FIFA veta patrocinadores das seleções

A FIFA tem uma política severa contra os patrocínios exibidos pelas seleções. Nas camisas de jogo, como todos sabem, não é permitida a exposição de marcas, mas as camisas de treino são recheadas de patrocínios. Isso, porém, tem os dias contados. A partir do dia 6 de junho as seleções não poderão mais expor os patrocinadores nos uniformes de treino e de passeio. Com isso, a FIFA procura evitar o choque entre os patrocinadores das seleções e os parceiros da entidade, patrocinadores da competição.

Ano passado a restrição era exclusiva aos estádios, as seleções não podiam aquecer dentro dos estádios com os uniformes de treino recheados de patrocínios. Agora a restrição é ainda maior e atinge até mesmo a concentração e espaços de treino das equipes. A Nike, fornecedora de material esportivo da Seleção Brasileira, produziu dois lotes diferentes de materiais, o primeiro com a marca dos patrocinadores, o segundo “limpo”, para ser usado a partir do dia 6 de junho.

A postura da FIFA é compreensível, pois deve valorizar os seus próprios patrocinadores e evitar conflitos. Mas, a restrição a partir do dia 6 de junho parece um pouco de exagero. Pior para as empresas que estão investindo na seleção, que tiveram o tempo de exposição consideravelmente reduzido. Mesmo assim, a CBF teve uma arrecadação recorde com os novos patrocinadores.

Fonte: Máquina do Esporte

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O patrocínio à arbitragem e as normas da FIFA.

Já é possível ver em vários campeonatos estaduais que os uniformes dos árbitros agora vêm com patrocínio. Enquanto a iniciativa pode parecer interessante pelo lado financeiro, ajudando as federações e os próprios árbitros, é preciso ressaltar que a FIFA tem normas a esse respeito, que não estão sendo respeitadas.

Segundo as normas da FIFA, é permitida a inclusão de patrocinadores apenas nas mangas das camisas da equipe de arbitragem e com espaço restrito. Outro artigo do regulamento ainda diz que “publicidade nas camisas dos árbitros será permitida apenas se ela não criar conflito de interesses com a publicidade vestida pelos dois times”.

Primeiro, sobre o espaço utilizado pelos árbitros para estampar o patrocínio, é fácil ver a violação à regra. Em Pernambuco e em vários outros estados há patrocínio estampado nos calções dos árbitros e também nas camisas.

A segunda regra é ainda mais importante, pois visa preservar a imparcialidade da arbitragem. O patrocínio aos árbitros não pode gerar conflito com patrocinadores de clubes. Mas, em Minas Gerais, por exemplo, a equipe de arbitragem estampa a marca do BMG, que também patrocina os três maiores clubes do estado, América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro. No Campeonato Pernambucano é importante destacar que a marca estampada nos calções dos árbitros, LUPO, é a fornecedora de materiais esportivos do Náutico.

As federações estaduais alegam que não estam sujeiotas às normas da FIFA, que são aplicáveis apenas às competições organizadas pela CBF. Mas, o regulamento disciplinar afirma que ele deve ser aplicado a todas associações (no caso do Brasil, a CBF) e seus respectivos filiados.

O caso pode gerar problemas às federações e principalmente à CBF, mas até agora a FIFA não parece ter notado a irregularidade e as federações esperam que assim permaneça.

Fonte: Universidade do Futebol

Limpar a camisa para valorizar os patrocínios.

Os patrocinadores pagam caro para estampar suas marcas nas camisas dos times de futebol. Mas, a ganância por novas verbas leva a uma “poluição” dos uniformes. Algo que não é bom para a imagem dos clubes nem para a visualização dos patrocínios.

No seminário que deu início ao Curso de Pós-graduação em Administração Esportiva da UNICAP, o vice-presidente de marketing do Sport falou sobre o assunto. Segundo ele, foi travada uma batalha nos últimos anos para “limpar” a camisa rubro-negra, que estava repleta de pequenos patrocínios. O resultado é uma camisa mais bonita e um patrocinador principal mais valorizado.

No sentido contrário está o Corinthians. Quando o clube manteve a camisa sem patrocinadores para poder encontrar o parceiro principal, valorizou sua marca, motivo pelo qual a Batavo pagou R$ 18 milhões. Agora, muito por conta do pagamento do alto salário de Ronaldo, a camisa corintiana parece um macacão de Fórmula 1.

A questão é: como fica a Batavo nessa estória? A empresa pagou caro para ser o patrocinador principal, mas tem a sua marca “apagada” com a poluição visual causada pelos outros 4 patrocinadores. O clube colocou anuncios na parte inferior, nos ombros, nas mangas e até nas axilas. A renovação do contrato vai ficar dificil.

Fica a ideia. Valorizar a camisa não é vender todos os espaços disponíveis, é pensar na harmonia dos detalhes.

Pôquer: esporte ou jogo de azar?

four de ás

Há tempos o pôquer é considerado um simples jogo de azar, assim como outros carteados, bingo, jogo do bicho ou roleta. Mas, hoje se discute bastante se esse jogo não seria, na verdade, um esporte, pois requer habilidade e conhecimento.

A proliferação das casas de pôquer, dos campeonatos, inclusive transmitidos por redes esportivas como a ESPN e, principalmente, dos jogos pela internet, faz da pergunta título uma questão atual e de resposta necessária. Afinal, pôquer é um esporte ou um simples jogo de azar?

A resposta a essa pergunta interessa bastante ao futebol, por incrível que pareça. É porque o Flamengo está fazendo o possível para provar que o pôquer é um esporte e, por isso, é uma prática legal. Segundo o clube carioca, a modalidade depende mais de habilidade do que sorte.

A Corte Arbitral do Esporte reconheceu a Federação Internacional de Pôquer, graças, também, ao lobby do clube brasileiro.

Fichas de pôquerIsso tudo porque o clube tem uma proposta da PokerStars, o maior site do jogo no mundo, que quer patrocinar as mangas da camisa rubro-negra. Para isso, ofereceu cerca de R$4,5 milhões. Mas, para poder fechar o negócio, o clube precisa provar que pôquer é esporte e não jogo de azar, pois assim estaria dentro da lei.

Na sua opinião, pôquer é esporte ou jogo de azar?

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