Todos se queixam da Champs.

náutico e champsA Champs fez uma aposta alta e assinou com vários clubes brasileiros. Para vencer a concorrência eles ofereceram valores bem maiores que os praticados no mercado. Porém, ao que parece, a empresa queria saldar as dívidas com os lucros vindos das vendas, mas algo saiu errado.

A Ponte Preta já rescindiu com a empresa. O Vasco ameaça romper também, caso a empresa não pague o que deve até hoje. O Vitória recebeu material trocado (meiões do Vasco). O Brasiliense reclama por não ter recebido os uniformes para o segundo jogo da Série B. O Náutico também reclama da falta de material e da inadimplência.

A empresa não pagou o acordado, não fornece os materiais prometidos, não abastece as lojas das cidades com os uniformes, e o design não agradou a todos. Infelizmente, para a Champs, o sonho de ser uma grande fornecedora de materiais esportivos pode se tornar um pesadelo.

Fonte: Blog do Torcedor e Máquina do Esporte.

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Vasco desiste.

Com medo da punição que poderia sofrer, o Vasco da Gama desistiu de se utilizar da decisão do TRT para jogar a semi-final do campeonato carioca.

SÁBIA DECISÃO.

fonte: globoesporte.com

Vasco – TRT – TJD – que confusão!

Para quem esteve dormindo na última semana e não acompanhou a “briga” do Vasco com o TJD em busca dos pontos perdidos, vou fazer um resumo.

O Vasco escalou o atleta Jeferson de forma irregular na estreia do clube no campeonato carioca. Por isso, o TJD (duas vezes) puniu o clube com a perda de 6 pontos (o dobro do número de pontos ganhos), como determina o art. 214 do CBJD.

O Ministério Público entrou na briga e pediu ao à Justiça do Trabalho que anulasse a decisão. Com isso, o TRT oficiou ao TJD para que suspendesse a decisão, recolocando o Vasco nas semi-finais do campeonato. A FERJ e o TJD ainda não acataram esta decisão da justiça.

Isso vai de encontro à Constituição Federal, que determina no art. 217, parágrafo primeiro, uma limitação de acesso ao judiciário. A causa deve ser julgada apenas pela justiça desportiva, e essas decisões não podem ser revistas pelo judiciário comum.

Esta “manobra”, porém, pode prejudicar ainda mais o clube. O episódio foi notificado ao STJD, que já informou à FIFA e à CBF. A federação maior do futebol prevê punições ao clube que procurar a justiça comum em detrimento da desportiva.

Além disso, o Vasco deve ser denunciado por infração ao art. 231 do CBJD:

Art. 231.  Pleitear, antes de esgotadas todas as instâncias da Justiça Desportiva, matéria relativa a disciplina e competições perante o Poder Judiciário, ou beneficiar-se de medidas obtidas pelos mesmos meios por terceiro.

Pena: exclusão do campeonato ou torneio que estiver disputando e multa de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) a R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais).

É uma pena que os dirigentes desconheçam de tal forma a legislação brasileira, tanto a Constituição quanto as normas desportivas. Com isso, o Vasco pode acabar muito mais prejudicado do que seria.

Vasco: demissões para enxugar despesas.

O Vasco anunciou uma vassourada em São Januário, demitiu 14 pessoas, nenhum atleta. Entre os demitidos estavam, nada mais nada menos do que, 6 fisioterapeutas. Deixaram o clube, superintendente, supervisor, preparador físico, dentre eles alguns nomes conhecidos, como Toninho Oliveira, Paulo Angioni e Cláudio Coutinho.

A nova gestão do Vasco, encabeçada pelo presidente Roberto Dinamite, começa o mandato com uma faxina geral. O dirigente reclama do déficit nos cofres do clube, já que a antiga direção havia antecipado várias verbas, como as cotas de televisionamento. E é assim que se começa uma gestão responsável, diminuindo os custos para o mínimo necessário.

Afinal, para que 6 fisioterapeutas (só os demitidos, sem contar os que ficaram)? Muito boa é a observação de Marcelo Donato do Blog “Além do jogo” (alemdojogo.com): “É certo que a profissionalização é um bem, mas para que o Vasco precisava de um auxiliar técnico, um coordenador, um supervisor e um superintendente?”

Boa sorte ao novo presidente, que terá muito trabalho para tirar o Vasco da “era Eurico” e levá-lo ao novo futebol profissional. Pelo menos, parece estar no caminho certo.

O início do fim da cartolagem.

A saída de Eurico Miranda do Vasco e do Clube dos 13 pode ser considerada a anunciação de que o fim está próximo. O fim da cartolagem, do amadorismo, da corrupção. Talvez demore mais do que se espera, mas é algo que está fadado a acontecer.

