Kuki será diretor das categorias de base do Náutico.

O ex-jogador alvirrubro foi apresentado como novo diretor das categorias de base do Náutico. No início do ano o clube já queria ter feito essa transição do jogador, que se recusou para tentar continuar em campo por mais um ano. Sem espaço no Náutico e em outros clubes na função de atleta profissional, depois de alguns meses, Kuki aceitou o convite do clube e tornou-se integrante da comissão técnica.

Sem muita experiência como dirigente, porém, o ex-jogador fará cursos e se capacitará para a nova função. Ficou acertado também que o alvirrubro visitará outros clubes para adquirir conhecimento acerca das categorias de base. Ele também deverá observar o trabalho dos colegas de clube para entender melhor como funciona esse mundo extracampo.

“Como vocês sabem, eu não tive base. Comecei a trabalhar com 14 anos e comecei a jogar com 22. Mas eu estou pronto para ouvir. Muito mais pronto para ouvir do que para falar algumas coisa. Vou procurar me inteirar cada vez mais. As pessoas que estão acima de mim são muito mais experientes na área de ensinar às pessoas, e eu estou aqui para ajudar”, disse o novo diretor.

A contratação de Kuki, exatamente por ser um ídolo recente do clube, para dirigir as categorias de base, pode ter um bom efeito sobre os jovens atletas do clube. Mas, o fato dele ter pouca experiência e conhecimento na área, sendo necessário estudar para se qualificar, é um ponto fraco. Não é possível dizer, hoje, se Kuki fará um bom trabalho e se acrescentará algo ao clube.

Na minha opinião, se o clube queria evoluir, melhor as categorias de base e ter uma gestão mais perto do profissionalismo, o caminho não era a contratação de um ex-atleta sem conhecimento da função de diretor. Entendo que o melhor para o Náutico seria a contratação de um profissional já qualificado, com anos de estudo e experiência, que chegasse ao clube para acrescentar e fazê-lo evoluir e não para aprender. Se o clube queria o ex-jogador como dirigente, que deixasse ele se preparar, estudar e aprender antes de assumir essa responsabilidade.

Fonte: Blog do Torcedor

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Entrevista com Sérgio China, treinador dos juniores do Náutico.

O Extracampo está planejando uma série de entrevistas com os treinadores de juniores de Pernambuco. Vamos procurar saber mais sobre o trabalho desses profissionais e das dificuldades de se treinar as categorias de base. A estréia da série é com Sérgio China, treinador dos juniores do Náutico.

Extracampo: Você já teve a experiência de treinar uma equipe profissional, tanto no Náutico quanto no Santa Cruz. Quais são as maiores diferenças de se treinar o profissional e os juniores?

Sérgio China: A maior diferença mesmo é que na base você pode trabalhar também, e primordialmente, a formação. Alguns desses atletas vão chegar ao profissional, outros não. Então tem que tentar fazer com que, dentro das nossas limitações e condições de trabalho, possamos formar um indivíduo como um todo. Não é só a parte técnica e tática, mas o indivíduo, personalidade, conceitos da vida, moral, ética, isso que é importante. Já o profissional não, é exclusivamente rendimento. Um atleta não está bem você tira, coloca outro, dentro do planejamento e condições do clube, claro. Essa é a principal diferença de você estar em uma equipe profissional e uma equipe de base.

Extracampo: Quais são as maiores dificuldades de se treinar uma equipe de juniores?

Sérgio China: É justamente isso, você precisa dar um suporte como um todo. Porque chamam de base? Não é só por causa da idade, mas porque é o principio de tudo, da formação do atleta. E você não tem as condições ideais ainda para que isso aconteça. As dificuldades são grandes, sabemos que o carro-chefe é o profissional e vai ser sempre o profissional. Mas, a partir do momento que começarem a ter uma visão mais ampla da coisa, começarem a ter mais investimento a médio e longo prazo na base para ter uma estrutura permanente, será diferente. Porque não adianta preparar para uma competição, para o momento, é uma coisa que tem que permanecer e crescer até os juniores terem as mesmas condições ou próximas aos profissionais.

Extracampo: Essa estrutura vai além da quantidade de campos, o que você considera importante para ter uma “estrutura” para a base?

SC: Quando falo em estrutura não é só campo. Claro que tem que ter o básico, campo, bola pra treinar, mas isso é o primeiro passo. Você tem que ter junto a alimentação e outras coisas. São três elementos importantes: o treinamento, a alimentação e o descanso. São importantes para ter um bom rendimento e um bom aproveitamento. Se não tiver essa qualidade, você não vai ter uma equipe de alto rendimento e o atleta vai ter deficiências quando for profissional.

Extracampo: O que é mais importante nas categorias de base, conquistar títulos ou formar atletas? E qual é a postura dos dirigentes?

SC: A questão é complicada, não posso dizer o que querem os dirigentes. Nenhum dirigente diz que na base quer ser campeão, mas equipes como Santa Cruz, Náutico e Sport não podem pensar diferente. Em Pernambuco são equipes de maior poder e os torcedores cobram isso dos atletas. Mas, você tendo uma boa formação conseqüentemente você vai estar preparando esses atletas para serem campeões. Com uma boa formação vai  ter condições de conquistar títulos. Mas não há o que vem primeiro. O importante é revelar jogadores, mas você não vai atingir esse objetivo se você não tiver inserido dentro do seu planejamento, na sua forma de trabalhar, o objetivo de conquistar títulos, A conquista faz parte e está inserido na forma de trabalho, na estrutura. Talvez se você perguntar a atletas ou treinadores de equipes que não são essas três da capital, talvez tenha uma maior dedicação à formação, porque sabem que têm menos condições de chegar ao título. Tem o Porto, por exemplo, que é uma equipe que conquistou títulos na categoria de base, mas porque tem uma boa formação, e essa boa formação também passa pelos títulos que estão ganhando. Com bons atletas, condições de trabalho, conseqüentemente vai se ter uma equipe que busca títulos. Qual é o mais importante? É o todo, trabalhar uma boa formação e buscar os títulos nas competições que você participa. Os dirigentes cobram normal, ele como dirigente de um clube grande quer conquistar títulos, mas ao mesmo tempo quer ver atletas que sirvam para o profissional. Eu digo sempre, se você não tem atleta com vontade de vencer não terá um bom profissional. Você tem que fazer com que ele tenha esse pensamento, que trabalhe e se dedique. E eles estão na melhor fase da adolescência, 15 a 20 anos, e para se dedicarem têm que deixar noitadas, namoradas e isso é sacrificante. Por isso tem que ter um trabalho multidisciplinar.

Extracampo: Como é administrar esses jovens atletas, com média de 17, 18 anos. Tanto na parte técnica, do desenvolvimento do atleta, mas também o psicológico e a maturidade do jogador?

SC: As condições ideais ainda não temos, o que é normal. O bom era ter um grupo multidisciplinar, com psicóloga, assistente social, um educador. Um profissional que ajude os meninos no reforço escolar. Educar nesse sentido e também no social e cultural, principalmente o lazer, porque eles têm um tempo ocioso muito grande. Mas, infelizmente, acho que no Nordeste nenhum clube tem condições de ter essa estrutura. Nós tentamos, dentro de um universo de 35 atletas, conversar com todos, cobrando, mas ao mesmo tempo dando uma palavra de amigo. Alguns meninos demandam mais atenção. O atleta de futebol, na maioria, vem de uma camada social media para baixa e o futebol é esperança de ascensão. Se ele não chegar a uma condição de dar algo a sua família ele vai ser frustrado. E o menino, quando vira profissional, às vezes já com 16, 17 anos ele tem contrato profissional, o que ele ganha já vai para sustentar a família. É muita pressão. A família também tem que buscar outras alternativas, para não dar essa carga de responsabilidade aos meninos.  A gente tenta mostrar isso, mas cabe à família também fazer esse trabalho.

Extracampo. O que você acha da saída de jogadores do Brasil com 18 anos. A gente vê casos de atletas com 17 anos que já foram negociados, estréiam pelo profissional mas estão só esperando completar 18 anos para ir embora?

SC: Para o Brasil é a pior coisa, na questão da qualidade do futebol brasileiro. Isso é ruim para o futebol brasileiro, para a qualidade do espetáculo do campeonato brasileiro. Você vê hoje no profissional, aqueles que chamam publico são atletas mais velhos que estão voltando ao país. Porque os jovens que poderiam estar nessas competições já saíram do país. Isso é ruim. Mas, pela estrutura dos clubes, financeiramente, para manter o aporte e se manter no patamar de uma equipe de primeira divisão, se tem um atleta de qualidade vai ter que vender. O Atletico-PR, por exemplo, é hoje o que é porque quando teve atletas como Paulo Rink, negociado para a Alemanha, usou esse valor e fez com que o clube montasse uma estrutura de primeiro mundo para base e para o profissional. É isso que faz aparecer novos atletas. Você tem que negociar, mas tem que colocar esse dinheiro na base para poder continuar descobrindo jogadores. É uma via de mão dupla, o dinheiro que você ganha tem que investir.

Extracampo: O que você acha do assédio dos empresários?

SC: Isso é a pior coisa, o menino joga um jogo bem e chegam cinco ou seis empresários que dão uma chuteira, dão mil reais, duzentos reais e ficam donos do menino. Depois quando o menino não dá seqüência esquecem dele. Claro que tem profissionais sérios, como em toda profissão. Mas, esses meninos, principalmente os que não têm uma condição educacional, familiar mais privilegiada, ficam sujeitos a empresários que não têm uma boa índole e resgatam esses atletas pra si, ficando com poder de negociação. Eu digo aos atletas, se você tem condições de resolver sozinho, faça. Depois, quando você chega numa condição maior, vai precisar de uma assessoria capaz, mas quando der resolva sozinho. Porque quando o atleta está no auge aparece muita gente, quando está mal os caras desaparecem. Hoje é diferente, na época do passe o cara pedia aumento e o diretor dava se quisesse, hoje porém ele é obrigado a aumentar o salário para aumentar a multa rescisória.

Extracampo: Você arma o esquema com três atacantes. Nos juniores tem mais liberdade de tentar esquemas táticos que não são muito usados no profissional, pelo menos no Brasil?

SC: Com certeza, sem dúvida isso é essencial, primordial na base. Na base, o clube devia ter uma estrutura e metodologia de trabalho definida. No Barcelona o menino da base joga no mesmo esquema e com as mesmas funções que o profissional. Um volante da base vai jogar da mesma forma que o profissional, guardadas as devidas proporções. Aí quando ele chega no profissional não tem tanta dificuldade. Hoje temos dificuldade de ter laterais, porque hoje tem muito ala. Quem inventou que tem que jogar com ala, que ala é melhor? Por que não usar laterais? Hoje temos dificuldades, também, de achar meias, porque tem muito meia virando ala, porque é a função, apoiar, entrar pelo meio, vir por dentro.  Hoje tem zagueiro com dificuldade de jogar com dois zagueiros, porque desde a base joga com três zagueiros, garantido com um na sobra. Isso é ruim. Quando chega no profissional o treinador quer jogar com dois zagueiros e tem dificuldade, porque os atletas não sabem jogar com dois zagueiros, porque não se prepararam na base. Temos que criar situações na base para o menino experimentar vários sistemas e aprender a fazer mais de uma função. Não tem essa de só jogar de meia, tem que saber diversificar dentro de suas próprias características.

Extracampo: Como você vê a estrutura do Náutico?

SC: Acho que o Náutico, em relação a campo, poucos no Brasil têm a mesma condição. Agora tem que dar prosseguimento, campo não basta, tem que pensar numa estrutura de alojamento no CT para os meninos também. Tem um projeto de hotel e tudo, lá no CT, mas isso está mais pensado para o profissional. É preciso ter mais estrutura para a base. Os atletas de infantil, juvenil e juniores, se estiverem dentro do CT, fica mais fácil de treinar, de fazer reforço em necessidades especificas do atleta, planejar treinamentos em dois horários, etc. Com os atletas ficando aqui nos Aflitos tem o problema de logística para levar 35 atletas para o CT só para treinar. Às vezes não tem ônibus, isso faz com que o trabalho não tenha o êxito esperado. Quando tivermos essa estrutura, tenho certeza que vai haver mais atletas de qualidade para se juntar ao profissional. Tem menino que joga bem uma partida profissional, mas não consegue jogar várias, não consegue jogar quarta e domingo, em alto nível, para isso tem que ter uma preparação maior.

Extracampo: O Náutico hoje está em 2º lugar, qual a sua expectativa para o Campeonato Pernambucano?

SC: Olha, nós conseguimos um feito que nem era esperado.  Nós tivemos pouco tempo para se preparar e fazer os atletas assimilarem esse esquema de 4-3-3 e fazer eles entenderem isso, além do trabalho físico. Tivemos a mesma dificuldade do profissional, pouco tempo de trabalho, mas nós conseguimos excelentes resultados, ficamos várias partidas invictos e nem era esperado. Tivemos um bom rendimento, agora esperamos que nesse restante de campeonato tenhamos uma ascensão, uma evolução, para quando chegar no quadrangular possamos fazer uma boa reta final.

Contratar, não contratar, investir na base, afinal, qual é o melhor caminho para os clubes de futebol?

Para a torcida o que importa são as vitórias e os títulos, independente se os atletas são brasileiros, japoneses ou africanos, se vieram das categorias de base, do exterior ou de um clube rival.

Para atingir o objetivo de vencer as partidas e conquistar os campeonatos, os clubes traçam caminhos diversos e estratégias diferentes. Uma opção, e das mais usadas, é contratar grandes estrelas, atletas já consagrados, às vezes até veteranos. Outra saída é buscar jogadores em ascensão que vêm de clubes menores. Ainda há os que investem nas categorias de base e revelam os jogadores que irão compor a equipe principal.

Mas, afinal, qual é a melhor estratégia? Essa resposta eu vou ficar devendo.

Contratar atletas de renome é algo que custa caro, é estratégia de clube que tem grandes receitas e pode investir. Mesmo assim há clubes que gastam o que têm e o que não têm para contratar atletas consagrados, muitos já em fim de carreira, uma estratégia arriscada no lado financeiro, mas que parece ser a mais segura dentro de campo.

Contratar atletas mais baratos, vindos de clubes menores, mas que estejam se destacando e possam se tornar grandes jogadores é uma ótima estratégia. O risco é apostar errado e contratar jogadores que não rendem o esperado. A vantagem é descobrir talentos que chegam barato e podem sair por grandes fortunas. É um bom caminho, mas requer um bom quadro de olheiros e pessoas que indiquem atletas de qualidade.

Investir na base é essencial, mas nem semnpre garante bons jogadores ao plantel principal. Há clubes que valorizam os “pratas-da-casa” e têm planejamento para a inclusão das revelações no elenco principal. Mas, muitos clubes, apesar dos investimentos na base, não conseguem aproveitar esses jogadores e preferem uma das alternativas acima. Fato é que mesmo sem aproveitar os jovens no elenco principal, o investimento nas categorias de base pode gerar grandes receitas.

Fugindo do Brasil, podemos comparar dois clubes tradicionais da Espanha que têm posturas diferentes. O Real Madrid apesar de ter uma boa estrutura nas divisões de base e formar grandes atletas, não costuma aproveitá-los no time titular. O clube de Madri, como todos já sabem, é adepto da contratação de grandes jogadores, de vez em quando eles ainda apostam em desconhecidos, mas nem sempre dá certo. Já no Barcelona as categorias de base são essenciais e rendem diversos jogadores à equipe principal. O clube catalão tem planejamento, coloca os jovens gradativamente e têm a tradição de revelar grandes craques. Uma estratégia do Barça é buscar jovens talentos menores de 13 anos para treinar no clube e se tornarem estrelas.

Média de idade é critério de desempate em Portugal.

Notícia curiosa, o Portimonense se classificou à terceira fase da Taça da Liga de Portugal por ter uma média de idade (24,556) menor que os adversários, Acadêmica (24,682) e Beira-Mar (25,474).

Os três clubes terminaram a fase empatados, todos com 2 pontos, nenhum gol sofrido nem marcado. Para garantir a vaga, o Portimonense colocou em campo, nos minutos finais da partida, o goleiro Sapateiro, de apenas 19 anos.

A Associação Acadêmica de Coimbra, contesta o resultado e afirma ser o verdadeiro dono da vaga. O caso deve parar nos tribunais desportivos de Portugal.

O critério de desempate é, no mínimo, curioso. Mas serve para incentivar os clubes a valorizarem os atletas mais jovens, investindo na formação de novos jogadores. Mas, o sistema pode incentivar casos assim, onde o clube coloca em campo jovens jogadores apenas para atingir uma média de idade. Não posso chamar isso de “fraude”, pois tudo correu dentro das regras, mas é algo bastante controverso.

Fonte: Globoesporte

Lei de Ensino para os jogadores de São Paulo.

O governador do estado de São Paulo, José Serra, sancionou a Lei nº 13.748/09, que obriga os clubes de futebol do estado a prover educação básica aos atletas menores de 18 anos. Esses jovens devem ser matriculados em instituições de ensino pública ou privada.

