Projeto de lei quer limitar a convocação de atletas que atuam fora do Brasil.

O Projeto de Lei 7637/10 estabelece que 90% dos jogadores da seleção brasileira, de qualquer modalidade desportiva, devem ser escolhidos entre os que estejam atuando no País por pelo menos seis meses antes da convocação. O projeto está em análise na Câmara dos Deputados.

A intenção dos legisladores é valorizar o esporte nacional, mantendo os atletas mais tempo no país. Com isso, segundo o projeto, haveria mais incentivo aos jovens para a prática esportiva.

“A seleção de atletas profissionais de um País deve convocar os melhores jogadores, reconhecer seus maiores talentos. Contudo, deve ter em vista o aperfeiçoamento do esporte nacional. Assim, a convocação para a seleção brasileira torna-se importante para incentivar e estimular tanto as entidades desportivas nacionais quanto os atletas em atuação no Brasil”, afirma o Deputado Jovair Arantes (PTB-GO), autor da proposta.

Entendo que o incentivo ao esporte segue uma linha vertical, onde a base está nas escolas, que devem dar a estrutura necessária para a prática esportiva, passando pelos campeonatos infantis e juvenis, chegando até o topo da cadeia, que são os profissionais. O sucesso dos atletas de topo éessencial para influenciar os jovens e difundir o esporte.

Mas, apesar da boa intenção dos legisladores, vejo a proposta como uma inaceitável interferência do Estado sobre a iniciativa privada. Entendo, inclusive, que a proposta seria inconstitucional, uma vez que o art. 217, I da Constituição Federal dá autonomia de organização e funcionamento às entidades de administração do desporto.

Manter os atletas no país é importante, mas para isso é necessário profissionalismo, organização e estrutura, e não uma lei que proíba a convocação daqueles que atuam fora do país. Vejam o exemplo do vôlei, que repatriou atletas da seleção exatamente porque organizou e valorizou o campeonato nacional. Não precisamos de leis, precisamos de profissionalismo e seriedade no trato com o esporte profissional.

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FIFA veta patrocinadores das seleções

A FIFA tem uma política severa contra os patrocínios exibidos pelas seleções. Nas camisas de jogo, como todos sabem, não é permitida a exposição de marcas, mas as camisas de treino são recheadas de patrocínios. Isso, porém, tem os dias contados. A partir do dia 6 de junho as seleções não poderão mais expor os patrocinadores nos uniformes de treino e de passeio. Com isso, a FIFA procura evitar o choque entre os patrocinadores das seleções e os parceiros da entidade, patrocinadores da competição.

Ano passado a restrição era exclusiva aos estádios, as seleções não podiam aquecer dentro dos estádios com os uniformes de treino recheados de patrocínios. Agora a restrição é ainda maior e atinge até mesmo a concentração e espaços de treino das equipes. A Nike, fornecedora de material esportivo da Seleção Brasileira, produziu dois lotes diferentes de materiais, o primeiro com a marca dos patrocinadores, o segundo “limpo”, para ser usado a partir do dia 6 de junho.

A postura da FIFA é compreensível, pois deve valorizar os seus próprios patrocinadores e evitar conflitos. Mas, a restrição a partir do dia 6 de junho parece um pouco de exagero. Pior para as empresas que estão investindo na seleção, que tiveram o tempo de exposição consideravelmente reduzido. Mesmo assim, a CBF teve uma arrecadação recorde com os novos patrocinadores.

Fonte: Máquina do Esporte

Debate Blog

Na 18ª edição do Debate Blog, os assuntos são a seleção brasileira sub-20, finalista do Mundial de sua categoria, que está sendo disputado no Egito, e os clubes pernambucanos no Campeonato Brasileiro na Série A.

Apresenta o programa Breno Pires/Blog do Torcedor, com os debatedores Fernando Tasso/Blog Extracampo e Adethson Leite/Blog dos Números.

O sucesso da Copa do Mundo Sub-20

Mundial Egito Sub-20A Band registrou uma audiência maior no jogo entre Brasil e Alemanha pelo mundial sub-20 do que na partida da seleção principal frente a Bolívia. Os números da audiência são a comprovação do que todos já estavam sentindo, o sucesso do campeonato mundial para atletas até 20 anos de idade.

Antigamente, essas competições envolvendo seleções de base eram repletas de aspirantes a profissional, atletas que ainda estavam em formação e buscavam um lugar ao Sol. Agora, a realidade é outra, esses jogadores são jovens profissionais, alguns já bem experientes. A maioria é titular no clube onde joga e já está habituada a grandes partidas.

Outro ponto que justifica o sucesso da seleção sub-20 é a identificação com os clubes brasileiros. A maioria dos jogadores atua no Brasil, em clubes como o Internacional, o Vasco e o Sport Recife. Com isso, tem muito torcedor que assiste o jogo para ver os atletas do seu clube brilhando com a camisa amarela.

Esse campeonato é, também, a oportunidade de ver os jogadores que futuramente vestirão a camisa da seleção principal e disputarão uma Copa do Mundo. Assistindo aos jogos da seleção sub-20 nós já temos uma ideia de como será o futebol brasileiro daqui a alguns anos.

Quem também está de olho são os olheiros e dirigentes de clubes europeus, que já vêem nos jovens brasileiros os futuros craques do seu time. Para os clubes brasileiros é a vitrine dos seus atletas, que inevitavelmente serão negociados para a Europa, mas que, em compensação, renderão boas cifras aos cofres brasileiros.

