Golfe e rúgbi, novos esportes olímpicos.

golfeO golfe e o rúgbi acabaram de ser aceitos como esportes olímpicos. A estreia das duas modalidades será nos JJOO do Rio de Janeiro em 2016. O golfe recebeu 63 votos a favor contra 27, enquanto o rúgbi foi admitido pelo placar de 81 votos a 8.

rugbyAmbos são esportes populares e bastante praticados, a entrada deles irá fortalecer não só as modalidades, mas também irá acrescentar visibilidade aos jogos. Vale lembrar que a Copa do Mundo de Rúgbi é o terceiro evento mais popular do mundo, perdendo apenas para as Olimpíadas e para a Copa do Mundo de Futebol.

Precisa-se de técnicos.

Neste tempo de Olimpíadas vale a pena deixar o futebol de lado para pensarmos um pouco sobre as outras modalidades esportivas. E é nessa hora que uma pergunta recorrente volta à tona: “como icentivar o esporte no Brasil?”

A resposta mais comum que ouvimos é: “precisamos de estrutura”. A melhor das idéias até agora é investir no desporto escolar. Mas, construir quadras, colocar cestas de basquete ou redes de vôlei na rua não é a solução. O que precisamos é de profissionais qualificados, técnicos especializados.

Ora, nunca seremos uma potência enquanto nossos atletas forem obrigados a treinar fora do país. Nunca seremos um país competitivo enquanto precisarmos de treinadores estrangeiros treinando nossas equipes. De nada adianta investir em estrutura física se não investirmos em estrutura humana.

Minha proposta é que o Ministério dos Esportes crie um programa de bolsas para os técnicos brasileiros estudarem. Precisamos incentivar que os profissionais busquem uma melhor formação, que estudem em outros países, que se tornem mestres e doutores. Depois, esses profissionais retornariam com capacidade para inserir qualidade na formação desportiva do país.

O interessante é que os técnicos são agregadores, para cada treinador formado teremos dezenas de atletas treinando. Além do mais, só os treinadores têm a capacidade de identificar novos talentos e incentivar os jovens a se dedicarem à prática desportiva. Para formar bons atletas precisamos de bons treinadores, isto é fato.

Futebol olímpico.

Você deve estar se perguntando: por que tanta polêmica em relação a estes jogadores que representam a seleção nas Olimpíadas? Por que uma competição tão importante para o mundo esportivo é tão discriminada pelo futebol? Por que os clubes europeus implicam tanto com os Jogos Olímpicos?

Pois é, primeiro, temos que ressaltar isso: se para os outros esportes as Olimpíadas representam o auge, a competição mais importante do mundo, a mais aguardada, a mais disputada, a mais simbólica e a mais sagrada, assim não é para o futebol.

O futebol está acostumado a ser o centro das atenções. Para os brasileiros, por exemplo, a Copa do Mundo é mais importante que as Olimpíadas. E lá em Pequim o futebol é apenas mais uma modalidade. Pior, ainda é uma modalidade discriminada, pois começa antes da abertura e é disputada em outra cidade.

Mas, por que proibir os jogadores de futebol de representarem suas seleções? Ora, na Europa é começo de temporada, alguns clubes já disputam até mesmo as primeiras fases da Liga dos Campeões. Então, para um clube, empregador, que paga os salários deste atleta (e não são baixos), que investe na contratação de reforços (e não é pouco), liberá-los é um prejuízo incalculável.

O grande problema é que as Olimpíadas não batem com o calendário do futebol mundial. Enquanto isso, as competições organizadas pela FIFA são bem pensadas a fim de não prejudicar os clubes (que mesmo assim reclamam). Até os amistosos têm datas pré-estabelecidas. A maioria dos clubes europeus até já cedeu seus atletas este ano para a disputa da Eurocopa.

E no Brasil, nós estamos no meio do Campeonato Brasileiro, por que os clubes liberam tão facilmente? Primeiro porque há pressão da CBF. Segundo, e mais importante, porque os clubes brasileiros reconhecem seu papel no mercado da bola, o de formadores e exportadores de craques. Estes jovens que hoje representam o Brasil em Pequim serão os produtos mais valorizados do mercado, dificilmente retornarão a seus clubes e serão vendidos por uma fortuna.

Parece que o que falta mesmo é espírito olímpico aos futebolistas, mais especificamente aos clubes. Falta inspirar-se naqueles que lutam sem dinheiro, que dão seu sangue e seu suor só para estarem presentes nesta festa. É por isso que os jogadores de futebol se confundem cada vez mais com artistas e menos com atletas.

Brasil sem camisa em Pequim.

