aconteceu nos EUA, poderia ser interessante, evitaria, pois, um prejuízo à imagem dos árbitros. Deixar de reclamar, porém, não resolveria o problema das más arbitragens, mas essa cultura de reclamar de tudo também só prejudica as competições.

Essa postura de constantes reclamações após as partidas deve ser revista, pois em nada contribui, muito pelo contrário, só prejudica.  

Barcelona pode entrar na MLS.

A MLS (Major League Soccer), liga de futebol dos Estados Unidos, pode ter um participante, digamos, ilustre. O Barcelona fará uma proposta para entrar na Liga. O clube catalão, junto com um empresário boliviano, devem criar um time de futebol em Miami, que jogará na Universidade da Flórida. A nova casa terá referência no escudo do time, que deve manter a identidade com a matriz espanhola.

O Barça já vem investindo no mercado norte-americano há algum tempo. O clube já tem um acordo com a liga para divulgar sua marca, inclusive fazendo amistosos na terra do Tio Sam. A “esperteza” do clube é investir em um mercado rico mas embrionário. O futebol nos EUA ainda engatinha e não chega nem perto da rentabilidade de outras ligas do país. Porém, tende a crescer, então a hora certa de investir é agora.Com o mercado asiático já tomado por algumas equipes, como o Manchester, o Chelsea e o Real Madrid, a saída é conquistar torcedores em outras partes do mundo. A bola da vez é os Estados Unidos, que começou a investir mais no futebol. No futuro pode ser a Austrália, e quem sabe o Brasil.

Aqui o futebol é mais que tradicional, é uma instituição, e a paixão pelos clubes já está consolidada. Mas, a qualidade do futebol europeu conquista os brasileiros, não é à tôa que vemos tantas camisas de times estrangeiros vestindo nossos torcedores. O Barça tinha pretensões de investir no nosso país, mas a saída de Ronaldinho para o Milan mudou os planos. Agora é a vez dos norte-americanos conhecerem um pouco do futebol de verdade.

Pré-temporada nos EUA.

A Nike está negociando com o Corinthians para que a equipe paulista visite os Estados Unidos na pré-temporada. O clube faria dois jogos e teria 30% das despesas pagas pelo fabricante de materiais esportivos. Recentemente, o Barcelona fez uma parte de sua pré-temporada na America e enfrentou o Chivas USA e o New York Red Bulls.

Agora, falta conseguir mais tempo no nosso calendário para que os clubes possam fazer uma boa pré-temporada, inclusive investindo em viagens e turnês por outros países. Os EUA podem ser um bom mercado, já que ainda não é muito explorado pelos europeus. Outra opção é o mundo árabe, um grande comprador de nossos talentos.

Uma boa pré-temporada diminui o risco de lesões nos atletas. Uma turnê de pré-temporada pode trazer receitas extra ao clube, principalmente na venda de atletas. Mas, a disputa dos campeonatos estaduais atrapalha este planejamento, já que começam em janeiro. Cabe às equipes questionarem o calendário e proporem mudanças para melhor.

Outra idéia é fazer turnê dentro do Brasil mesmo. Um exemplo: o Flamengo, clube de maior torcida do Brasil, poderia excursionar pelo norte e nordeste, lotando os estádios, arrecadando com bilheteria e conquistando novos torcedores. Outros clubes também podem fazer isso, principalmente dentro do próprio estado. É uma boa forma de expandir o mercado consumidor além da cidade sede.

Major League Soccer.

Já ouviu falar da MLS? Essa é a liga de futebol profissional dos Estados Unidos. Não se sinta mal por não conhecer a MLS, afinal, a liga não tem nenhuma expressão no cenário futebolístico internacional. E nem nos EUA ela faz sucesso. Como a maioria já sabe, futebol não esporte de americano, para eles o esporte mais popular é o baseball, mas esse você mal conhece.

Existem vários motivos para a rejeição do público americano ao futebol, é só ver as características dos outros esportes praticados na América do Norte. Basquete, futebol americano, hóquei e baseball são os esportes mais populares na terra do tio Sam. São partidas com muitas paralizações e muitos pontos, bem diferentes do futebol. E a MLS resolveu aceitar a rejeição dos nativos e investir na imagem internacional, a partir de 2008 a liga investirá em jogadores estrangeiros e na transmissão dos jogos para outros países. O principal garoto-propaganda da liga é o inglês David Beckham, que joga no Los Angeles Galaxy.

Se o mercado americano abrir de vez a porta para os estrangeiros poderá ser uma grande oportunidade para jogadores brasileiros. A Europa caminha no sentido contrário, tentando barrar a invasão sul-americana, por isso, se a MLS se valorizar, poderá ser um campeonato interessante para os brasileiros de segunda linha, já que os craques vão continuar indo para a Europa mesmo. Olho aberto dos agentes e aulas de inglês para os atletas.

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