Acompanhem nessa sexta-feira Brasil x Gana, a final da Copa do Mundo Sub-20 no Egito.

Convocação para a Seleção (pode proibir?)

O Sport luta desesperadamente contra o rebaixamento e contra os desfalques no elenco. Dentre os desfalques estão dois atletas convocados para defender a seleção. O atacante Juan Arce, que defenderá a Bolívia nas eliminatórias da América do Sul, e o volante brasileiro, naturalizado togolês, Hamilton, que defenderia a seleção do Togo nas eliminatórias africanas.

Arce, que foi suspenso pelo terceiro cartão amarelo, vai mesmo defender a camisa verde da Bolívia. Já Hamilton, atendendo ao apelo do técnico Péricles Chamusca e da diretoria rubro-negra, não se apresentará à seleção do Togo.

Entendo a postura do Sport, que precisa desses jogadores, principalmente em relação ao Hamilton, que sequer é nacional do Togo, apenas naturalizado, mas, devo ressaltar que proibir o atleta de atender à convocação da seleção é infração punível segundo o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Art 207. Ordenar ao atleta que não atenda à requisição ou convocação feita por entidade de administração de desporto, para competição oficial ou amistosa, ou que se omita, de qualquer modo.
PENA: suspensão de 180 (cento e oitenta) dias a 360 (trezentos e sessenta) dias.

Tal atitude também é contrária ao regulamento da FIFA sobre o status e a transferência de atletas, que diz, no anexo 1:

Art. 1.1. Clubs are obliged to release their registered players to the representative teams of the country for which the player is eligible to play on the basis of his nationality if they are called up by the association concerned. Any agreement between a player and a club to the contrary is prohibited.

O atleta também é obrigado a responder afirmativamente à convocatória:

Art. 3.1. As a general rule, every player registered with a club is obliged to respond affirmatively when called up by the association he is eligible to represent on the basis of his nationality to play for one of its representative teams.

Tradução:

Art. 1.1. Clubes são obrigados a liberar seus jogadores registrados para a seleção nacional do país ao qual o jogador seja elegível para jogar com base na sua nacionalidade se convocado pela associação (federação) responsável. Qualquer acordo em contrário entre jogador e clube é proibido.

Art. 3.1. Como regra geral, todo jogador registrado por um clube é obrigado a responder afirmativamente quando convocado pela associação (federação) a que seja elegível para representar com base na sua nacionalidade para jogar por um de seus times.

Perdoem qualquer erro na tentativa de tradução.

A Seleção valoriza os seus atletas.

Ser convocado para a Seleção Brasileira é algo para pôr no currículo de um jogador de futebol. E essa simples convocação já é suficiente para valorizá-lo e despertar o interesse de grandes clubes. Para os que ainda jogam no Brasil, essa convocação é quase uma certeza de transferência para a Europa.

Da Seleção que voltou da África do Sul, alguns já estão sendo cotados para defender outros clubes. Miranda, do São Paulo, deve ir para o Milan da Itália. André Santos, lateral do Corinthians, deve jogar na Juventus da Itália. Kléber e Nilmar do Internacional ainda devem permanecer no Brasil, mas não por muito tempo.

Luís Fabiano, artilheiro da Copa das Confederações, também está cotado para se transferir do Sevilla para o Milan. Mas, o capitão brasileiro, titular absoluto da zaga amarelinha, foi dispensado do Bayern de Munique. Enquanto a maioria está se valorizando, Lúcio seguiu o caminho contrário. Mas, o capitão não deve ficar muito tempo desempregado, é um grande jogador e deve ir para um grande clube em breve.

A Seleção valoriza mesmo os seus atletas, só falta agora cobrar comissão.

Confirmado: Seleção no Arruda.

arruda-brasil-bolivia-93O confronto entre Brasil e Paraguai, no dia 10 de junho, está confirmado para o estádio do Arruda, de propriedade do Santa Cruz. Após uma vistoria, a CBF aprovou o local, mas fez algumas exigências que devem ser cumpridas a tempo, com o empenho do clube coral e do Governo do Estado de Pernambuco, que tem muito interesse em trazer a partida para o Recife.

O jogo pode ser uma “final”, uma vez que o Paraguai é , atualmente, o primeiro colocado da competição. O atrativo é grande, principalmente porque a Seleção não joga no Recife há muito tempo. Mas, quem decide o valor do ingresso não é o Santa Cruz e sim a CBF. Na última partida, no Beira-Rio, em Porto Alegre, os ingressos custavam R$70,00 e R$150,00, razão para a modesta taxa de 60% de ocupação.

Fica a questão, será que a CBF cobrará este valor no jogo do Recife? E se cobrar, vai lotar o estádio? Posso antecipar que não, com esse valor não teremos estádio lotado. Por isso mesmo, tendo em vista a condição financeira do pernambucano e a necessidade de apoio que está tendo a Seleção, acredito que os preços aqui serão um pouco menos salgados, para lotar o “MUNDÃO DO ARRUDA”.

Fonte: Blog de esportes do Diário de Pernambuco

ps.: Saudosista, lembro do jogo contra a Bolívia, a única vez que vi a Seleção Brasileira ao vivo. Naquele jogo goleamos por 6 a 0, foi um resultado tão importante para a classificação que o time desembarcou primeiro no Recife com a taça do Tetra para agradecer ao apoio dos pernambucanos. Estaremos lá novamente, para dar sorte à canarinha e, quem sabe, ver a taça do Hexa de novo na Avenida Boa Viagem.

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