Hernanes se diz aliviado com o fim do período de transferências.

A janela de transferências para a Europa se encerrou em 31 de janeiro. Então, quem não foi negociado fica pelo menos até o meio do ano, quano a janela se abre novamente. O atleta mais cotado para deixar o Morumbi, o volante Hernanes, disse que estava aliviado pelo fim ad novela. Eleito entre os melhores volantes nas últimas três edições do Campeonato Brasileiro, Hernanes sempre teve seu nome vinculado a possíveis transferências para diversos clubes.

Para não passar em branco na janela, o tricolor negociou o zagueiro André Dias, por R$ 6,5 milhões, para a Lazio da Itália. De acordo com as notícias, o clube fez de tudo para manter o elenco e não perder muitos atletas para o mercado europeu. Mas, a verdade é que o São Paulo vive disso, está sempre negociando jogadores e se não o fizer corre o risco de fechar o ano com um balanço financeiro negativo.

Tanto o São Paulo quanto Hernanes se dizem aliviados com o fechamento da janela e a permanência do atleta no clube. Mas, depois de tantos anos especulando a transferência do jogador para grandes clubes europeus, não tenho certeza se eles estão tão felizes assim com a permanência do atleta. O São Paulo sabe que Hernanes é um jogador valioso e tem a consciência de que um dia ele será negociado e renderá uma fortuna ao clube. Hernanes também não pode esconder o desejo de atuar por um grande clube europeu e receber milhões de salário.

O grande problema nisso tudo é que as especulações já duram anos e nada se concretiza. Hernanes vive sendo pretendido por clubes europeus, mas ninguém abriu o cofre para ter o jogador ainda. O medo de todos é que ele comece a se desvalorizar, como no tempo em que caiu de rendimento no tricolor. Acredito que o tempo de Hernanes está passando e se ele não for embora logo valerá cada vez menos. Sinceramente, acredito que do meio do ano não passa.

Fonte: Globoesporte

Manchester United multa Anderson em R$239 mil.

Anderson faltou ao treino de domingo e viajou ao Brasil sem o consentimento do clube. Por isso, os Red Devils vão multar o atleta em 80 mil libras (R$ 239 mil), o equivalente a duas semanas de salários. Grêmio e Vasco já mostraram interesse em ter o jogador, que, diante desse fato, dificilmente permanecerá no clube inglês.

O brasileiro tem poucas chances de voltar a atuar sob o comando de Alex Fergusson. Segundo a imprensa inglesa, quando se erra com o Fergusson, é o fim. O atleta já havia feito um jogo ruin contra o Manchester City, pela Copa da Liga, e com a ausência do treino e a viagem sem consentimento, fica muito difícil a situação de Anderson no clube. O atleta disputou 89 partidas com a camisa do Manchester e marcou um gol apenas.

Eu já escrevi várias vezes sobre as multas aplicadas pelos clubes aos atletas. No Brasil, a constitucionalidade dessas multas é discutível. Mas, como a legislação aplicável é a inglesa, os problemas não são os mesmos. Ainda assim, é importante analisar o fato, independente da legalidade das multas. A aplicação de uma multa deve ser bem estudada. Sou contra, por exemplo, a aplicação de multa quando o atleta leva um cartão vermelho, pois isso é fato do jogo e não um caso de indisciplina. No caso de Anderson, porém, a multa é justa, pois o atleta foi indisciplinado, faltou o treino e viajou sem consultar o clube, ainda por cima, dizem que ele está negociando com clubes brasileiros, o que seria um bom motivo para a multa.

Se Anderson vai voltar ao Brasil eu não sei, e acredito que o atleta de 21 anos ainda teria muito espaço na Europa, só não tem mais no Manchester United.

Fonte: Globoesporte

Fazendo o caminho de volta.

Nas últimas temporadas, um fato vem chamando atenção, o fluxo de jogadores fazendo o caminho de volta para o Brasil. Cada atleta tem seus motivos, mas alguns parecem comuns a todos, principalmente a falta de espaço nos clubes europeus, a saudade do Brasil e a possibilidade de se destacarem em casa e até voltarem à Seleção Brasileira.

Ronaldo não foi pioneiro, mas se tornou exemplo para outros que estão fora do país. Exemplo de que é possível voltar para casa, jogar, brilhar em campo e ainda receber um salário bastante interessante. É bom ressaltar que, principalmente para aqueles que já conquistaram fortunas, jogar no Brasil não é nenhum prejuízo, afinal, nenhum dos grandes astros recebe menos de 250 ou 300 mil reais por mês.

