Santos oferece novo contrato a Paulo Henrique Ganso.

O Santos decidiu valorizar as suas jovens estrelas e investir nesses talentosos jogadores. Depois de Neymar, que aceitou ficar no Peixe, recusando a proposta do Chelsea, agora é a vez de Ganso reservar seu futuro ao clube paulista.

Mas, além da incrível compensação financeira, o contrato prevê benefícios aos jogadores, alguns que podem ser até considerados como investimento do clube para ter um maior lucro no futuro.

Vejam:

– Salário entre 400 000 e 500 000 mensais. A remuneração varia de acordo com algumas metas que devem ser cumpridas como, por exemplo, estar convocado para a seleção brasileira.

– Validade de cinco anos

– Aulas de inglês e fonoaudiologia, além de media training.

– Assistência especializada para o craque fazer a administração financeira do seu patrimônio.

As aulas de inglês, fonoaudiologia e media training, são, na minha opinião, as maiores inovações, mas que têm um caráter de investimento por parte do clube. Porque o aperfeiçoamento da postura, da fala, do trato com a imprensa e ainda o aprendizado de uma lingua estrangeira irão contribuir bastante para o “valor de mercado” desses atletas.

Percebe-se que, com isso, além de manter os atletas mais tempo no clube, aumentando as chances em campo, o Santos também aumenta as chances de lucrar ainda mais com a transferência desses jogadores. E, infelizmente, ou felizmente, a receita que vem da transferência de atletas é muito alta para ser descartada por paixões clubísticas exacerbadas ou qualquer sentimento nacionalista.

Sou totalmente a favor de se manter os atletas o maior tempo possível no Brasil, mas também sou a favor de se lucrar o máximo possível quando a saída deles for inevitável.

Fonte: VEJA

Anúncios

Brasil: uma potência esportiva.

Nesse contexto de Copa do Mundo e Olimpíadas, os maiores eventos esportivos do planeta, que serão realizados no Brasil em 2014 e 2016, os profissionais já começam a se preparar. É verdade que, diante desse cenário, muitas oportunidades irão surgir e devemos estar prontos, capacitados, para o desafio. O Brasil deve dar um salto no cenário esportivo e econômico com esses eventos. Independente dos problemas com o atraso das obras, a verdade é que o país vai se destacar no cenário internacional e deve mesmo se tornar uma potência esportiva.

Diante desse cenário, a Trevisan Escola de Negócios realizará um seminário no próximo dia 11 de maio em São Paulo para debater o futuro do esporte. O evento contará com grandes nomes como José Carlos Brunoro, Magic Paula, Erich Beting e J. Hawilla.

Santos e Neymar inovam nos “direitos de imagem”

Quando o Santos renovou contrato com o atacante Neymar (agora vence em 2014), também mudou o contrato de direitos de imagem do atleta. Agora, as receitas com a imagem do jogador são divididas com o clube. Esse tipo de acordo é comum no Real Madrid e foi copiado pelo Santos.

Aqui no Extracampo já falamos bastante sobre direito de imagem. Normalmente, esse contrato de cessão do uso da imagem do jogador se mostra como uma mera forma de burlar a legislação trabalhista, permitindo que o clube pague mais ao atleta reduzindo os encargos. Mas, na verdade, são poucos os clubes que usam a imagem dos jogadores e são menos ainda os que lucram com isso.

Nesse novo modelo de negociação que o Santos fez com Neymar, todas as campanhas, propagandas, patrocínios do jogador serão divididos meio a meio entre ele e o clube (exceto o da NIke). Com isso, independente se foi o clube quem conseguiu a campanha, ou se foi o empresário do jogador, tudo será dividido. A diferença é que, quando negociada pelo agente a campanha gera comissão ao mesmo.

O atleta fechou com a Panasonic para ser garoto-propaganda por um ano e também já negocia com outras empresas. Com a fama crescente do garoto, o aumento na exposição e a perspectiva de ser convocado para a Seleção Brasileira, muitos outros contratos devem surgir, o que irá gerar lucro não só ao jogador, mas ao Santos também.

