Fair Play financeiro.

Alguns clubes de futebol se destacam dentro de campo devido ao sucesso fora dele. É fato que os clubes mais ricos contratam os melhores atletas e disputam os principais títulos. Quando a diferença econômica se torna decisiva para o sucesso nas competições, então temos um problema. Bom, não há nada errado em o time mais rico ser campeão, principalmente se for um clube estruturado e organizado, pois se mostra merecedor, o problema surge quando os mesmos se endividam para buscar essas vitórias.

A questão financeira preocupa a UEFA, que colocará em prática na temporada 2013/2014 a regra do “Fair Play financeiro”. Os clubes que estiverem endividados não poderão disputar as competições europeias. A regra não visa impedir que os times ricos sejam vitoriosos, mas que clubes se endividem exageradamente para conseguir conquistar um título, o chamado “doping financeiro”.

Dois clubes ingleses já estão ameaçados: Chelsea e Manchester City. Os clubes, devido aos altos investimentos estrangeiros, cresceram bastante nos últimos anos. O Chelsea, com a chegada do russo Abramovich, conseguiu se firmar como uma das maiores forças europeias, chegando sempre perto do título da Liga dos Campeões. Já o City, comprado recentemente, investiu mais do que todo mundo nessa temporada, contratando estrelas como Tevez, Robinho e Adebayor.

Mas, todo esse investimento tem um preço. O balanço financeiro de Chelsea e Manchester City indicou uma dívida que somada chega a R$ 350 milhões. Os clubes têm alguns anos para sanar o problema, ou correm o risco de ficarem fora da Liga dos Campeões quando a regra do “Fair Play financeiro” for posta em prática.

Enquanto isso, no Brasil, os clubes estão mergulhados em dívidas. Uma regra como essa acabaria por inviabilizar o Campeonato Brasileiro por falta de equipes. O atual campeão, o Flamengo, por exemplo, é o maior devedor do Brasil. Mesmo assim, o rubro-negro carioca contratou estrelas como Adriano, pagando salários bem acima do possível. Será que poderíamos adaptar a regra para proibir que clubes se endividem em busca de títulos no Brasil? Ainda é cedo, mas quem sabe no futuro.

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A SUPERLIGA EUROPEIA E A COPA DO NORDESTE.

Não entendeu o título? Vou explicar.

O g-14, grupo dos maiores clubes do mundo, junto com a UEFA, está estudando a criação de uma Superliga Europeia, no lugar da Liga dos Campeões. A liga teria três divisões com vinte clubes cada, trinta e oito partidas (igual ao Campeonato Brasileiro). Os jogos aconteceriam no meio da semana, durante toda a temporada. Para isso, porém, os campeonatos nacionais seriam reduzidos a, no máximo, 16 clubes.

A proposta dos clubes é para fazer valer o alto investimento. Com o aumento no número de partidas entre grandes clubes europeus, estima-se um aumento de público em dez vezes. A consequência seria o aumento na distância entre os maiores e menores clubes, já que esses teriam menos jogos e menos receitas.

Sim, e o que isso tem a ver com a Copa do Nordeste? Raciocine comingo. Os campeonatos nacionais na Europa estão perdendo atrativo, pois os grandes clubes (que investem alto) vencem quase sempre os menores (que não investem tanto). Igual aos nossos estaduais, onde os clubes da capital (alto investimento) vencem sempre os interioranos (investimento baixo).

Os clubes europeus precisam, então, se enfrentar. Grandes elencos versus grandes elencos é igual a um grande público. Da mesma forma, vemos que os estaduais não estão mais tão interessantes para os grandes clubes brasileiros, que precisam se enfrentar para aumentar a receita, isso em todo o país.

Na Europa, os campeonatos nacionais devem ser uniformizados para encaixar a nova competição no calendário. Da mesma forma, na nossa região, poderia diminuir os estaduais, uniformizando, para dar lugar a uma competição entre grandes clubes. Ao mesmo tempo em que seria uma competição mais disputada, com clubes tradicionais de grandes torcidas, aumentaria consideravelmente a receita.

Fica a ideia. O objetivo é colocar frente a frente clubes de “igual” grandeza, e diminuir o número de partidas fracas entre times com elencos de Série A contra times modestos. Para valorizar os menores, criar-se-iam outras divisões desse campeonato, garantindo-lhes a possibilidade de ascensão, que é essencial.

Está lançada a campanha: Volta, Copa do Nordeste!

A Associação Europeia de Clubes (ECA), que sucedeu o antigo G-14, negou a intenção de organizar a Superliga Europeia. A UEFA também nega a notícia. Como a informação chegou à imprensa, eu não sei, mas sei que foi suficiente para despertar os olhos de muitos e criar uma polêmica que pode ser tema de discussões futuras.

Tenho minhas dúvidas se essa fórmula funcionaria na Europa, mas é fato que precisam aumentar a quantidade de jogos entre os grandes clubes, e a única forma é diminuindo os campeonatos nacionais. Já no Nordeste do Brasil, mantenho firme meu posicionamento, a região precisa de um campeonato forte para elevar os clubes. Os campeonatos estaduais geram prejuízos aos clubes de maior orçamento.

Superliga Europeia.

O G-14, grupo dos maiores clubes do mundo, junto com a UEFA, estudam a criação de uma Superliga Europeia no lugar da atual Liga dos Campeões. Se aprovada, a mudança aconteceria na temporada 2012-20013, após o fim do contrato de transmissão da atual Liga dos Campeões.

A proposta é criar uma liga, com três divisões, vinte clubes em cada, trinta e oito partidas (igual ao Campeonato Brasileiro). Os jogos aconteceriam durante toda a temporada, no meio da semana.

Com o aumento de partidas atrativas entre grandes clubes da europa, os dirigentes esperam um aumento de público em dez vezes. O objetivo é fazer valer os altos investimentos.

A consequência será a diminuição dos campeonatos nacionais, que não poderão ter mais de 16 clubes. Isso prejudicaria os clubes menores, que veriam o público diminuir consideravelmente com a falta de partidas. O problema é que isso aumentaria a distância entre os grandes e pequenos clubes, que tenderia a ficar ainda maior.

A decisão não será fácil, pois de um lado temos grandes clubes buscando maiores receitas, do outro os pequenos clubes com medo da falência. A ideia pode ser boa, mas não será fácil para a UEFA decidir.

Segundo o site Futebol Finance, a notícia de que estariam estudando tal medida foi desmentida pela UEFA. Mas, antes disso abalou o mercado. A verdade é que tal proposta não é novidade, e pode mesmo ser posta em prática no futuro.  É bom ficar de olho.

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