Copa do Brasil Feminina

A CBF anunciou a realização da segunda Copa do Brasil Feminina ainda em 2008. A competição terá 32 equipes dos 27 estados e está prevista para começar em 1º de novembro. A demora para anunciar a segunda edição da copa aconteceu porque a CBF ainda procurava patrocinadores para o evento. Infelizmente, ela ainda não encontrou e deve bancar a realização da copa como fez no ano passado.

Apesar do crescimento do futebol feminino no Brasil, principalmente com o sucesso da seleção feminina, ainda falta patrocínio para a competição nacional. Mas, a cobertura da mídia está aumentando, e com essa visibilidade será possível conquistar investidores para as próximas edições. A competição ainda não se estabilizou, também por isso não é fácil atrair patrocinadores. Se a Copa do Brasil Feminina continuar nos próximos anos e se integrar definitivamente no calendário esportivo nacional, tenho certeza que poderá atrair público e investimento.

“A primeira edição [da Copa do Brasil] foi toda bancada pela CBF, e ela não está disposta a arcar para sempre com os custos. Precisamos de uma resposta melhor do mercado. Todo mundo fala que quer ajudar, mas quando você vai procurar, cadê os anunciantes?”, disse o Virgílio Elísio, diretor técnico da CBF à Máquina do Esporte.

A CBF não quer bancar a competição para sempre, mas tem que o fazer para atrair investidores. Só depois que estiver sedimentada no cotidiano esportivo ela será uma competição rentável. Cabe à imprensa dar cobertura à competição, só assim será atraente para os patrocinadores. Qualidade nós temos, falta estrutura, mas só com o tempo e a rotina de competições será possível fazer o futebol feminino evoluir.

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Copa do Brasil feminina.

A Copa do Brasil de futebol feminino de 2008 pode não acontecer. A CBF, responsável pela organização da competição, ainda não se mostrou disposta a realizar o campeonato. A competição deveria ter sido iniciada em agosto, mas vem sendo adiada pela CBF. Ricardo Teixeira sinaliza que não tem interesse em arcar com todos os custos da realização da Copa, por isso a ameaça dela simplesmente não acontecer.

Pior para o Corinthians, que investiu no time feminino e contratou a atacante Cristiane da Seleção Brasileira. Apesar de ter conseguido patrocínio para as meninas, o que pagou as contas do departamento, o time esperava conseguir mais investidores com a exposição. Mas, pior ainda foi para a goleira da Seleção, Bárbara, que negociava contrato com o Timão. Sem a competição nacional o clube decidiu não contratar a goleira, que agora está sem clube e sem competição para atuar.

É por essas e outras que o futebol feminino no Brasil não vai para a frente.

O que falta ao futebol feminino?

Acredito que todos já sabem do que o futebol feminino precisa: TV, patrocinadores, comeptições, base e ídolos. Agora, o importante é saber como conquistar tudo isso.

O incentivo ao esporte não pode restringir-se apenas à base da formação atlética, feita, normalmente, nas escolas, nem tampouco limitar-se ao patrocínio de atletas olímpicos. O desenvolvimento do desporto obedece a uma linha vertical lógica, com as escolas oferecendo condições para o treinamento dos jovens e com as vitórias dos “profissionais” servindo de exemplos, criando os ídolos que inspirarão os jovens a ingressar no mundo desportivo.

Além de incentivo à prática do esporte nas escolas, o futebol feminino brasileiro precisa de ídolos. Marta, Cristiane e Daniela Alves podem ser as responsáveis por isto. Para que garotas comecem a jogar futebol na escola elas precisam olhar para cima e se espelhar em alguém. Foi assim com o vôlei, que hoje é o segundo esporte dos brasileiros.

Uma boa notícia: o Corinthians está negociando com Cristiane, para que ela defenda o clube após as Olimpíadas. Com a presença da craque o clube espera conseguir retorno com patrocinadores e exposição na mídia. O grande problema é o poder econômico dos clubes europeus, que agora também levam as mulheres.

À CBF só cabe organizar uma competição nacional, com o surgimento das estrelas teremos o interesse da TV e consequentemente dos patrocinadores.

Copa Brasil de Futebol feminino

especial para o Blog do Torcedor

A Copa do Brasil de Futebol Feminino deve mesmo sair do papel, a CBF até já divulgou a lista dos clubes que participarão da competição, e entre eles estará um pernambucano. A CBF prometeu e está cumprindo, já estava na hora disso acontecer.

No Recife, Náutico e Sport fazem a final do estadual, e o campeão será o representante de Pernambuco na Copa do Brasil. Acho até que a CBF deveria ter conferido duas vagas para o nosso estado e não só uma. Agora só falta dar certo, esse foi só o primeiro passo.

Mas, o que precisa para dar certo? O mesmo que todos os esportes: público, patrocínio e televisão. É uma reação em cadeia, um ciclo que deve ser cumprido. Primeiro temos que cativar o público, o que já vem acontecendo devagar com o futebol feminino, mas apenas com a seleção brasileira.

Alguém acredita, que logo mais, havera um bom público nos Aflitos para assistir à decisão do Estadual? Não, isso ainda não vai acontecer, talvez depois da Copa do Brasil, talvez daqui há alguns anos. Falta iniciativa dos clubes, da Federação, dos patrocinadores e da imprensa. Por falar em imprensa, parabéns às emissoras de rádio que sempre apoíam o futebol, e hoje transmitirá o futebol feminino.

Depois de cativado o público poderemos conseguir que os jogos sejam transmitidos pela TV, afinal, primeiro precisa-se de telespectadores, ou não seria viável às emissoras. Depois de consolidado o público e a TV, virão os patrocinadores, e esses vêm pelo simples fato de saberem que aquele mercado é rentável, que há um público consumidor.

Isto se aplica a todos os esportes, do atletismo ao futsal. Tendo bons campeonatos podemos conquistar o publico, depois de ter um publico conquistaremos as emissoras de TV, depois disso os patrocinadores seguirão, e estará formado um esporte com rentabilidade.

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