A Seleção Brasileira não vai mais usar o uniforme oficial em Pequim. Para não prejudicar a candidatura do país a sede das olimpíadas de 2016, o COB pediu e a CBF aceitou. O fato é que o Comitê Olímpico Internacional não admite o escudo de federações nos uniformes, mesmo assim o Brasil jogou a primeira partida (tanto no masculino quanto no feminino) com a camisa oficial, ostentando o escudo da CBF com as cinco estrelas.

Assim, o Brasil deveria usar um uniforme com o escudo do COB, mas a incompatibilidade entre os patrocinadores (nike x olympikus) não deve permitir. Portanto, o que deve acontecer é a improvização de uma bandeira do Brasil no lugar do escudo da CBF, mas o símbolo da nike deve se manter.

A grande polêmica é com certeza em relação ao patrocinador. Na minha visão, o que importa é quem está financiando esta aventura, se a CBF ou o COB. Assim, quem paga deve mostrar o patrocinador, já que é daí que vem o dinheiro. Se a viagem, hospedagem, etc. estão sendo custeadas pela CBF, então, nada mais justo que a nike se mostrar no uniforme. Mas, se o COB está financiando também o futebol, então a olympikus deveria fornecer este material, como faz com todos os outros esportes.

O problema é que a seleção brasileira é uma instituição e “pertence” à CBF. Afinal, qu8em paga o salário de Dunga, comissão técnica e todos os responsáveis, a CBF, com seus patrocinadores, incluindo a nike. E a exclusividade deste contrato impede que o Brasil jogue futebol, como uma seleção, sem o uniforme fabricado por ela.

Diego e Rafinha liberados para permanecer em Pequim.

Os alemães do Werder Bremen e do Shalke 04 decidiram liberar Diego e Rafinha, respectivamente. Depois da decisão do TAS que obrigava os dois a retornarem a seus clubes, os empregadores resolveram deixar os atletas em Pequim, contanto que a CBF contrate um seguro contra acidentes (lesões). Até agora a CBF ainda não se pronunciou a respeito.

Pelo que parece, os brasileiros devem mesmo disputar os jogos. Pelo visto, venceu a diplomacia. Os clubes tinham suas razões para exigir a volta de seus jogadores, mas a verdade é que isto prejudicaria bastante as relações entre atletas e clubes já que a disputa dos jogos Olímpicos é de suma importância para a carreira do atleta. Melhor para a Seleção Brasileira, que teria muitas dificuldades em substituir os dois atletas.

Marcos Motta comenta decisão do TAS.

O advogado, especialista em Direito Desportivo internacional, comentou, em entrevista ao SporTV, a decisão que obriga os atletas a retornarem a seus clubes. Concordo com o advogado quando se refere aos aspectos financeiros desta decisão. Afinal, os clubes já disputam fases preliminares da Liga dos Campeões da Europa. E os clubes, empregadores desses atletas, têm todo o direito de contar com eles neste momento. Como escrevi no post anterior, o problema é o calendário olímpico, que não está adequado ao calendário do futebol. 
Se os atletas insistirem em permanecer na China, configurar-se-á uma quebra de contrato, cabendo uma punição disciplinar aos atletas, além da rescisão do contrato (mas esta medida dificilmente se configura devido ao caráter econômico e patrimonial desses contratos).O Shalke 04, clube de Rafinha, afirmou no site oficial que libera o atleta se a CBF pagar o seguro.

Confira o vídeo:

http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM865743-7824-MARCOS+MOTTA+SOBRE+DIEGO+E+RAFINHA+TECNICAMENTE+CABE+RECURSO,00.html

TAS ordena a volta de Diego e Rafinha para seus clubes.

O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, sigla em francês) deu ganho de causa aos clubes contra a FIFA. Segundo o tribunal, não há obrigatoriedade em liberar os atletas para as olimpíadas, mesmo os que têm menos de 23 anos. Mas, o TAS pediu à FIFA e aos clubes que encontrem uma solução amigável.

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, ainda negocia com os clubes para que os atletas não sejam obrigados a abandonar os jogos olímpicos. Segundo ele: “A FIFA está surpresa e desapontada com essa decisão, mas a respeitamos. Ainda assim, apelo aos clubes: Deixem seus jogadores participarem dos Jogos Olímpicos. Isso seria um ato solidário em perfeita harmonia com o espírito olímpico. Seria maravilhoso para os jogadores, os torcedores e o jogo em si”.

Assim, Rafinha e Diego podem ser obrigados a deixar a Seleção brasileira. Mas a CBF aguarda uma notificação oficial. O mesmo pode acontecer com o argentino Lionel Messi, que deve retornar ao Barcelona.

Uma má notícia para os jogos olímpicos. Infelizmente, os órgãos de administração do esporte não se entendem. Enquanto isso, os clubes, que pagam os salários desses atletas, e já estão disputando competições importantes, só querem fazer valer seus direitos. O grande problema é mesmo a data em que ocorrem as Olimpíadas, conflitando com o calendário do futebol mundial.

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