Os outros clubes brasileiros podem aprender com o exemplo e ver que direito de imagem não é só uma forma de burlar as leis trabalhistas, mas pode ser uma boa fonte de renda para o clube.

Fonte: Máquina do Esporte.

Sport mantém a Cimento Nassau, mas sem contrato.

O contrato entre o Sport e a Cimento Nassau, marca principal da camisa rubro-negra, encerrou no fim de 2009. Mesmo assim, o clube manteve a marca estampada na nova camisa, apresentada na última segunda-feira. Segundo o marketing do clube, a boa relação entre o clube e a empresa justificam a paciência nas negociações e o não rompimento entre ambos. Com isso, a empresa vai expondo sua marca de graça, justo no momento em que o time decide o campeonato pernambucano, tendo mais visibilidade.

Não posso julgar a postura do clube em manter o patrocinador mesmo sem contrato. Por um lado a atitude valoriza a relação entre o clube e a empresa, facilitando as negociações. Por outro lado, sem receber, o Sport poderia ter “limpado” a camisa, seja como forma de valorização da sua própria marca, seja como manobra para pressionar os patrocinadores a fecharem logo o acordo.

Na nova camisa, além da marca Cimento Nassau, o Sport estampa a SuperGasbras e do Banco BMG. Depois de um grande esforço do clube para diminuir a “poluição” na camisa, tendo em 2009 apenas o Cimento Nassau como patrocinador, o clube precisou aumentar o número de patrocínios para compensar a queda à série B.

Fonte: Máquina do Esporte

Obras da Copa do Mundo dobraram de preço.

A África do Sul divulgou os custos da construção dos estádios da Copa do Mundo que inicia no próximo mês de junho. O orçamento inicial era de R$ 2,15 bilhões, mas o custo final acabou em R$ 4,15 bilhões, o dobro. Os novos estádios foram os mais caros, representando 75% do total. Entre as razões para o aumento estão a recente crise econômica mundial e as greves dos trabalhadores.

Porém, o aumento nos gastos em relação à estimativa inicial não é privilégio dos africanos. Na Copa do Mundo de 2006 na Alemanha o custo também aumentou de uma perspectiva inicial de 940 milhões de euros para 1,41 bilhão de euros.

E no Brasil, será que o orçamento traçado inicialmente será suficiente para todas as obras que estão planejadas?

Com certeza, não.

Vamos deixar de lado as obras estruturais e analisar apenas os estádios que serão reformados e construídos. O orçamento inicial é cerca de 5,3 bilhões de reais, mais do que foi gasto na África do Sul. A previsão, já bastante alta, justifica-se pela quantidade de sedes (12) e pela necessidade de serem construídos novos estádios em detrimento da reforma de antigos.

Se os estádios novos geram maior custo, e são os que mais aumentam no decorrer da construção, é certo que teremos um gasto bem maior do que o planejado. Além do mais, o grande atraso no início das obras deve contribuir para um bom aumento. Quanto mais pressa tivermos para construir mais caro ficarão os estádios. E ninguém pode garantir que não haverá greve durante as obras. A alteração de projetos iniciais, como ocorre com o estádio do Morumbi, também deve contribuir para isso.

Então, brasileiros, fiquem de olho nos gastos públicos, mas não se surpreendam se, em vez de 5 bilhões de reais, o nosso país gastar perto de 10 bilhões só com estádios, infelizmente.

Fonte: Máquina do Esporte

O patrocínio à arbitragem e as normas da FIFA.

Já é possível ver em vários campeonatos estaduais que os uniformes dos árbitros agora vêm com patrocínio. Enquanto a iniciativa pode parecer interessante pelo lado financeiro, ajudando as federações e os próprios árbitros, é preciso ressaltar que a FIFA tem normas a esse respeito, que não estão sendo respeitadas.

Segundo as normas da FIFA, é permitida a inclusão de patrocinadores apenas nas mangas das camisas da equipe de arbitragem e com espaço restrito. Outro artigo do regulamento ainda diz que “publicidade nas camisas dos árbitros será permitida apenas se ela não criar conflito de interesses com a publicidade vestida pelos dois times”.