Adriano teve sua volta ao Brasil mais relacionada à saudade de casa e à dificuldade de adaptação na Itália. O atleta é exemplo de que jogadores diferenciados que disputam por posição nos grandes clubes europeus brilham fácil aqui no Brasil. O atleta foi destaque do Campeonato Brasileiro.

Roberto Carlos, por sua vez, já é bem mais “veterano” que os demais e a volta ao Brasil acontece depois de temporadas esquecido na Turquia. O lateral deve ficar por aqui até o fim da carreira e com certeza não voltou pensando em fortuna, nem tanto em voltar para a seleção, mas apenas na tranquilidade de estar em casa e a qualidade de vida de quem ganha bem no Brasil.

Fred voltou para buscar espaço, depois das lesões e das poucas chance que estava tendo na França, o artilheiro voltou ao Brasil para jogar futebol, voltou pela chance de ser titular e tentar voltar a ser o goleador que sempre foi.

Robinho, amargando um banco de reservas absoluto no Manchester City e diante da forte cobrança sobre quem chegou ao clube para ser astro, está fazendo de tudo para voltar ao Santos. Robinho sabe que está distante daquele jogador que todos imaginavam que ele seria e a solução para o problema pode ser exatamente esse retorno ao Brasil. No Santos Robinho será titular absoluto, ídolo e estrela.

Uma notícia que surpreendeu foi a possibilidade de Anderson, hoje no Manchester United, ex-jogador do Grêmio e com passagem pelo Porto de Portugal, retornar ao Brasil. Amargando a reserva no clube inglês, o atleta está sumido do clube há alguns dias e foi visto conversando com dirigentes do Vasco da Gama. O atleta não confirma a possibilidade de jogar no Rio de Janeiro, mas diante de tantos casos, não parece impossível.

Pois é, sair do Brasil e atuar na Europa é o sonho de todos os jogadores, não só pelos salários astronômicos, mas pela chance de disputar os melhores campeonatos do mundo. Mas, pelo visto, outro sonho dos jogadores é voltar para casa, brilhar diante da torcida brasileira, continuar ganhando fortunas e ainda ser a estrela de um time.

O mundo do futebol gira mais rápido do que a gente imagina.

Transferência de atletas: uma receita fundamental para os clubes de futebol até na Europa.

Já disse aqui no extracampo.com, diversas vezes, que a negociação de atletas é uma das principais receitas dos clubes brasileiros. Na verdade, o que se ganha com Marketing, licenciamento de produtos, bilheterias, etc., não se compara à receita obtida com a transferência de um bom jogador para a o exterior. Mesmo clubes como Internacional e São Paulo, que têm um bom equilíbrio financeiro, precisam negociar atletas todos os anos para manter as finanças equilibradas. Mas isso não é só no Brasil.

O Manchester United, clube com uma das melhores médias de público no mundo, com uma marca forte e rentável, que gera receitas em todos os continentes, que recebe uma fortuna de patrocinadores e emissoras de TV, só não fechou o balanço da temporada 2008/2009 no vermelho porque teve a receita da transferência de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid.

O português rendeu cerca de 80 milhões de libras ao clube inglês, que anunciou um lucro de 48,2 milhões de libras. Ou seja, caso não tivesse negociado o jogador, o balanço das contas teria ficado negativo.

Vale lembrar que o clube gastou 41,9 milhões de libras para pagar dívidas, que no total chegam a 700 milhões de libras.

Fonte: Folha Online.

Fair Play financeiro.

Alguns clubes de futebol se destacam dentro de campo devido ao sucesso fora dele. É fato que os clubes mais ricos contratam os melhores atletas e disputam os principais títulos. Quando a diferença econômica se torna decisiva para o sucesso nas competições, então temos um problema. Bom, não há nada errado em o time mais rico ser campeão, principalmente se for um clube estruturado e organizado, pois se mostra merecedor, o problema surge quando os mesmos se endividam para buscar essas vitórias.

A questão financeira preocupa a UEFA, que colocará em prática na temporada 2013/2014 a regra do “Fair Play financeiro”. Os clubes que estiverem endividados não poderão disputar as competições europeias. A regra não visa impedir que os times ricos sejam vitoriosos, mas que clubes se endividem exageradamente para conseguir conquistar um título, o chamado “doping financeiro”.

Dois clubes ingleses já estão ameaçados: Chelsea e Manchester City. Os clubes, devido aos altos investimentos estrangeiros, cresceram bastante nos últimos anos. O Chelsea, com a chegada do russo Abramovich, conseguiu se firmar como uma das maiores forças europeias, chegando sempre perto do título da Liga dos Campeões. Já o City, comprado recentemente, investiu mais do que todo mundo nessa temporada, contratando estrelas como Tevez, Robinho e Adebayor.

