Pré-temporada nos EUA.

A Nike está negociando com o Corinthians para que a equipe paulista visite os Estados Unidos na pré-temporada. O clube faria dois jogos e teria 30% das despesas pagas pelo fabricante de materiais esportivos. Recentemente, o Barcelona fez uma parte de sua pré-temporada na America e enfrentou o Chivas USA e o New York Red Bulls.

Agora, falta conseguir mais tempo no nosso calendário para que os clubes possam fazer uma boa pré-temporada, inclusive investindo em viagens e turnês por outros países. Os EUA podem ser um bom mercado, já que ainda não é muito explorado pelos europeus. Outra opção é o mundo árabe, um grande comprador de nossos talentos.

Uma boa pré-temporada diminui o risco de lesões nos atletas. Uma turnê de pré-temporada pode trazer receitas extra ao clube, principalmente na venda de atletas. Mas, a disputa dos campeonatos estaduais atrapalha este planejamento, já que começam em janeiro. Cabe às equipes questionarem o calendário e proporem mudanças para melhor.

Outra idéia é fazer turnê dentro do Brasil mesmo. Um exemplo: o Flamengo, clube de maior torcida do Brasil, poderia excursionar pelo norte e nordeste, lotando os estádios, arrecadando com bilheteria e conquistando novos torcedores. Outros clubes também podem fazer isso, principalmente dentro do próprio estado. É uma boa forma de expandir o mercado consumidor além da cidade sede.

Superstição na camisa.

O Flamengo não quer mais usar a nova camisa da Nike. Mas, desta vez o problema não é judicial. Despois da péssima estréia do uniforme no Campeonato Brasileiro (dois jogos, duas derrotas para Coritiba e Vitória) e da má recepção do modelo pela torcida, parece que a camisa pode mesmo ser aposentada precocemente.

A Nike seguiu seu cronograma, lançando a camisa na época prevista. O contrato entre a fabricante e o clube será cumprido, por determinação da justiça, a contragosto do Flamengo. A camisa relembra a década de 70, época pouco vitoriosa para o rubro-negro mas o uniforme foi aprovado pelo conselho deliberativo do clube.

Mesmo com a aprovação do conselho, muitos criticaram a nova camisa. O vice-presidente de futebol, Kleber leite disse que foi como comprar uma roupa na loja, mas ao chegar em casa ver que não gostou. Mas, sinceramente, a reprovação do clube não é por causa da disputa judicial com a Nike, nem mesmo pela beleza da camisa, é pura superstição. Em time que não vence se mexe, em camisa também.

Marketing no Youtube.

O futebol já começa a acordar para o fenômeno de mídia que é o Youtube. Empresas como a Nike e a Adidas já usam o site para lançar vídeos promocionais de seus novos produtos. Antes vista como uma vilã dos direitos de imagem, hoje a TV virtual já é considerada uma aliada. Quando a Nike lançou o vídeo de Ronaldinho chutando bolas na trave, trouxe à tona um novo canal para o marketing esportivo.

Com um custo consideravelmente baixo, as marcas já criaram seus canais dentro do Youtube. Assim, podem divulgar vídeos promocionais sem pagar as quantias exorbitantes dos canais de TV convencionais. Vídeos de 3 minutos, 10 minutos, não seriam possíveis nos intervalos comerciais das redes de televisão. E o acesso à internet cresce cada vez mais. Muitos já dizem que o Youtube é a televisão do futuro.

Este canal também poderia ser aproveitado pelos clubes de futebol, divulgando imgens de jogos, treinos, campanhas promocionais para sócios, divulgando ações de marketing ou apenas inflamando a torcida antes de jogos importantes. Se procurarem pelo nome de seu clube no site verão muitos vídeos de torcedores, alguns bem produzidos.

Está na hora de acordar para a realidade do mundo moderno e aproveitar os benefícios do mundo virtual.

Nike x Flamengo.

A Nike venceu uma batalha judicial contra o Flamengo. A 8ª Vara Cível da Comarca de São Paulo determinou que o contrato entre as duas partes deve ser cumprido até o seu fim, em junho de 2009. O Flamengo deverá voltar a usar a camisa com a marca da Nike sob pena de multa.

O clube carioca estava insatisfeito com a empresa americana e rompeu o contrato unilateralmente. Logo depois de anunciar o rompimento o clube acertou com a Olympikus, que pagará R$ 20 milhões por ano, quase quatro vezes mais do que os americanos pagavam.

Mas, o caso mostra mais um dos muitos “vícios” dos cartolas brasileiros, o de não respeitar os contratos. O Flamengo não é único nesta realidade, de tempos em tempos aparece um clube rescindindo contratos indiscriminadamente. O problema é que esquecem das multas, o que acaba sendo pior para o clube.

Que fique a lição: “Os contratos devem ser cumpridos”.

Diego vence disputa com a Nike e assina com a Adidas.

Depois de uma batalha judicial, o meia Diego, do Werder Bremen, conseguiu a liberação do contrato que tinha com a Nike e poderá começar a calçar as chuteiras da Adidas. O jogador obteve uma decisão favorável em sede recursal no Tribunal de Amsterdã após ter sido processado pela fabricante norte-americana. O contrato entre Diego e Nike já havia terminado, mas a empresa possuía preferência na renovação, porém, o brasileiro decidiu pela alemã Adidas, que além de oferecer mais vantagens financeiras tinha um projeto para desenvolver a imagem do atleta.

Um caso semelhante ocorreu com o argentino Lionel Messi, do Barcelona. O argentino também teve que lutar na Justiça para trocar a Nike pela Adidas. A multinacional norte-americana chegou, inclusive, a cobrar uma multa de 5,5 milhões de euros pela suposta quebra de contrato, mas o jogador ganhou a causa.

Fonte:
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=8557

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