A evolução do futebol brasileiro é visível, embora seja lenta. O Campeonato Brasileiro já não muda mais suas regras a cada ano, as viradas-de-mesa parecem ter acabado, investidores internacionais voltam anos olhar com bons olhos, clubes investem em marketing e dirigentes cada vez mais profissionais os assumem.

Ainda falta muito para atingirmos o objetivo. Mas, esta evolução recente é prova de que estamos no caminho certo. Porém, muita coisa ainda precisa mudar, como a divisão das verbas de transmissão dos jogos, o monopólio do Clube dos 13, o bairrismo dos poderosos e a postura amadora dos dirigentes, que não administram os clubes como grandes empresas que são, mas como padarias de subúrbio.

Ainda falta valorizar o torcedor, ainda falta enxergar o clube como uma empresa, ainda falta visão de que o futebol pode ser o produto mais importante deste país. Falta acabar com a violência, falta acabar com asdívidas trabalhistas, falta respeitar os contratos firmados, falta bastante profissionalismo e vergonha na cara.

O esporte, que um dia foi jogado descalço em campos de terra, hoje recebe patrocínios milionários, é transmitido ao vivo para todo o país e vê seus estádios crescerem e se modernizarem à espera de uma Copa do Mundo iminente. E os cartolas que antes desviavam o dinheiro do clube, hoje são fiscalizados pela própria torcida (nem tanto assim).

Ainda nos resta um longo caminho a percorrer, mas os novos cartolas que virão acrescentarão cada vez mais a visão profissional ao esporte. Muitos hoje já estudam o direito desportivo, o marketing desportivo, a gestão desportiva, e um dia estes serão os líderes do movimento pró-evolução.

É o começo, ainda é o começo, mas o futuro é dos bons.

O “profissionalismo” vascaíno.

Primeiro, note as aspas no nome “profissionalismo” para que a ironia não escape. Quem assistiu às reportagens sobre a semi-final da Copa do Brasil pôde ver como os vascaínos recebem seus visitantes.

Os rojões na madrugada são de responsabilidade exclusiva dos torcedores. E isso já era de se esperar, uma vez que no Recife também houve foguetório (coisa que está virando moda, mas não deveria). Por isso, não podemos culpar a diretoria do Vasco da Gama.

Mas, os cruzmaltinos, liderados pelo “ilustre” Eurico Miranda, deram mostras de como ser “proifissional” no Brasil. A diretoria do clube carioca fez de tudo para dificultar a vida dos torcedores e jogadores do Leão, mas nada deu certo, e quem vai para a final é mesmo o Sport.

Na chegada os atletas já foram recebidos com pedrada (culpa do clima de guerra gerado pelos dirigentes e jogadores do Vasco). Depois, o time do Sport ficou trancado no vestiário, proibido de aquecer no gramado. Aquelas coisas que costumavam acontecer na era das viradas-de-mesa, coisas que pensei que não voltaria a ver.

A torcida do Sport foi ainda mais maltratada. Os ingressos da torcida adversária só foram colocados à venda no próprio estádio, e apenas no dia do jogo. Mesmo assim, muitos nem viram a cor desses ingressos. Poucos conseguiram acompanhar o time ao vivo em São Januário.

Enquanto vejo clubes punidos por atraso e jogadores suspensos por faltas normais, espero uma denúncia da procuradoria do STJD sobre esses incidentes. Este tipo de atitude não pode mais ter lugar no futebol brasileiro. A mostra do “profissionalismo” de Eurico Miranda agora deve servir como exemplo do que não fazer.

Mas, o rubro-negro também não pode encher a boca para falar dos outros. Afinal, fizeram foguetório contra Internacional e Vasco, atiraram pedra no ônibus do Palmeiras. E podem perguntar a qualquer alvi-rubro ou tricolor como é ser um visitante na Ilha do Retiro, tenho certeza que não vão gostar da resposta. Antes de reclamar dos outros é preciso analisar as próprias atitudes.

Justiça anula eleição no Vasco.

Essa Eurico Miranda perdeu. Em segunda instância os desembargadores decidiram anular a eleição do conselho deliberativo do Vasco, realizada em 13 de novembro de 2006, e determinou que uma nova eleição seja feita em 30 dias, a partir daí será cobrada multa diária de R$ 30 mil. Ainda cabe recurso ao STJ, e o derrotado, tranquilamente, já sinalizou que irá mesmo recorrer.

Enquanto Eurico se preocupa com o recurso, o seu opositor, Roberto Dinamite, comemora a decisão da justiça. Agora, a oposição começa a convocar os torcedores-sócios para comparecerem na provável eleição. Segundo a denúncia, a primeira eleição havia sido fraudada pelo candidato da situação, o próprio Eurico. Na hora da eleição apareceram mais pessoas do que aquelas aptas a votar. Só espero que a nova eleição seja conduzida com seriedade, e que vença o preferido da torcida, mesmo que seja uma estrela do Orkut.

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