Mas, todo esse investimento tem um preço. O balanço financeiro de Chelsea e Manchester City indicou uma dívida que somada chega a R$ 350 milhões. Os clubes têm alguns anos para sanar o problema, ou correm o risco de ficarem fora da Liga dos Campeões quando a regra do “Fair Play financeiro” for posta em prática.

Enquanto isso, no Brasil, os clubes estão mergulhados em dívidas. Uma regra como essa acabaria por inviabilizar o Campeonato Brasileiro por falta de equipes. O atual campeão, o Flamengo, por exemplo, é o maior devedor do Brasil. Mesmo assim, o rubro-negro carioca contratou estrelas como Adriano, pagando salários bem acima do possível. Será que poderíamos adaptar a regra para proibir que clubes se endividem em busca de títulos no Brasil? Ainda é cedo, mas quem sabe no futuro.

O fim do futebol de graça na TV.

Preocupados com o fim da lei que concedia um regime tributário diferenciado aos jogadores de futebol estrangeiros, os espanhois começam a procurar novas fontes de renda para tapar o buraco.

Conhecida como “Lei Beckman”, a norma permitia que jogadores estrangeiros pagassem apenas 24% de imposto sobre o salário, enquanto o resto dos trabalhadores na Espanha pagam 43%. Depois de muitas críticas, até mesmo de clubes de outros países, que viam nessa norma uma concorrência desleal, é provável que ela chegue ao fim.

O clubes espanhois agora buscam novas receitas, e a primeira deve ser o fim dos jogos de graça, transmitidos pela TV aberta. Seguindo o exemplo de países como a Inglaterra e a Itália, a Liga Espanhola deve restringir as transmissões ao sistema pay-per-view. Além disso, os gols da rodada só seriam liberados após 24h, forçando os torcedores a adquirir os jogos.

Fica a questão: será esse o melhor caminho?

No Brasil, o fim dos jogos do Campeonato Brasileiro na TV aberta seria bastante criticado. O argumento seria o de sempre, a condição financeira do povo brasileiro e o futebol como forma de lazer para a massa, etc. Isso impediria, em tese, a adoção do sistema levantado pelos espanhois. Mas, para muitos, o futebol é quase sempre pago.

Os clubes de Pernambuco na Série A, por exemplo, tiveram pouquíssimos jogos transmitidos pela TV aberta, a Globo Nordeste. De graça memso só jogos do Corinthians e do Flamengo. Ou seja, fora do eixo Rio – São Paulo a transmissão gratuita não é assim tão comun. Os torcedores já estão acostumados a adquirir o pacote da TV por assinatura ou ir assistir o jogo em um bar. Então, será que é tão essencial permanecer com o futebol na TV aberta?

Se a ideia chegar aqui não será assim tão cedo, mas a aceitação pode não ser tão dificil como se imagina.

Leiam a excelente matéria de Décio Lopes no Globoesporte.com

A FIFA prega o respeito aos contratos, ouviu Robinho?

robinho

telegraph.co.uk

O jogador do Manchester City (atualmente) e da Seleção Brasileira, já havia sido considerado um dos maiores “mercenários” do futebol europeu por ter forçado sua saída do Real Madrid. Agora, o atacante pressiona o clube inglês para conseguir se transferir ao Barcelona.

A FIFA tem pautado o sistema de transferências de jogadores em uma premissa básica: “respeito aos contrato”. Isso tanto por parte do clube, do jogador e de terceiros que pretendam contrata-lo. A quebra contratual gera não só o dever de indenizar a outra parte como também pode render punição ao clube e/ou ao jogador.

O princípio do respeito aos contratos está previsto no art. 13 do Regulamento sobre o Status e a Transferência de Jogadores:

Art. 13. Respect of  contract.
“A contract between a professional and a club may only be terminated upon expiry of the term of the contract or by mutual agreement”.
Art. 13. Respeito ao contrato.
“Um contrato entre um profissional e um clube só pode ser extinto pelo decurso do prazo do contrato ou por mútuo acordo”.

A postura de Robinho é contrária aos princípios da FIFA e vai contra a maré do mercado, que cada vez mais preza pelo respeito aos contratos e seu total cumprimento. A pressão de Robinho pode, inclusive, ser considerada uma falta pelo seu empregador, sujeita a punições.

No Brasil diríamos “pacta sunt servanda“. O contrato é lei entre as partes e deve ser cumprido.

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