Nordeste em baixa.

Os últimos cinco colocados da Série B são do Nordeste. Na série A, os dois times de Recife são sérios candidatos ao rebaixamento. Por isso existe uma pergunta pairando no ar quente da região: “Qual será o futuro do futebol nordestino?”

Não posso atribuir culpa ou determinar as causas que levaram a esse caos, apesar de algumas serem bem conhecidas do torcedor. O futebol nordestino sempre viveu no amadorismo, sofrendo com a má gestão aliada à falta de recursos. Levantar e caminhar não será um trabalho fácil para todos esses clubes.

Dos clubes do NE, apenas o Vitória está bem na tabela de classificação (Além do Ceará, no G4 da Série B). Mas, o que o time baiano tem de diferente? Apesar de também ter sofrido com rebaixamentos, inclusive à Série C, o rubro-negro baiano tem uma boa estrutura, tem um centro de treinamento, investe e valoriza os jovens formados em casa, o que, na minha opinião, é um fator diferencial.

O Náutico tem um centro de treinamentos onde investe a passos curtos. É um excelente espaço, que promete ser um CT de grande qualidade no futuro. Já o Sport, apesar de ter investido na compra de um espaço com cinco campos oficiais, ainda não começou a investir na estrutura do local, por isso nem podemos chamá-lo de CT.

Mas, além da estrutura física para treinamentos, é preciso valorizar o material humano, contratando bons profissionais, além de dar chance aos jovens formados em casa. Não adianta formar centenas de jogadores se estes não terão oportunidade de jogar.

Mas, claro que a ausência de um CT não é determinante para o insucesso nas competições. O amadorismo que precisa ser superado é o extra campo. Na administração dos clubes deveriam existir profissionais qualificados, especializados, e não torcedores apaixonados. Vencer essa barreira será o primeiro passo para sair dessa situação.

Ficamos na esperança de que o futuro do futebol nordestino, de grandes e apaixonadas torcidas, seja vitorioso.

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Todos se queixam da Champs.

náutico e champsA Champs fez uma aposta alta e assinou com vários clubes brasileiros. Para vencer a concorrência eles ofereceram valores bem maiores que os praticados no mercado. Porém, ao que parece, a empresa queria saldar as dívidas com os lucros vindos das vendas, mas algo saiu errado.

A Ponte Preta já rescindiu com a empresa. O Vasco ameaça romper também, caso a empresa não pague o que deve até hoje. O Vitória recebeu material trocado (meiões do Vasco). O Brasiliense reclama por não ter recebido os uniformes para o segundo jogo da Série B. O Náutico também reclama da falta de material e da inadimplência.

A empresa não pagou o acordado, não fornece os materiais prometidos, não abastece as lojas das cidades com os uniformes, e o design não agradou a todos. Infelizmente, para a Champs, o sonho de ser uma grande fornecedora de materiais esportivos pode se tornar um pesadelo.

Fonte: Blog do Torcedor e Máquina do Esporte.

Vitória 1899, o novo nome do Vitória-BA.

escudo-do-vitoriaA mudança é uma estratégia de marketing do clube para valorizar sua história. A idéia deve ser lançada esse ano, quando o clube completa 110 anos. Se for aceita, a mudança do nome irá gerar uma gama de ações de marketing no clube.

Além do nome do clube, o estádio também deve ser renomeado, passando a chamar Arena 1899. Mas a mudança aqui também serve para facilitar a negociação dos “naming rights” do estádio.

A proposta é, no mínimo, ousada. Pode dar certo ou não, mas é bom ver os clubes arriscando em ações de marketing. Já passou da hora dos clubes pararem de reclamar da vida e explorarem a marca que têm.

Fonte: Máquina do Esporte.

Petrobrás desiste do Vitória, culpa do Bahia.

A Petrobrás havia feito uma proposta bastante interessante ao Vitória. A empresa pagaria cerca de 4,6 milhões por três anos de contrato. A idéia da estatal era ter cerca de mil ingressos de camarote por jogo para ser usado em campanhas promocionais com seus clientes, além disso haveria a exposição da marca em pontos estratégicos do estádio, como no placar.

Mas, o acordo não saiu porque o Bahia se recusou a jogar no estádio do Barradão. A empresa estatal queria que os dois times jogassem no estádio, o que aumentaria bastante a exposição da marca e o retorno do investimento. Mas, o tricolor não aceitou e deve continuar mandando seus jogos em Feira de Santana (onde joga desde a interdição da Fonte Nova).

Há um tempo o Bahia teria tentado jogar no estádio do rival, mas não houve acordo entre as diretorias. Agora que há dinheiro, e muito, envolvido estão querendo acordo. O Bahia tentou lucrar alguma coisa com a mudança, mas não se acertou com o Vitória. Por isso, sem o Bahia no Barradão, a Petrobrás desistiu do acordo, pior para o Vitória.

É impressionante a rivalidade entre clubes da mesma cidade, é mais impressionante ainda ver como esta rivalidade afeta os próprios clubes e como esta implicância mútua acaba prejudicando ambos. O que fica porém é a idéia, excelente iniciativa da Petrobrás, que esperamos seja desenvolvida no futuro, na Bahia ou em qualquer outro estado.

Eliminado, Vitória lamenta a verba perdida.

O Vitória foi derrotado pelo Paraná Clube em pleno Barradão na quarta-feira. Mas além de perder a vaga nas oitavas-de final da Copa do Brasil e fircar fora da disputa pela taça e a vaga na Libertadores, o rubro-negro baiano vai amargar um prejuízo financeiro.

Caso estivesse entre os 16 classificados para as oitavas-de-final, o Vitória receberia R$ 80 mil da CBF. Além disso, o clube ainda perdeu o dinheiro que ganharia com a renda dos eventuais confrontos contra o Internacional, que seria o adversário por uma vaga nas quartas.

É bom lembrar que o Vitória está na primeira divisão, já o Paraná foi rebaixado para a segundona. Acende o sinal de alerta em Salvador, perto do Brasileirão e às vésperas do quadrangular final do Campeonato Baiano. O clube terminou a primeira fase atrás do Bahia e do Vitória da Conquista.

Fonte:
http://espnbrasil.terra.com.br/noticias/rss.aspx?id=181046

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