Primeiro, sobre o espaço utilizado pelos árbitros para estampar o patrocínio, é fácil ver a violação à regra. Em Pernambuco e em vários outros estados há patrocínio estampado nos calções dos árbitros e também nas camisas.

A segunda regra é ainda mais importante, pois visa preservar a imparcialidade da arbitragem. O patrocínio aos árbitros não pode gerar conflito com patrocinadores de clubes. Mas, em Minas Gerais, por exemplo, a equipe de arbitragem estampa a marca do BMG, que também patrocina os três maiores clubes do estado, América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro. No Campeonato Pernambucano é importante destacar que a marca estampada nos calções dos árbitros, LUPO, é a fornecedora de materiais esportivos do Náutico.

As federações estaduais alegam que não estam sujeiotas às normas da FIFA, que são aplicáveis apenas às competições organizadas pela CBF. Mas, o regulamento disciplinar afirma que ele deve ser aplicado a todas associações (no caso do Brasil, a CBF) e seus respectivos filiados.

O caso pode gerar problemas às federações e principalmente à CBF, mas até agora a FIFA não parece ter notado a irregularidade e as federações esperam que assim permaneça.

Fonte: Universidade do Futebol

Contratar, não contratar, investir na base, afinal, qual é o melhor caminho para os clubes de futebol?

Para a torcida o que importa são as vitórias e os títulos, independente se os atletas são brasileiros, japoneses ou africanos, se vieram das categorias de base, do exterior ou de um clube rival.

Para atingir o objetivo de vencer as partidas e conquistar os campeonatos, os clubes traçam caminhos diversos e estratégias diferentes. Uma opção, e das mais usadas, é contratar grandes estrelas, atletas já consagrados, às vezes até veteranos. Outra saída é buscar jogadores em ascensão que vêm de clubes menores. Ainda há os que investem nas categorias de base e revelam os jogadores que irão compor a equipe principal.

Mas, afinal, qual é a melhor estratégia? Essa resposta eu vou ficar devendo.

Contratar atletas de renome é algo que custa caro, é estratégia de clube que tem grandes receitas e pode investir. Mesmo assim há clubes que gastam o que têm e o que não têm para contratar atletas consagrados, muitos já em fim de carreira, uma estratégia arriscada no lado financeiro, mas que parece ser a mais segura dentro de campo.

Contratar atletas mais baratos, vindos de clubes menores, mas que estejam se destacando e possam se tornar grandes jogadores é uma ótima estratégia. O risco é apostar errado e contratar jogadores que não rendem o esperado. A vantagem é descobrir talentos que chegam barato e podem sair por grandes fortunas. É um bom caminho, mas requer um bom quadro de olheiros e pessoas que indiquem atletas de qualidade.

Investir na base é essencial, mas nem semnpre garante bons jogadores ao plantel principal. Há clubes que valorizam os “pratas-da-casa” e têm planejamento para a inclusão das revelações no elenco principal. Mas, muitos clubes, apesar dos investimentos na base, não conseguem aproveitar esses jogadores e preferem uma das alternativas acima. Fato é que mesmo sem aproveitar os jovens no elenco principal, o investimento nas categorias de base pode gerar grandes receitas.

Fugindo do Brasil, podemos comparar dois clubes tradicionais da Espanha que têm posturas diferentes. O Real Madrid apesar de ter uma boa estrutura nas divisões de base e formar grandes atletas, não costuma aproveitá-los no time titular. O clube de Madri, como todos já sabem, é adepto da contratação de grandes jogadores, de vez em quando eles ainda apostam em desconhecidos, mas nem sempre dá certo. Já no Barcelona as categorias de base são essenciais e rendem diversos jogadores à equipe principal. O clube catalão tem planejamento, coloca os jovens gradativamente e têm a tradição de revelar grandes craques. Uma estratégia do Barça é buscar jovens talentos menores de 13 anos para treinar no clube e se tornarem estrelas.

%d blogueiros gostam disto: