FIFA veta patrocinadores das seleções

A FIFA tem uma política severa contra os patrocínios exibidos pelas seleções. Nas camisas de jogo, como todos sabem, não é permitida a exposição de marcas, mas as camisas de treino são recheadas de patrocínios. Isso, porém, tem os dias contados. A partir do dia 6 de junho as seleções não poderão mais expor os patrocinadores nos uniformes de treino e de passeio. Com isso, a FIFA procura evitar o choque entre os patrocinadores das seleções e os parceiros da entidade, patrocinadores da competição.

Ano passado a restrição era exclusiva aos estádios, as seleções não podiam aquecer dentro dos estádios com os uniformes de treino recheados de patrocínios. Agora a restrição é ainda maior e atinge até mesmo a concentração e espaços de treino das equipes. A Nike, fornecedora de material esportivo da Seleção Brasileira, produziu dois lotes diferentes de materiais, o primeiro com a marca dos patrocinadores, o segundo “limpo”, para ser usado a partir do dia 6 de junho.

A postura da FIFA é compreensível, pois deve valorizar os seus próprios patrocinadores e evitar conflitos. Mas, a restrição a partir do dia 6 de junho parece um pouco de exagero. Pior para as empresas que estão investindo na seleção, que tiveram o tempo de exposição consideravelmente reduzido. Mesmo assim, a CBF teve uma arrecadação recorde com os novos patrocinadores.

Fonte: Máquina do Esporte

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Brasil: uma potência esportiva.

Nesse contexto de Copa do Mundo e Olimpíadas, os maiores eventos esportivos do planeta, que serão realizados no Brasil em 2014 e 2016, os profissionais já começam a se preparar. É verdade que, diante desse cenário, muitas oportunidades irão surgir e devemos estar prontos, capacitados, para o desafio. O Brasil deve dar um salto no cenário esportivo e econômico com esses eventos. Independente dos problemas com o atraso das obras, a verdade é que o país vai se destacar no cenário internacional e deve mesmo se tornar uma potência esportiva.

Diante desse cenário, a Trevisan Escola de Negócios realizará um seminário no próximo dia 11 de maio em São Paulo para debater o futuro do esporte. O evento contará com grandes nomes como José Carlos Brunoro, Magic Paula, Erich Beting e J. Hawilla.

Santos e Neymar inovam nos “direitos de imagem”

Quando o Santos renovou contrato com o atacante Neymar (agora vence em 2014), também mudou o contrato de direitos de imagem do atleta. Agora, as receitas com a imagem do jogador são divididas com o clube. Esse tipo de acordo é comum no Real Madrid e foi copiado pelo Santos.

Aqui no Extracampo já falamos bastante sobre direito de imagem. Normalmente, esse contrato de cessão do uso da imagem do jogador se mostra como uma mera forma de burlar a legislação trabalhista, permitindo que o clube pague mais ao atleta reduzindo os encargos. Mas, na verdade, são poucos os clubes que usam a imagem dos jogadores e são menos ainda os que lucram com isso.

Nesse novo modelo de negociação que o Santos fez com Neymar, todas as campanhas, propagandas, patrocínios do jogador serão divididos meio a meio entre ele e o clube (exceto o da NIke). Com isso, independente se foi o clube quem conseguiu a campanha, ou se foi o empresário do jogador, tudo será dividido. A diferença é que, quando negociada pelo agente a campanha gera comissão ao mesmo.

O atleta fechou com a Panasonic para ser garoto-propaganda por um ano e também já negocia com outras empresas. Com a fama crescente do garoto, o aumento na exposição e a perspectiva de ser convocado para a Seleção Brasileira, muitos outros contratos devem surgir, o que irá gerar lucro não só ao jogador, mas ao Santos também.

Os outros clubes brasileiros podem aprender com o exemplo e ver que direito de imagem não é só uma forma de burlar as leis trabalhistas, mas pode ser uma boa fonte de renda para o clube.

Fonte: Máquina do Esporte.

Sport mantém a Cimento Nassau, mas sem contrato.

O contrato entre o Sport e a Cimento Nassau, marca principal da camisa rubro-negra, encerrou no fim de 2009. Mesmo assim, o clube manteve a marca estampada na nova camisa, apresentada na última segunda-feira. Segundo o marketing do clube, a boa relação entre o clube e a empresa justificam a paciência nas negociações e o não rompimento entre ambos. Com isso, a empresa vai expondo sua marca de graça, justo no momento em que o time decide o campeonato pernambucano, tendo mais visibilidade.

Não posso julgar a postura do clube em manter o patrocinador mesmo sem contrato. Por um lado a atitude valoriza a relação entre o clube e a empresa, facilitando as negociações. Por outro lado, sem receber, o Sport poderia ter “limpado” a camisa, seja como forma de valorização da sua própria marca, seja como manobra para pressionar os patrocinadores a fecharem logo o acordo.

Na nova camisa, além da marca Cimento Nassau, o Sport estampa a SuperGasbras e do Banco BMG. Depois de um grande esforço do clube para diminuir a “poluição” na camisa, tendo em 2009 apenas o Cimento Nassau como patrocinador, o clube precisou aumentar o número de patrocínios para compensar a queda à série B.

Fonte: Máquina do Esporte

O torcedor e o profissional.

Quem trabalha diretamente com o futebol, jornalistas, empresários, comentaristas, patrocinadores, treinadores e jogadores, na maioria das vezes, ou quase sempre, é apaixonado pelo esporte. E quem se apaixona por futebol normalmente tem um time de coração. Mas, o torcedor que quer ser profissional do esporte deve deixar de lado a paixão em prol do trabalho.

Comigo foi assim, quem me conhece sabe que hoje não levo a sério meu lado torcedor. Como profissional presto serviço a diversos clubes, até mesmo alguns rivais. Seja como blogueiro, comentarista, advogado ou consultor, tento ser imparcial e esquecer a paixão clubística. Quem quer ser profissional do futebol deve mesmo deixar de lado o torcedor e se concentrar apenas no esporte.

Um episódio reflete bem a dificuldade em separar o torcedor do profissi0nal. A empresa Locaweb fechou uma parceria com o São Paulo para dois jogos, mas o comentário de um funcionário da empresa pode ter prejudicado a relação. Alex Glikas, diretor comercial da Locaweb, publicou a seguinte mensagem no Twitter depois da vitória do Corinthians por 4 a 3 sobre o São Paulo: “Vamos LOCAWEB!!!!!!! Chupaaaaaaa bambizada!!!!!!!! TIMÃO eoooooo!!!!!!”.

Depois de muita polêmica, a empresa emitiu nota afirmando que a opinião do funcionário não reflete a opinião da empresa. O próprio Gilkas, depois do ocorrido, apagou a mensagem do Twitter, pediu desculpas à torcida do São Paulo e escreveu: “O torcedor tomou conta do profissional”.

Pois é, viram o que acontece quando o torcedor toma conta do profissional?

Então, se você pensa em trabahar com o futebol, a não ser que você seja empregado do seu clube de coração, comece a exercitar a imparcialidade e o profissionalismo. Ser torcedor pode atrapalhar bastante o profissional.

Fonte: Máquina do Esporte

O patrocínio à arbitragem e as normas da FIFA.

Já é possível ver em vários campeonatos estaduais que os uniformes dos árbitros agora vêm com patrocínio. Enquanto a iniciativa pode parecer interessante pelo lado financeiro, ajudando as federações e os próprios árbitros, é preciso ressaltar que a FIFA tem normas a esse respeito, que não estão sendo respeitadas.

Segundo as normas da FIFA, é permitida a inclusão de patrocinadores apenas nas mangas das camisas da equipe de arbitragem e com espaço restrito. Outro artigo do regulamento ainda diz que “publicidade nas camisas dos árbitros será permitida apenas se ela não criar conflito de interesses com a publicidade vestida pelos dois times”.

Primeiro, sobre o espaço utilizado pelos árbitros para estampar o patrocínio, é fácil ver a violação à regra. Em Pernambuco e em vários outros estados há patrocínio estampado nos calções dos árbitros e também nas camisas.

A segunda regra é ainda mais importante, pois visa preservar a imparcialidade da arbitragem. O patrocínio aos árbitros não pode gerar conflito com patrocinadores de clubes. Mas, em Minas Gerais, por exemplo, a equipe de arbitragem estampa a marca do BMG, que também patrocina os três maiores clubes do estado, América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro. No Campeonato Pernambucano é importante destacar que a marca estampada nos calções dos árbitros, LUPO, é a fornecedora de materiais esportivos do Náutico.

As federações estaduais alegam que não estam sujeiotas às normas da FIFA, que são aplicáveis apenas às competições organizadas pela CBF. Mas, o regulamento disciplinar afirma que ele deve ser aplicado a todas associações (no caso do Brasil, a CBF) e seus respectivos filiados.

O caso pode gerar problemas às federações e principalmente à CBF, mas até agora a FIFA não parece ter notado a irregularidade e as federações esperam que assim permaneça.

Fonte: Universidade do Futebol

Corinthians usa atletas em propaganda.

A maioria dos torcedores já sabe que os clubes de futebol costumam firmar com os atletas, além de um contrato de trabalho, um contrato de cessão de uso da imagem do jogador. Mas, historicamente, esse contrato de direitos de imagem é usado apenas para pagar menos impostos. Pagando o atleta através desse meio o clube se esquiva de encargos trabalhistas e pode remunerar melhor o jogador.

Mas, mesmo com esse contrato, que dá direito ao clube de usar a imagem do atleta, poucos realmente o fazem. Esse contrato acaba se tornadno apenas uma forma de pagar menos impostos. Ora, se é para pagar pela imagem do jogador, por que não usá-la então?

Nem mesmo clubes com grandes ídolos, como o São Paulo de Rogério Ceni ou o Palmeiras de Marcos, aproveitam a existência desse contrato de direitos de imagem para promover o clube. O Corinthians, pensando na Copa Libertadores de 2010, resolveu usar a imagem dos seus atletas e produziu esse vídeo, confiram:

Leiam também o excelente post de Erich Beting. Clique aqui.

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