O clube que não cumprir a determinação da lei (que entrou em vigor no dia 08 de novembro) será multado em R$ 3.962,50 por jogador. Em caso de reincidência o clube ficará impedido de disputar competições oficiais organizadas pela Federação Paulista de Futebol.

A lei é um avanço no sentido de fornecer aos jovens aspirantes a profissional a educação necessária. O objetivo é acabar com os casos de jovens que abdicam dos estudos para se dedicar ao futebol, muitas vezes acobertados pelo próprio clube. O clube, agora, será responsável direto pela educação de seus atletas.

A lei é extremamente louvável e deveria ser adotada em todo o território nacional. Está na hora de acabar com academias de fundo de quintal que tratam crianças como objetos e prejudicam a vida de adolescentes com a promessa de um futuro próspero.

O futuro do Santa Cruz.

santacruzO que fazer agora que a Série D terminou? Essa é uma pergunta que não sai da cabeça dos dirigentes do Santa Cruz. O que seria melhor: dispensar todos os profissionais ou manter os jogadores para realizar amistosos e excursões? Será que existe um meio-termo?

Na minha opinião, o clube deve liberar mesmo os atletas para negociarem com outros clubes. Mas, os que tiverem contratos mais longos devem ser apenas “emprestados”, retornando ao clube no fim do ano. Sem receitas, o clube não pode manter todos os jogadores para se preparar, já, para o Campeonato Pernambucano.

Mas, acredito que o Santa Cruz deve, sim, começar a pensar no próiximo ano e já montar uma base com atletas jovens. Essa é a hora de buscar jovens talentos e formar uma equipe de baixo custo, podendo realizar amistosos e excursões, se for o caso. Participar da Copa Pernambuco também só faz sentido se for para pôr jovens atletas em campo, dando-lhes experiência e criando entrosamento.

Se o Santa Cruz conseguir montar uma equipe de jovens, já se preparando para o próximo ano, terá que contratar, antes do pernambucano, apenas atletas para dar qualidade ao elenco e não para compor o grupo. Essa é a hora de correr atrás de revelações, atletas jovens com potencial e que estejam em clubes menores disputando competições sem muita expressão.

É hora de colocar os OLHEIROS “em campo”, para que possam encontrar bons atletas para o clube. Vamos aproveitar que há muito tempo pela frente e que não é preciso fazer contratações emergenciais. É hora de montar a BASE.

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Departamento de “scout”: exemplo do Coritiba para o resto do Brasil.

Esse é o tipo de notícia que me deixa bastante animado:

“O Coritiba anunciou nessa terça-feira a criação do departamento de Scout no clube. Segundo o coordenador de futebol do Coxa, Felipe Ximenes, o objetivo desse novo setor, muito comum no futebol europeu, é observar adversários e também buscar jogadores que possam reforçar o time”. Do Blog do Torcedor.

binoculoA observação de adversários já é algo comum no futebol brasileiro, a maioria dos clubes destacam profissionais para analisar os jogos dos rivais. Mas, isso ficou ainda mais facilitado com a transmissão de todos os jogos da Série A no “pay-per-view”. A diferença está exatamente em se analisar um adversário ao vivo, no estádio, ou pela TV. Para isso servem esses scouts.

Porém, na minha opinião, a principal função desses scouts é observar jogadores. Isso serve tanto para buscar jovens promissores, como para encontrar talentos desconhecidos, perdidos por esse país enorme, ou ainda analisar um atleta que esteja sendo pretendido. Acredito que esse seja o caminho certo para se montar uma equipe de sucesso.

Hoje, no Brasil, gasta-se muito com contratações que acabam se revelando equivocadas. Além disso, os clubes têm estado reféns dos “empresários”, alguns sem qualquer credibilidade, que trazem atletas para os clubes, além, claro, do interesse financeiro de alguns dirigentes. Com um departamento de scout analisando o atleta antes da contratação, haverá mais chance de acerto e aumenta também a probabilidade de se encontrar um talento escondido.

Espero que o Coritiba tenha sucesso nessa iniciativa e que os outros clubes acordem para a importância de se ter no quadro de funcionários pessoas capazes de analisar atletas antes da contratação. Eu sempre defendi como melhor opção para os clubes a busca pelos talentos ainda jovens. Com isso, os clubes gastariam menos com contratações e lucrariam mais com transferências. Para que isso dê certo, claro, é preciso ter uma boa equi pe de “olheiros” ou scouts, para ser mais moderno.

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